A Medicina Biomolecular foi regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina na Resolução 1500/1998 e homologada na Resolução 1938/2010 com a assessoria da Associação Brasileira de Medicina Biomolecular.
 

Povos Longevos e Saudáveis ao Redor do Mundo: o Fator Água

 

                                 

José de Felippe Junior
                                                                                                                       Abril de 2009
“Sua visão se tornará clara somente quando você olhar para dentro do seu coração. Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, acorda.” Carl Gustav Jung
"Viver a vida plenamente, aqui e agora, é o melhor caminho para a imortalidade." Renascedores
"O presente é o portal para o Eterno."
"O primeiro importante mandamento é: Não permita que o atemorizem." Elmer Davis
"Nunca duvide que um pequeno grupo de cidadãos preocupados e comprometidos possa mudar o mundo. Sem dúvida, é a única coisa que ocorre de fato." Margaret Mead
"Nós podemos tornar nossa vida feliz ou miserável.
As duas coisas dão o mesmo trabalho." Carlos Castañeda
"Ninguém chegou a ser sábio por acaso." Sêneca

Sempre que procuramos saber sobre longevidade surgem as lendas das fontes da juventude: “quem tomar ou se banhar nesta água viverá por longos anos com saúde e feliz”. A referência mais antiga sobre fontes da juventude está nos livros hindus, 700 a.C. Aparecem também no Antigo e no Novo Testamento, no Corão e nos escritos romanos e gregos. Sempre o mesmo fascínio pela água. Este artigo mostra mais uma vez que devemos dar ouvidos aos povos antigos, aqueles que usavam a observação; não possuíam os aparelhos sofisticados que hoje dispomos, porém, eram portadores do aparelho principal, o cérebro.   
A longevidade sempre esteve envolvida com mitos e lendas. Muitas destas lendas envolvem regiões do Planeta onde se supõe que as pessoas vivam mais que o habitual. A idade verdadeira das pessoas nestes lugares geralmente longínquos e isolados é difícil de se documentar, entretanto, tudo leva a crer que realmente existem lugares isolados na Terra onde as pessoas não sofrem com tanta freqüência de doenças crônico-degenerativas e vivem mais tempo que o habitual e ainda com saúde.
Essas populações são livres de cáries dentárias, reproduzem-se sem problemas de esterilidade, geram crianças saudáveis, e quase não conhecem doenças coronarianas, diabetes, reumatismo, hiperlipidemias, pressão alta e especificamente o câncer tem uma incidência muito baixa, quase nula.. Essas pessoas ultrapassam os 110 – 125 anos de idade com muita saúde, muita disposição, sem perda de memória e ativas tanto para o trabalho como sexualmente. Não é raro encontrarmos homens que tiveram filhos após completarem os 100 anos de vida. Estas pessoas envelhecem naturalmente e morrem com dignidade.
Vasculhando a literatura conseguimos encontrar 5 culturas onde vivem povos longevos e saudáveis: o povo da cidade de Vilcabamba ao sul do Equador, o povo de Hunza que vive nas montanhas do Kush Hindu no norte do Paquistão, o povo de Abkhasia das montanhas do Cáucaso no sul da Rússia e certos lugares da China- Mongólia e do Peru.
Em cada um desses lugares os pesquisadores estudaram a carga genética, o tipo de alimentação, os hábitos de vida, os graus de estresse, o clima ou alguma característica regional comum em busca de explicações. 
Nestas 5 regiões a genética é completamente diferente uma das outras e os alimentos também são muito diferentes, entretanto, todos esses povos ingerem alimentos locais, frescos ou pouco processados, provenientes do seu meio e de sua própria cultura alimentar. Vivem em contato com a natureza em ambiente sem estresse. Todos seguem a sazonalidade das suas colheitas e comem de forma equilibrada todos os alimentos disponíveis, que são orgânicos e sem agrotóxicos. Dependendo da situação geográfica, cultura e religião, ingerem carne, peixe e gordura animal, leite e ovos, assim como frutas, verduras, grãos integrais, leguminosas, nozes e sementes. Movimentavam-se regularmente, com atividades variadas. Vivem de forma rítmica e equilibrada, num contexto amplo de qualidade de vida.
