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Biblioteca de Doenças



Artrite
Dr. Genésio da Veiga


Doença inflamatória crônica, debilitante, com variada localização mais comumente nas articulações sinoviais e tecidos periarticulares, simétricas, com dores e deformidades progressivas, considerada até agora INCURÁVEL.

É muito freqüente, aproximadamente 10% das manifestações articulares são devidas a Artrite Reumatóide em 1 a 2% população geral embora, mais comum nas mulheres de 25 a 50 atinge todas as idades, mesmo nos primeiros anos de vida. Muitos pacientes relacionam o aparecimento da doença com distúrbios emocionais: morte de parentes, divórcio, perda do emprego, etc. Considera-se importante o fator genético como se observa na Artrite Reumatóide Experimental pela inoculação do colágeno II em determinadas espécies de ratos e camundongos. Somente certas estirpes formam a artrite, porém é indispensável o fator desencadeante – o colágeno II. O mesmo deve ocorrer no homem o fator genético com os desencadeantes - infecções, proteínas alteradas, imunodepressão e outros .

A artrite reumatóide é caracterizada pela inflamação da membrana (sinovial)que forra a cápsula fibrosa que envolve e protege as articulações. O início é insidioso com sintomas gerais: febrícula, mal-estar, sudorese, perda do apetite, emagrecimento, moleza (astenia), angústia, irritabilidade, às vezes antes das localizações articulares. O começo pode também simular outras doenças, como: tenossinovites, manifestações pulmonares, fibromialgia, etc, ou atingir a várias articulações, geralmente as maiores, sendo simétricas (direita e esquerda). Apresentam sinais evidentes de inflamação: dor, rigidez matinal (mais intensa após despertar), edema, calor, rubor, aumento dos gânglios, anemia e nódulos subcutâneos.

Em alguns casos a localização é somente em uma articulação, sendo mais comum nos joelhos como também é possível ocorrer em todas.

A doença evolui com aumento dos sintomas articulares com dores cada vez mais intensas, espontâneas ou a pressão, deformidades, os músculos próximos ficam atrofiados, rígidos, diminuição da força e da mobilidade, pois atinge também os tendões e ligamentos tornando-se crônica e destrutiva.

Nos pés e mãos aparecem distúrbios vasomotores com sensação de friagem, sudorese, cianose e eritema.

Qualquer articulação sinovial pode apresentar a inflamação da artrite reumatóide, sendo que algumas com mais conseqüências citando-se:

1º) MÃOS – São freqüentes, iniciando-se com aumento das articulações interfalangeanas proximais, além da dor provocam aspectos fusiformes dos dedos. No decorrer da doença surgem várias deformidades como: "dedo em martelo", "pescoço de cisne", "casa de botão" e desvio para o cubital. Há perda da força pela atrofia muscular e dores que dificultam a flexão dos dedos, principalmente o polegar pela ação oponente. As tenossinovites principalmente dos tendões flexores dos dedos, do abdutor longo ou extensor curto do polegar, ou "dedo em gatilho", "síndrome do túnel do carpo" são manifestações habituais das mãos.

2º) JOELHOS- São as articulações de maior área em cartilagem articular e sinovial com derrames intensos, deformidades, limitações dos movimentos de extensão, atrofia do músculo quadríceps provocando a instabilidade dos joelhos. O aumento do líquido sinovial determina maior pressão formando saliência na região posterior o Cisto de Baker, que dificulta o caminhar e o rompimento produz infiltração do líquido sinovial entre os músculos da panturrilha com dor e inflamação simulando tromboflebite.

3º) PÉS- Os tornozelos podem ser as primeiras articulações lesadas, com dor e edema, sub-luxação modificando o ponto de apoio dos pés com formação de calosidades e esporão. Os dedos podem ficar desviados para fora, uns sobrepondo-se aos outros e as posições incorretas dos pés, tendinites e dores dificultam a locomoção. Pode haver ruptura do tendão de Aquiles.

4º) COTOVELOS- A inflamação impede a extensão total provocando dores intensas pela epicondilite.

5º) OMBROS – A dor leva à incapacidade funcional na articulação que executa amplos movimentos chegando até a ruptura do manguito rotador do ombro.

6º) TÊMPORO-MANDIBULAR – A dor se intensifica ao abrir a boca, dificultando a mastigação podendo haver anquilose.

