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Drenagem homeopática antihomotóxica para patologias da pele
Dra. Carmela Pedalino

A drenagem corporal é um tema bastante antigo e uma idéia realizada pela Medicina de milhares de anos atrás como através das trepanações de crânios quando imaginavam conseguir expelir o "gênio" ruim do paciente. Mais recente que este fato, as sangrias e ventosas, mostravam possibilidades de exonerar o organismo de substâncias diversas que o molestaria.
No século passado, pela década 50, o francês Leon Vannier demonstrou a necessidade de se fazer o que chamou drenagem homeopática, através de medicamentos diluídos e dinamizados, em potência única com tropismo por determinado órgão emunctorial.
Após 1952, o alemão Hans-H. Reckeweg , toxicologista e clínico geral, metodizou uma terapêutica chamada Homotoxicologia e instituiu a drenagem homeopática antihomotóxica.
Na Homotoxicologia, o organismo biológico é visto de uma maneira triuna (como na Homeopatia , vide capítulo 9 do Organon): corpo, mente e espírito. Pustiglione. (1994 e 2001).
O corpo para ser tratado, necessita de uma avaliação anamnésica bem feita resgatando a história da doença atual, antecedentes pessoais e familiares, possível contaminação com toxinas de várias etiologias.
As toxinas atuais estão presentes na vida do indivíduo desde a vida intra-uterina com as contaminações maternas, a alimentação da criança e do adolescente rica em agrotóxicos, acidulantes, corantes, estabilizantes, gorduras, desnaturação com os produtos refinados, estimulantes em excesso como o café, carnes com hormônios em excesso, parasitoses, colesterol fornecido pela carne de porco, etc.
Há evidências clínicas que as toxinas psicológicas também atuam no corpo vivo, causando alterações psicossomáticas importantes. Após transtornos emocionais ou carga tóxica psicológica o indivíduo pode apresentar sintomas diversos em algum sítio corporal.
Não existem apenas toxinas alimentares e psicológicas.
As irradiações elétricas e magnéticas em excesso também são uma evidência atual carente de controle e drenagem dos seus efeitos tóxicos.
Desde os tempos de Hipócrates (400AC), e seu célebre aforismo "Vix naturae medicatrix" (Henry, 1997 e Brunini, 1998), sabemos que o organismo é um sistema aberto e que apresenta um poder de auto-cura inato carente de proteção e estímulos biológicos. Henry evidencia o poder deste bio-sistema auto regulado. Outros autores evidenciam a homeostase onde a integração dos sistemas e do eixo psiconeuroendocrino-imunnológico resulta num trabalho todo com meta para a auto-regulação (Senn, 1995).
Desta maneira os sintomas nada mais são do que o sinal objetivo do esforço do organismo vivo em eliminar toxinas que lhe causam algum dano (Heine, 1998).
Pischinguer (1991); Schmidt (1997); Bianchi (1998) e Heine (1999) descrevem o Grande Sistema de Defesa formado pelo sistema retículo endotelial, o eixo hipófise/supra-renal, a desintoxicação hepática , sistema neural e o extracelular, capaz de atuar no sentido de preservar a sobrevivência e as funções corporais ao longo da vida.
Qualquer tratamento antihomotóxico só vai ter um sucesso pleno se for acompanhado por uma drenagem antihomotóxica, de tal maneira que sejam restabelecidas as funções corporais e a possibilidade dos tecidos e células exercerem seu papel livre da atuação das toxinas.
A drenagem antihomotóxica pode vir acompanhada de outras possibilidades drenadoras tais como: uma dieta de suco de frutas controlada, fitoterápicos, remédios homeopáticos simples em acordes de potência e hidrocolonterapia.
O conhecimento dos sintomas atuais ou da história pregressa e da inter-relação entre os órgãos emunctórios (pulmão, fígado e intestino, rins, pele) favorece a conclusão dos órgãos mais necessitados de uma drenagem medicamentosa.
Os mecanismos de ação dos remédios homeopáticos e antihomotóxicos tem sido bastante estudados e a síntese destes trabalhos foi publicada por Bonamin (2001). A teoria de bystander reaction tem sido defendida por Heine (1999) e demonstra uma inter-relação do medicamento antihomotóxico com a intolerância imunológica.
A Matéria Médica homeopática (Allen,1996) demonstra os medicamentos que tem tropismo pelos órgãos emunctórios possibilitando a escolha do mais adequado para cada paciente.
Quando utilizamos os remédios simples homeopáticos na drenagem, o fazemos em acordes de potência. Desta maneira diminuímos as agravações homeopáticas (Cahis,1913; Bildet,1975 e 1977; Gomex,1992; Heine, 1999 e Pedalino, 2002).
Os principais remédios utilizados desta maneira são os seguintes Injeel:

  • Cynara
  • Hydrastis
  • Lycopodium
  • Magnésia muriática
  • Natrum sulphuricum
  • Sépia
  • Taraxum
  • Solidago
  • Equisetum
  • Berberis
  • Apocinum
  • Apis
  • Chinicumars
  • Bebzoicum ac
  • Salsaparrilla

Reckeweg, grande conhecedor da matéria médica e da fisiologia, elaborou fórmulas homeopáticas que diferem do complexismo porque sua arquitetura apresenta vários medicamentos em acordes de potência e com ação sinérgicas entre si, possibilitando ao organismo a possibilidade de se harmonizar na eliminação das toxinas, sem danos celulares estruturais e funcionais e conseqüentes agravações.
Quando pesquisamos os grandes drenadores gerais antihomotóxicos (Reckeweg, 1992) encontramos:
Lymphomyosot, Galiun Heel, Berberis Homaccord, Hepeel, Pulsatilla compositum, Nux vomica Homacord, etc.
Cada um tem a sua especificidade de ação de acordo com a sua arquitetura e farmacocinética.
Assim, a drenagem homeopática antihomotóxica e em especial do paciente que tem patologia de pele, é feita com ampla avaliação do paciente, individualmente, utilizando os recursos da dieta, da hidrocolonterapia e de medicamentos drenadores homeopáticos simples em acordes de potência ou de medicamentos mais complexos drenadores gerais ou específicos .

 



Referências Bibliográficas

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BILDET, J., ; BONINI, F.; GENDRE, P.; AUBIN,M.; DEMARQUE, D.; QUILICHINI, R Etude au microscope électronique de l'action de dilutions de Phosphorus 15 CH sur l'hepatite toxique du rat. Ann. Hom. Fr,. 19: p. 209-19, 1977.
BONAMIN, L.V.; Homeopathy under the new paradigms of science: A review. Revista de Homeopatia,v.66,n.1,p.27-32,2001
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