Todos esses fatores não são suficientes para explicar a longevidade exagerada encontrada nestas 5 regiões, porque existem muitas culturas que têm esses mesmos hábitos alimentares, estilo de vida, pleno contato com a natureza e que não são longevos e muito menos tão saudáveis, como acontece com as tribos indígenas da America do Sul e do Norte. 
Por outro lado no Brasil, em janeiro de 2000, o Professor Morigushi, respeitável gerontologista, descreve uma região entre a serra e o Vale de Taquari no Rio Grande do Sul onde a taxa de longevidade dos colonos descendentes de imigrantes italianos é maior que no resto do país. Nas suas palavras “A longevidade é atribuída ao padrão de qualidade de vida aliado à dieta. Estes habitantes vivem da agropecuária local, e têm como base alimentos frescos e processados artesanalmente como a carne de porco, o frango caipira, as verduras e frutas da época, a polenta, o leite integral, os queijos, a nata e os embutidos. Eles também consomem regularmente o vinho produzido na região, bebida com propriedades terapêuticas conhecidas. Apresentam baixo índice de doenças cardiovasculares, depressão e estresse. Permanecem lúcidos, movimentam-se e trabalham até idade avançada, além de participarem regularmente de atividades religiosas e sociais como jogos de bocha e festas. A relação familiar é bastante valorizada e sentem-se seguros na região em que vivem”.
Os habitantes desta região vivem mais do que qualquer outra região do Brasil, entretanto, eles não descobriram o elixir da juventude, pois apesar de viverem em média até os 74 anos, o que significa 7 anos a mais que a expectativa média da população brasileira de 67 anos, eles não ultrapassam o centenário de vida que estamos aqui interessados.                                                                                  
Esses dados por enquanto nos dão indicações que a nossa resposta não está na genética, nos hábitos alimentares, nos hábitos de vida ou no estresse cotidiano.
Povo de Vilcabamba - Sul do Equador
É um povoado de 4000 habitantes na cidade de Vilcabamba ao sul do Equador, distante 650 km de Quito e que recebeu o nome de “Vale da Eterna Juventude”.
O médico argentino Ricardo Coler em seu livro “Eterna Juventud – Vivir 120 anos” descreve os hábitos de vida e a alimentação deste povo. Revela que as condições sanitárias do local são um desastre e na maioria das casas não há esgoto ou água encanada. Os habitantes fumam, bebem álcool, comem muito sal, tomam muito café e até usam drogas. Nesta cidade é comum encontrar idosos de 110 – 120 anos. Eles lêem sem óculos, conservam os dentes originais e a maioria trabalha e tem vida sexual ativa. Ao contrário da maioria dos lugares do mundo, os homens vivem mais que as mulheres. As pessoas não sofrem durante anos com doenças, um dia sentem-se mal e morrem. Até os cachorros vivem mais, ao redor de 25 anos. Esses dados foram coletados de entrevista dada pelo Dr. Ricardo Coler à jornalista Adriana Küchler a respeito do seu livro.
Para explicar fatos tão relevantes, cientistas americanos afirmaram que era a composição química da água que bebiam, os franceses atribuíram o fato ao clima da região e outros diziam que era o ar, a alimentação saudável à base de milho, batata, vegetais, pouca carne e vida tranqüila. Nenhuma explicação foi convincente. Coler estudou a composição química da água e concluiu que ela se parece muito com a que se bebe em Buenos Aires. Ele estudou a água do ponto de vista Químico e não Físico. Coler afirma também que exclui a possibilidade de a longevidade daquele povo ser genética.   
O intrigante é que Vilcabamba carrega uma contradição. Apesar de viverem 120 anos e quase não ficar doentes, a conduta de seu povo está distante de ser regrada porque eles não se preocupam com a saúde, bebem cachaça, fumam tabaco e a maioria usa drogas, o chamico. O chamico é uma planta tóxica e alucinógena, também chamada de erva do diabo. Ela provoca alucinações, pensamentos fantásticos, perda de memória, excitação e fúria e na pequena cidade a droga virou hábito diário. Segundo Coler: “Nada do que os habitantes fazem é recomendável” e  “nesta região parece que existe uma espécie de antídoto que provoca uma melhora física e mental”.