7º) COLUNA CERVICAL – Produz dor de cabeça (cefaléia) occipital e rigidez podendo haver compressão da medula.

A Artrite Reumatóide é caracterizada pela inflamação da membrana sinovial que forra internamente a cápsula fibrosa que envolve e protege as articulações e as bainhas sinoviais dos tendões. A membrana sinovial é constituída por poucas camadas de células onde se localizam os vasos sangüíneos e nervos. A inflamação da artrite reumatóide provoca congestão sangüínea aumentando a produção do líquido sinovial formando um derrame articular e intensa proliferação das células constituindo um tecido chamado PANNUS que invade a articulação destruindo as membranas articulares, tendões e ossos. O tecido fibroso do Pannus pode formar uma anquilose fibrosa entre os ossos dificultando os movimentos articulares e quando o cálcio se deposita constitui a anquilose óssea com soldadura da articulação.

MANIFESTAÇÕES EXTRARTICULARES – A Artrite Reumatóide pode iniciar com lesões viscerais, tendinites, fibromialgias, derrame pleural, etc. ou no decorrer da evolução surgem localizações variadas, com sintomas diversos, muitas vezes mais intensos que os articulares. Apresentam-se:

1º) MANIFESTAÇÕES PULMONARES – Ocorrem geralmente nos casos graves sendo as localizações mais comuns as pleurais com derrame e aderências, fibrose pulmonar intersticial difusa com tosse e dispinéia, nódulos reumatóides isolados ou vários podendo supurar.

2º) MANIFESTAÇÕES CARDIO-VASCULARES – Com freqüência ocorre pericardite, como também miocardite, distúrbios vasculares e bloqueios pela localização de nódulos. de difícil cicatrização e esquemia dos órgãos.Quando atinge os vasos intestinais pode ocasionar necrose e hemorragias. As artérias periféricas produzem hiperestesias cutâneas com sensação de queimadura. Pode haver arterite das coronárias, mesentéricas e cerebrais.

3º) MANIFESTAÇÕES ÓSTEO-MÚSCULO-CUTÂNEAS – A mais comum é a osteoporose devido a diminuição da absorção do cálcio pela imobilização intensificada principalmente pelo uso dos corticosteróides, podendo levar a fraturas espontâneas dos ossos longos, da cabeça do fêmur e achatamento de vértebras. Principalmente nos dois primeiros anos da menopausa, quando a perda óssea é mais intensa é indispensável determinar a densidade óssea para fazer a reposição de cálcio de acordo com a osteoporose.

Os músculos sofrem atrofias geralmente próximas às articulações lesadas, com dores e diminuição da capacidade muscular, dificultando a locomoção ao levantar, subindo escadas, etc. As lesões cutâneas são muito freqüentes principalmente os nódulos reumatóides, possui tamanho, número e localização variada, podem ser subcutâneos localizados nos cotovelos, dedos, tendão de Aquiles, coração, olhos, parede abdominal, pulmões e sistema nervoso. Apresentam características histológicas inflamatórias reumatóides, com necrose central envolvida por fibrose e células inflamatórias. Existem várias outras lesões cutâneas como: eritema das mãos com sensação de prurido ou queimação, lesões purpúricas, úlceras cutâneas, hiperpigmentação.

4º) MANIFESTAÇÕES OCULARES- São comuns podendo atingir todas as estruturas oculares, observando-se com mais freqüência a Querato-Conjuntivite-Seca, de evolução lenta, com ardor, prurido, congestão e mais tarde diminuição das lágrimas, atingindo geralmente as mulheres, também Esclerite e Episclerite.

Os medicamentos habituais provocam :

A) CORTICOSTERÓIDES- Glaucoma e catarata subcapsular posterior;

B) ANTIMALÁRICOS- Ceratopatia, cegueira irreversível;

C) SAIS DE OURO- Lesões na córnea .

5º) MANIFESTAÇÕES DO APARELHO DIGESTIVO- São geralmente provocadas pelos medicamentos principalmente os antiinflamatórios não hormonais e o methotrexate com: gastrite, úlceras, pancreatite, hepatite, fibrose hepática, cirrose e hemorragias digestivas letais.

