Nosso principal objetivo é elaborar " PROTOCOLOS DE CONSENSO " das estratégias terapêuticas, com a finalidade de " REGULAMENTAÇÃO " no Conselho Federal de Medicina ou nos Conselhos de Classe Competentes.
1- Em 1992 McMurry avaliou a presença de malondialdeido , marcador da peroxidação lípidica, no plasma de 25 pacientes com angina instável, 25 pacientes com angina estável e 25 controles normais . Os valores foram respectivamente: 10 ng/ml ,9 ng/ml e 8 ng/ml,com significância estatística de p<0.05 entre o grupo angina instável e os controles normais .Sendo a angina pectoris uma doença onde acontece episódios recorrentes de isquemia-reperfusão ,temos durante o desencadear deste processo a produção de espécies reativas tóxicas de oxigênio ,principalmente do radical hidroxila o qual é capaz de abstrair átomos de hidrogênio dos ácidos graxos da membrana celular e assim iniciar o processo de peroxidação lípidica,o qual é detectado no sangue com a dosagem do malondialdeido (MDA). Este trabalho nos mostra que , quanto mais grave o quadro de angina ,maior é a quantidade de MDA detectada no plasma.Entretanto qual o significado deste achado? Seria somente um fenomeno fisiopatológico desprovido de valor? O próximo trabalho mostra que devemos nos preocupar com os achados acima descrito.
McMurry,Br.Heart.J.,68:454-7,1992.
ANGINA PECTORIS e COENZIMA Q10.
2- Em trabalho randomizado,controlado com placebo e duplo cego ,12 pacientes com angina pectoris estável receberam por 4 semanas ,150mg de coenzima Q10 /dia.Após 30 dias houve redução do número de crises anginosas de 5 para 2.5 , redução do consumo de nitroglicerina de 2.6 para 1.3 e houve aumento da tolerância ao exercício mostrada no teste ergométrico pelo aumento do tempo de exercício necessário para ocorrer isquemia com manutenção do produto,frequência - pressão.