File:VilcabambaEcuador.JPG

Cidade de Vilcabamba no Equador (retirado de Wikipedia)


Em anexo, a fotografia de José Medina de 112 anos, que fumou pesado até os 70 anos e bebeu muita cachaça até os 106 anos. Atualmente fuma bem menos, bebe aguardente não mais que uma vez ao dia, porém, não conseguiu largar o chamico.  

José Medina, 112 anos, habitante de Vilcabamba (retirado do livro de Coler)


Não podemos confundir a cidade de Vilcabamba do Equador com aquela encontrada no Peru também denominada Vilcapampa ou Vilcabamba. Esta foi fundada por Manco Inca em 1539 e foi a última cidade do Império Inca que resistiu ao domínio espanhol caindo em 1572. Esta cidade ficava aos pés da cordilheira de Vilcabamba, mesma cordilheira do Equador, entretanto, não temos registro sobre a longevidade do povo naquela região.

[vilcabamba_map.jpg]

        Cordilheira de Vilcabamba no Peru

Povo do Vale de Hunza
Este povo está situado nas montanhas do Himalaia no extremo norte da Índia, onde se juntam os territórios de Caxemira, Índia e Paquistão. São apenas 30 mil habitantes em um vale paradisíaco com 2500 mil metros de altitude, nas montanhas do Kush Hindu.


 