6º) MANIFESTAÇÕES RENAIS- Nos casos de longa evolução produz glomérulo- nefrite e o uso dos sais de ouro, ( metal pesado que se elimina principalmente pelos rins), provocam lesões intensas.

7º) MANIFESTAÇÕES HEMATOLÓGICAS- São comuns as anemias pela carência de ferro, alterações na sua absorção, perdas sangüíneas e distúrbios do seu metabolismo, eosinofilia e as vezes leucopenia.

8º) MANIFESTAÇÕES NEUROLÓGICAS- Neuropatias com formigamento, queimação, friagem nas mãos e pés, compressões medulares.

ARTRITE REUMATÓIDE EXPERIMENTAL

Apesar de existir diferenças entre a doença experimental e a humana todos os estudos da imunidade são feitos com inoculações animais, porque suas semelhanças justificam a sua aceitação como modelo esclarecendo numerosas dúvidas.

A inoculação do colágeno C-II, tecido que existe no homem e nos animais, em determinadas raças de ratos ou camundongos, desenvolve uma poliartrite experimental chamada ARTRITE INDUZIDA POR COLÁGENO com alterações semelhantes a ARTRITE REUMATÓIDE HUMANA como:

I) SINOVITE PROLIFERATIVA –com formação de Pannus;

II) INFILTRAÇÃO DO TECIDO SUBSINOVIAL – com células inflamatórias;

III) EXSUDAÇÃO DE CÉLULAS INFLAMATÓRIAS – nos espaços articulares;

IV) DESTRUIÇÃO DA CARTILAGEM E DO OSSO;

V) INSTABILIDADE DO COLÁGENO.

Após 5 dias da inoculação do colágeno aparecem as primeiras lesões com deposição de fibrina na sinovial, intensa reunião de macrófagos, linfócitos T também semelhantes a Artrite Reumatóide Humana.

As inoculações do colágeno II em ratos feita por KLARESKOG E COLS, concluiram que os linfócitos T são necessários para o aparecimento das lesões articulares destrutivas, porque transferindo-os para ratos normais, provocou a ARTRITE. As lesões iniciais aparecem com intensa reunião dos macrófagos, células dendríticas e leucócitos T – Helper, demonstrando também alterações semelhantes a Artrite Reumatóide Humana.

O Prof. Paulo Preza induziu a Artrite Reumatóide em ratos inoculando ao mesmo tempo o colágeno -II e a Vacina Antibrucélica. Em outro grupo de ratos (testemunhos) injetou somente salina fisiológica (soro fisiológico). Em l5 dias, todos os animais injetados somente com a salina fisiológica apresentaram Artrite Reumatóide Experimental nas articulações das patas traseiras enquanto, os que receberam a Vacina Antibrucélica não sofreram nenhuma modificação.

Demonstrou-se que a vacina impediu a formação da Artrite Reumatóide Experimental.

NOVO TRATAMENTO DA ARTRITE REUMATÓIDE

Quando o organismo sofre qualquer agressão, ativa-se um complexo sistema de células especializadas e elementos por elas produzidas que constituem "O SISTEMA IMUNOLÓGICO". Se este for incapaz de eliminá-la, pela deficiência dos principais elementos de defesa, ( os Anticorpos) formam-se alterações locais "AS INFLAMAÇÕES. "

O Sistema Imunológico tem a capacidade de reconhecer os corpos estranhos que não pertençam ao organismo e deve ter eficiência para eliminá-los.

Quando não reage é porque os considera conhecidos havendo "TOLERÂNCIA IMUNOLÓGICA". É, portanto, a incapacidade de desenvolver resposta imune contra as nossas próprias células.

Se houver pequena quantidade de anticorpos, forma-se um distúrbio, desaparecendo a tolerância imunológica e determinadas células do organismo passam a ser consideradas estranhas. Há uma alteração radical nos componentes do sistema imunológico que passam a atacá-las, constituindo as "DOENÇAS AUTOIMUNES" como a Artrite Reumatóide.

O TRATAMENTO HABITUAL OU CLÁSSICO tem como finalidade diminuir ou até mesmo suprimir os anticorpos considerados os causadores das inflamações sinoviais. Resulta que retiram do organismo os elementos que poderiam eliminar a INFLAMAÇÃO, OS "ANTICORPOS" tornando a doença "INCURÁVEL". Todos os medicamentos usados não modificam a evolução da doença, cada vez mais intensa, deformante, conforme figura abaixo, com maior incapacidade articular, terminando os pacientes após muitos anos de tratamento no leito ou em cadeira de rodas considerados "IRRECUPERÁVEIS".

