É um fato muito conhecido, que o aumento das reservas corporais de ferro no organismo , aumenta a incidência e a gravidade das doenças degenerativas da idade como: infarto do miocárdio e câncer. De um ponto de vista pratico , quando estamos pensando em prevenção , também se sabe que : quando diminuímos o ferro do organismo aos seus níveis normais se consegue reduzir a probabilidade de aparecimento do infarto do miocardio e do câncer. Sabemos que grande parte dos problemas provocados pelo excesso de ferro, são explicados pelo aumento da geração dos radicais livres de oxigênio , espécies químicas tóxicas que ao longo dos anos vão provocando sorrateiramente lesões dos componentes celulares. A lesão célula a célula, tecido a tecido e orgão a orgão culmina no aparecimento de vários tipos de doenças como a artrite , a artrose, as complicações diabéticas, e muitas outras, ao lado do derrame cerebral , infarto e do câncer. Vários metais, encontrados na natureza, e que estão em contato diário com a raça humana também possuem a propriedade de aumentar a geração das espécies reativas tóxicas de oxigênio e por analogia com o que acontece com o ferro eles também podem aumentar a incidência e a gravidade das doenças degenerativas da idade.
Crescem na literatura o número de trabalhos que incriminam os metais que possuem número de valência variável, isto é, os metais de transição, em vários tipos de doenças como o alumínio, o chumbo, o mercúrio e o cádmio. Todos esse metais aumentam a geração de radicais livres e podem portanto provocar o aparecimento das doenças degenerativas da idade.
Ao lado de aumentarem a geração de radicais livres eles provocam por suas características tóxicas os seguintes sintomas:
Alumínio
Mais freqüentes: diminuição da memória, constipação intestinal, demência, dor lombar, tosse e rouquidão, eczemas.
Outros: anorexia, fraqueza, desequilíbrio, ataxia, cólicas, dispnéia, esofagite, gastroenterite, disfunção hepática, nefrite, crises de psicose.
Chumbo
Mais freqüentes: irritabilidade, depressão, insônia, sensação de aperto na cabeça, constipação intestinal, dores articulares, diminuição da memória e da concentração, caimbras, diarréia, emagrecimento.
Outros: anemia, anorexia, ansiedade, confusão, atordoamento, sonolência, fadiga, dor de cabeça, incoordenação, indigestão, dor abdominal, dores nos ossos, dores musculares, hipertensão arterial.
Mercúrio
Mais freqüentes: astenia/depressão, sangramento gengival, insônia, sudorese noturna, tremores nas mãos, sonolência, amigdalites e faringites de repetição, aftas.
Outros: anemia, anorexia, ataxia, sonolência, instabilidade emocional, dor de cabeça, diminuição de audição, diminuição de memória, diminuição da visão, parestesias, gosto metálico, crises de psicose, hipertensão arterial.
Níquel
Mais freqüentes: cervicalgias, insônia, enxaquecas periódicas, astenia, tosse seca.
Outros: apatia, cianose, diarréia, dispnéia, febre, náuseas e vômitos.
Cádmio
Mais freqüentes: dores musculares, náuseas constantes, tonturas, gastralgia, alopécia, anemia, anorexia, anosmia, fadiga, dor articular, dores nas costas e pernas, pele seca e escamosa, dentes amarelos, enfisema pulmonar, hipertensão arterial.
Referências Bibliográficas
1- Felippe J Jr. Os metais como causadores de doenças. Revista da sociedade Brasileira de Medicina Biomolecular e Radicais Livres. 1(2)15,1995
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