Vale de Hunza com as montanhas geladas e o córrego proveniente das geleiras            

Picture of the Himalayan Mountain Rakaposhi

Vista das montanhas de Hunza


A região onde vive os Hunza é chamada de “Oasis da Juventude”. Seus habitantes amigáveis e hospitaleiros quase nunca ficam doentes, eles aparentam serem muito mais jovens do que realmente são e lá processo de envelhecimento parece caminhar mais lento. Inclusive pessoas com 100 anos disputam partidas a céu aberto. Não é raro os anciões atingirem os 130 anos e alguns deles os 145 anos, segundo Chrisitan H Godefroy autor do livro ”Os Segredos de Saúde dos Hunzas”.
Foi um médico escocês, Mac Carrisson que descobriu esse povo e com ele conviveu por 7 anos. Primeiramente constatou que os Hunzas eram dotados de uma saúde excepcional. Parece que eram imunizados contra as doenças modernas principalmente o câncer e o infarto do miocárdio e que não conheciam a palavra, doença. De fato, eles estão resguardados da artrite, varizes, obstipação intestinal, úlceras gástricas, apendicites e o mais surpreendente é que as crianças não apresentam caxumba, sarampo ou varicela e a mortalidade infantil é muito baixa. Não é raro ver os Hunzas de 90 anos procriarem e as mulheres com mais de 80 anos passarem por mulheres ocidentais com 40 anos, isto se estiverem em plena forma.
O Dr. Mac Carrisson referiu ter encontrado mulheres Hunza “com mais de 80 anos que executavam, sem a menor aparência de fadiga, trabalhos físicos extremamente árduos durante horas. Vivendo nas montanhas, elas são obrigadas a subir desníveis consideráveis para realizar as suas tarefas quotidianas. Além disso, mesmo em idade avançada as mulheres Hunza permanecem esbeltas e têm um porte de rainha, caminhando com agilidade e elegância. Elas não conhecem a existência da palavra dieta e ainda menos a da obesidade. A celulite também não tem qualquer significado para elas. Os homens são igualmente surpreendentes devido à resistência e vigor, apesar da idade”.
Segundo o livro acima citado, a regra de base da alimentação desse povo é a frugalidade: “Uma frugalidade que não seria excessivo qualificar de extrema. Os Hunza só tomam duas refeições por dia. A primeira refeição é ao meio-dia. Ora como os Hunza se levantam todas as manhãs por volta das cinco horas, isto pode surpreender-nos, a nós que estamos habituados a tomar almoços copiosos, embora a nossa vida seja essencialmente sedentária. Os Hunza conseguem realizar os seus trabalhos árduos de agricultura durante toda a manhã com o estômago vazio”.
É interessante comentar que a atividade física ou exercício feito em jejum proporciona os maiores efeitos de indução enzimática das enzimas antioxidantes, SODCu-Zn citoplasmática e a SODMn mitocondrial, entretanto devemos salientar que o aumento da capacidade antioxidante não proporciona longevidade de 110- 120 anos. Já a frugalidade, com uma restrição calórica de 30% é a única maneira provada na literatura médica de bom nível de aumentar a expectativa de vida de mamíferos.
Ainda de acordo com o livro de Godefroy, “Os Hunza alimentam-se principalmente de cereais, incluindo a cevada, o milho miúdo, o trigo mourisco e o trigo candial (novo). Consomem igualmente, com regularidade, frutas e legumes que, de um modo geral, comem frescos e crus ou cozidos apenas muito ligeiramente. Entre os seus frutos e legumes prediletos, contam-se a batata, as ervilhas, o feijão, a cenoura, o nabo, a abóbora, o espinafre, a alface, a maçã, a pêra, o pêssego, abricó (apricot), as cerejas e as amoras. O caroço do abricó é particularmente apreciado e sempre presente na mesa dos Hunza. Eles consomem a amêndoa do caroço do abricó ao natural ou extraem-lhe o óleo através de um processo transmitido de geração em geração. O leite e o queijo são para os Hunzas uma importante fonte de proteínas animais. Quanto à carne, não é completamente banida da mesa, mas só é consumida em ocasiões raras, por exemplo, em casamentos ou em festas, e mesmo aí as porções são extremamente reduzidas. A carne é cortada em pequenos bocados e cozida muito lentamente. É rara a carne de vaca e a de carneiro, já que a de criação é mais acessível. Mas o que é mais importante reter é que, sem serem totalmente vegetarianos, os Hunzas, em grande parte devido a razões exteriores, não concedem lugar à carne no seu menu quotidiano”.   

 

 

 

Abricó

 

 

 

 

 

 

 

Abricó secando ao Sol

O iogurte ocupa, tal como os legumes, um lugar importante na alimentação. Não foram somente os Hunza que compreenderam as propriedades do iogurte. Os Búlgaros, que são grandes adeptos do iogurte, contam na sua população mais de 1666 nonagenários por milhão de habitantes. No ocidente, temos apenas nove nonagenários por milhão de habitantes. A diferença, que é considerável, dá o que pensar e incentiva certamente o consumo de iogurtes. Entretanto, nonagenários com doenças é muito diferente do que estamos tratando aqui.
“As nozes, as amêndoas, as avelãs e os frutos ocupam um lugar importante no menu Hunza. Acompanhados de frutas ou de verduras, por exemplo, na salada, constitui para eles uma refeição completa. Não se pode falar devidamente da alimentação do povo Hunza sem fazer referência a um alimento que é a sua base, ou seja, um pão especial chamado chapatti. Os Hunzas comem este pão em todas as refeições. Os especialistas acreditam que o consumo regular deste pão especial tem influência no fato de um Hunza de 90 anos ainda conseguir fecundar uma mulher, o que, no Ocidente, não passaria de uma fantástica proeza. O chapatti contém realmente todos os elementos essenciais, pois na sua composição entram a farinha de trigo integral, incluindo o gérmen da semente e as farinhas de cevada, de trigo mourisco (sarraceno) e de milho miúdo”.