Vários especialistas não aceitam a terapia totalmente fazendo críticas contundentes que demonstram o perigo e deficiências como:

1º) Girwood que citou 11 medicamentos que podem causar a morte, sendo 6 habitualmente usados:

Corticosteróides;

Fenilbutazona;

Fenacetina;

Aspirina;

Oxifenilbutazona;

Indometacina.

Os sais de ouro provocam dermatites esfoliativas com desaparecimento da pele conforme gravura:

Vários outros poderiam ser incluídos sendo o mais tóxico, freqüentemente usado, o "METHOTREXATE", conforme afirma :

2º) Maria A. Lopes (pag.36) " A situação desesperadora em que se encontra a medicina no tratamento de artrite reumatóide, torna-se patente pelo fato de que no dramático decorrer desta doença, chega-se a aplicar uma terapia que só é admitida em casos de perigo de morte, como no cancer. É A TERAPIA CITOSTÁTICA.

3º) Relatam as Profas. Sheila e Eneida( pag. 179) as conseqüências do uso prolongado do salicilato em crianças com possibilidade de provocar a "SÍNDROME DE REYE" com vômitos, alucinações, convulsões, estupor e coma.

4º) O uso de corticóide pode causar necrose do osso esponjoso e substituição do tecido colagenoso por fibrotico calcificado. Pode aparecer com pouco tempo de uso do corticóide, conforme ilustração acima, publicada em CORTICOSTEROID OSTEONECROSIS - The New England Journal of Medicine - February 23, 1995 - Vol.332, nº 08

Numerosos outros trabalhos poderiam ser citados, demonstrando a ineficiência e os efeitos colaterais freqüentes, graves e até letais do tratamento baseado na diminuição dos anticorpos. As tentativas para a aplicação de tratamento contrário ao habitual, basea-se na "IMUNOESTIMULAÇÃO"com aumento dos anticorpos que combatem e eliminam as inflamações. A possibilidade do referido tratamento foi citado pelo Prof. Samara, ( pag. 652): "Um dos procedimentos destinado à recuperação da normalidade imunológica, é a imunoestimulação".Segundo Smith e Fort a remissão da artrite reumatóide provocada pela gravidez que ocorre em 70% das gestantes seria pelo estímulo imunológico do feto aumentando a produção de anticorpos para sua defesa. Em 11 pacientes com artrite reumatóide ativa imunizadas com células mononucleadas obtiveram 40% de melhora. Terminaram com as seguintes conclusões: "as tentativas imunológicas para tratamento da artrite reumatóide devem ser consideradas importantes e desejáveis em decorrência do potencial de toxicidade das terapêuticas em uso habitual e pelo prognóstico sombrio e agressivo." Repetindo os autores concluíram: são importantes e desejáveis as tentativas imunológicas para tratamento da artrite reumatóide porque as usadas até agora têm alto potencial de toxicidade e o prognóstico é sombrio e agressivo. DEMONSTRAREMOS QUE OS ÍNDICES DE REGRESSÃO COM A IMUNOESTIMULAÇÃO DA VACINA ANTIBRUCÉLICA FORAM SUPERIORES, PODENDO SER USADA POR LONGO TEMPO PORQUE É ATÓXICA.

Durante o período de 1986 a 1989, em colaboração com o Prof. José de Felippe Junior, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de S. Paulo realizamos levantamento estatístico para verificar a eficiência da ENDOTOXINA BRUCÉLICA NOS PORTADORES DE ARTRITE REUMATÓIDE.

Em l992, apresentamos os resultados no 11o Congresso da Associação Brasileira de Medicina, realizada em S. Paulo. Foram avaliados 377 pacientes com diagnóstico de artrite reumatóide, segundo os critérios da Associação Americana de Reumatologia, todos apresentavam a doença em atividade clínica e laboratorial.

A endotoxina brucélica foi administrada em doses crescentes, segundo a técnica do INFORME

II- VACINA ANTIBRUCÉLICA.

Apresentavam o diagnóstico de artrite reumatóide 33,40,% há mais de 10 anos, sendo 11,13% há mais de 20 anos (Quadro I).

QUADRO – I – TEMPO DE DOENÇA DOS 377 - PACIENTES. PREDOMÍNIO DE CASOS CRÔNICOS

Intervalo de Tempo
Nº de pacientes
%
1 ano
45
11,39
1-10 anos
167
44,29
10 à 20 anos
84
22,27
Superior a 20 anos
42
11,13
Não responderam
39
10,34

Todos (100% ou 337) com dores articulares a maioria com aumento de volume articular, rigidez matinal e sintomas gerais (Quadro II) .

QUADRO – II- SINTOMAS DA ARTRITE REUMATÓIDE NOS 377 PACIENTES NO INÍCIO DA VACINOTERAPIA

Sintomas
Nº de pacientes
%
Dor articular
377
100
Rigidez matinal
315
83,55
Deformidade
288
76,02
Aumento do volume articular
317
84,40
Dificuldades de movimento
376
96,25
Fadiga
284
75,33
Calor
279
74,00
Nódulos subcutâneos
257
67,05
Diminuição do apetite
350
93,07
Febre
356
94,42

Em 25,84% as dores localizavam-se em 3 a 4 articulações, em l5, 37 % de 5 a 6 e em 58,79% em todas. A dor era forte ou muito forte em 70%. A localização predominava nas mãos e punhos com 41 % e 29 % apresentavam dificuldade de deambulação (andar).

Antes da vacinoterapia usavam antiinflamatórios não hormonais, corticosteróides e drogas de ação lenta que provocaram efeitos colaterais em 80% dos pacientes, sendo l81 ou 48% com gastrite, 30 ou 8% com hemorragia digestiva, 23 ou 6% com úlcera gastro-duodenal, 26 ou 7% com náuseas e vários outros. (Quadro III).


QUADRO III- EFEITOS COLATERAIS DA TERAPÊUTICA CLÁSSICA OU HABITUAL.

Efeito colateral
Nº de pacientes
%
Gastrite
181
48
Aumento de peso (edema)
60
16
Hemorragia digestiva
30
8
Náuseas
26
7
Úlcera gastro - duodenal
23
6
Erupção cutânea
23
6
Cefaléia
18
5
Diarréia
15
4


Na avaliação do tratamento clássico ou habitual somente 52 pacientes ou 13,79% consideraram bom ou ótimo.

COM A VACINA ANTIBRUCÉLICA HOUVE REGRESSÃO:

1º) Das dores articulares em 249 pacientes ou 77,98%;

2º) A dificuldade dos movimentos em 282 ou 74,80%;

3º) O aumento do volume articular em 230 ou 69% ;

4º) Os sintomas gerais em 251 ou 66,57%. No período de tratamento 57 pacientes ou 15,11% tiveram alta com regressão total dos sintomas não necessitando mais dos medicamentos e 96 ou 25% estavam sem sintomas continuando a vacina para consolidar a melhora, aguardando alta. (Quadro V).


QUADRO V- REGRESSÃO DOS SINTOMAS NOS 377 PACIENTES COM VACINOTERAPIA.

Nº de pacientes
Sintomas
Melhoria/Regressão
%
377
Dor articular
249
77,98
376
Dificuldade nos movimentos
282
74,80
360
Sintomas gerais
251
66,57
317
Aumento de volume/edema articular
230
61,00
279
Calor
181
48,00
257
Nódulos subcutâneos
106
28,11
288
Deformidades
124
32,89
301
Continuaram sem sintomas
96
25,46
ALTA
57
15,11


A supressão ou diminuição dos antiinflamatórios ou corticosteróides em 315 ou 83,54% dos pacientes demonstra de maneira insofismável a regressão das inflamações e das dores (Quadro VI).


QUADRO VI- SUPRESSÃO- DIMINUIÇÃO DE CORTICOSTERÓIDES E ANTIINFLAMATÓRIOS, PELO USO DA VACINOTERAPIA.

Doses de anti-inflamatórios e Corticosteróides
Nº de pacientes
%
DIMINUIU
182
48,27
SUPRIMIU
133
35,27
IGUAL
15
3,97
AUMENTARAM
3
0,79


Não houve efeitos colaterais, pois, foi citado em 52 OU 12% dos pacientes verificando-se que em 36 ou 9% eram decorrentes da reação da vacina pela inoculação da proteína estranha que desaparece pela diminuição da dose (Quadro VII).