 

 

 

 

 

 

 

 

Pão Hunza: chapatti

 

No livro de Godefroy encontramos a receita deste pão, alimento indispensável na mesa deste povo. “As quantidades que indicamos dão para dez doses. A preparação não é muito demorada, exigindo menos de uma hora. Em primeiro lugar, obtenha grãos de moagem recente. Uma mistura de 250 gramas de trigo candial (novo) e de trigo sarraceno dá excelentes resultados nas seguintes proporções: 1/3 de trigo candial e 2/3 de trigo sarraceno, ou seja, no caso que apresentamos, cerca de 80 gramas de trigo candial e 170 gramas de trigo sarraceno, meia colher das de café de sal grosso e 100 gramas de água. Comece por misturar o sal com a farinha. Acrescente lentamente a água, misturando bem para obter uma mistura homogênea, sem grumos. Logo que acabe de colocar toda a água, trabalhe a massa sobre uma superfície enfarinhada, até ela deixar de se colar aos dedos. Embrulhe-a num pano úmido e deixe-a em repouso durante meia hora. Em seguida faça bolas de cerca de 4 cm de diâmetro e calque-as de modo a formar uma espécie de bolachas muito finas. Coze-las em fogo brando, sobre grelha fina ligeiramente untada. Vire-as a meio da cozedura. O chapatti pode ser servido de diversas maneiras, com queijo, compotas, mel...” 
“É importante ressaltar que para o povo Hunza não existe a aposentadoria, as pessoas mesmo com idade avançada, além do respeito com que são tratadas continuam as suas atividades com alegria e disposição. Os idosos são alvo de uma grande admiração por parte dos jovens. Em vez de interromperem bruscamente as suas atividades, eles optam por modificar gradualmente a natureza das mesmas, o que, de resto, não os dispensa sequer das atividades físicas às quais se entregam até uma idade avançada”, segundo o livro referência.
Infelizmente o autor não lança nenhuma hipótese para o que está acontecendo em Hunza, exceto o nobre convite para nós ocidentais imitarmos o quanto possível a alimentação e o estilo de vida deste povo. Como já ressaltamos dieta ou estilo de vida não explica a grande longevidade sem doenças encontradas nestas regiões, entretanto, esses preceitos são de enorme importância para uma vida com saúde.

Hunza Valley

Vale de Hunza com riacho vindo das montanhas geladas (retirado de Wikipedia)

Povo Abkhasia das montanhas do Cáucaso – Sul da Rússia
O povo Abkhasia das montanhas do Cáucaso do sul da Rússia tem a reputação de viver muito e com saúde. O governo da União Soviética afirmava que as pessoas chegavam até os 150 anos, se casavam com 110 e eram pais com 136 anos. Não há estudos internacionais epidemiológicos sobre estes dados, somente se conhece os estudos nacionais soviéticos.
Eles vivem em montanhas e sobem e descem para cima e para baixo respirando ar completamente puro, isto é, possuem atividade física bem razoável. A dieta é baseada em alimentos plantados na agricultura local, com alimentos frescos, grãos integrais e vários tipos de nozes. O dia começa com uma salada de vegetais crus colhidos da horta doméstica. Em toda refeição estão presentes diversos tipos de nozes. Apesar de viverem em ambiente muito frio a dieta tem menos que 2000 calorias / dia o que significa na prática uma restrição calórica. Lá, idade proporciona “status” e respeito e os anciãos nunca se aposentam, permanecendo ativos e participantes das atividades da comunidade.
Nesta região é típico a ingestão de Kefir, rico em lactobacilos e outros microorganismos benéficos para a flora intestinal, descoberto por Metchnikoff, prêmio Nobel de microbiologia. O Kefir de leite proporciona muitos efeitos benéficos para a saúde humana, incluindo a melhoria do sistema imunológico, a regularidade da função intestinal, a melhoria da textura da pele, a prevenção do câncer de mama, próstata e colo-retal ao lado de uma boa disposição geral.
O Kefir é diferente do yogurt e da coalhada. Kefir é uma mistura de leveduras e bactérias, vivendo em simbiose em um micro ambiente peculiar com uma matrix de polisacarídeos, que se reproduzem continuamente na dependência de uma fonte de carbonos como o leite. Os grãos de Kefir são gerados unicamente usando os grãos pré-existentes; não se consegue fabricá-los em laboratório. Os grãos são parecidos com couve-flor e cada um deles mede de 3 a 20 mm de diâmetro. 