QUADRO VII – EFEITOS COLATERAIS COM A VACINOTERAPIA.

Efeitos colaterais
Nº de pacientes
%
Aumento da dor articular
19
5,0
aumento da inflamação
9
2,5
Fadiga
4
1,0
Tontura
4
1,0
Erupção cutânea
4
1,0
Náuseas
3
0,7
Taquicardia
3
0,7
Cãimbra
3
0,7
Sonolência
1
0,3
Cefaléia
1
0,3
Reação local
1
0,3


O tratamento foi considerado bom e ótimo por 290 pacientes ou 76,91%.

É INDISPENSÁVEL AVALIARMOS A EFICIÊNCIA DO TRATAMENTO HABITUAL OU CLÁSSICO BASEADO NA DIMINUIÇÃO DOS ANTICORPOS (IMUNODEPRESSÃO) E COMPARARMOS COM O NOVO TRATAMENTO IMUNOESTIMULANTE COM A VACINA ANTIBRUCÉLICA QUE AUMENTA OS ANTICORPOS (IMUNOESTIMULAÇÃO).

Os 377 pacientes estudados eram portadores de artrite reumatóide progressiva e incapacitante, resistentes a todos os tratamentos habituais durante muitos anos (10-20 e até mais), a dor continuava forte ou muito forte em 70% e atingia todas as articulações em 57%.

A doença não foi eliminada, continuando sua evolução demonstrada pela incidência das dores em 100% dos pacientes acompanhadas de outros sintomas em índices variáveis tornando-se cada vez mais intensa, 84% apresentaram efeitos colaterais com os medicamentos usuais, sendo que praticamente a metade 48% com gastrite que geralmente evolui para úlcera gastro-duodenal encontrada em 6%, hemorragia digestiva em 8% e 7% com náuseas.

Os pacientes rejeitaram o tratamento quando somente l5 % o avaliaram em bom-ótimo.

É NECESSÁRIO REALÇAR OS SIGNIFICATIVOS RESULTADOS OBTIDOS COM A VACINA ANTIBRUCÉLICA NOS 377 PACIENTES CRÔNICOS RESISTENTES A TODOS OS TRATAMENTOS MUITOS CONSIDERADOS IRRECUPERÁVEIS. AS DORES FORAM ELIMINADAS EM 249 PACIENTES OU 77,98% COMPROVADOS COM A POSSIBILIDADE DA SUPRESSÃO OU DIMINUIÇÃO DOS MEDICAMENTOS CLÁSSICOS EM 83,54% .

Durante o período de estudo 57 tiveram alta-CURADOS e 96 sem sintomas da doença CONSOLIDAVAM A CURA.

A Vacina Antibrucélica não provocou efeitos colaterais e a sua aceitação e apoio do tratamento foi feita pela avaliação de ótimo-bom por 290 pacientes ou 76,91%. Fica demonstrado o absurdo em insistir numa terapêutica Ineficiente que provoca numerosos efeitos colaterais graves e até letais condenando o paciente a cadeira de rodas ou a permanecerem inerte no leito.

É inconcebível preconizar tal orientação quando existe tratamento EFICAZ E ATÓXICO.

TODOS OS DADOS NUMÉRICOS ESTÃO À DISPOSIÇÃO DOS INTERESSADOS.

 

Referências Bibliográficas

1º) Girwood, R.H. Death after taking medicaments Br.Med. J. 1: 501: 74.

2º) Klareskog, L.; Holmdahl, R.; Larsson, E.- Clin. Exp. Immunol. 51: 117-125: 83. Role of T lymphocytes in collagen II induced arthritis in rats.

3º) Maria dos Anjos, S.L. Reumatismos- Artrite.

4º) Preza, P.C.A. : Comunicação pessoal;

5º) Samara, A.M. – Reumatologia SARVIER – S. Paulo – 1985.

6º) Sheila, K.; Eneida, A. Reumatologia Pediátrica.

7º) Smith, J. B.; Fort, J. G. – Treatment of rheumatoid arthritis by immunization with mononuclear white blood cells. J.U. RHEUMATOLOGY . 16: 01-09:96.


 

 

 

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