             Grãos de Kefir


Modo de preparo: Em recipiente de vidro colocar 1 copo de leite integral, ou tipo B, ou tipo C  junto com 1 a 2 colheres das de sopa de grãos de Kefir e deixar  descansando por 24 horas tampado com tule ou pano de prato comum. Após 24 horas coar o líquido e beber. O que sobrou no coador colocar novamente no recipiente com 1 copo de leite repetindo o processo.         Você pode beber o preparado puro, com mel ou aveia, etc... Observações: não usar nada metálico, o coador deve ser de plástico, cada semana é conveniente lavar os grãos com água mineral, nunca use água com cloro, congele se for transportar ou estiver fora de uso, se ficar com gosto muito ácido diminua a quantidade de grãos ou aumente o leite, muito Kefir para pouco leite, em 12 horas já obtemos o produto, que alguns chamam de coalhada de Kefir. Os grãos de Kefir se multiplicam e crescem, doe para os amigos e espalhe pelo mundo este alimento saudável.


Deve-se usar coador de plástico ao manusear o Kefir
O Kefir de leite já foi implicado na longevidade do povo do Cáucaso, porém, apesar de ser um alimento muito saudável e de propriedades medicinais realmente surpreendentes, sozinho ele jamais conseguiria a proeza da longevidade com saúde. Não devemos nos esquecer que o Kefir de leite, não o de água, constitui arma preventiva poderosa utilizada por médicos do mundo inteiro no tratamento de várias condições patológicas, como aterosclerose, câncer, doenças gastrointestinais e diabetes mellitus.

Povos de certos lugares da China - Mongólia e do Peru.
Foram citados por Henry Coanda nos seus estudos sobre os povos longevos e saudáveis. Não encontramos outras referências sobre eles na literatura consultada (Medline e PubMed).

A possível chave da longevidade saudável
Foi um engenheiro que ganhou o Prêmio Nobel com 78 anos de idade com o tema da dinâmica dos fluídos e que estudou a água do vale do Hunza durante quase 50 anos que mostrou um facho de luz para resolver o quebra-cabeça. Henri-Marie Coanda (1885-1972) grande inventor no campo da aeronáutica, prodigioso pesquisador e titular da Academia de Ciências da Romênia descobriu que os habitantes das 5 regiões do Planeta com povos longevos e saudáveis apresentavam algo em comum: a água.  

HENRI COANDA ON WATER por QI MAGEN.

 Henri-Marie Coanda


Estas pessoas vivem em planícies cercadas por cordilheiras e montanhas de formação recente e bebem uma água proveniente das geleiras que resvalou e caminhou entre pedras da mesma característica rochosa, com a mesma composição geológica. Estas pessoas bebem o mesmo tipo de água, uma água de aspecto leitoso, “milk water”.

 

Gletscher

 

Para Hipocrates “Nós somos o que comemos” e para os pesquisadores modernos que estudam não somente o ambiente químico das células, mas o físico-químico “Nós somos o que bebemos”. Sem alimentos podemos viver 30 dias, sem água vivemos somente 7 dias.
A água é a matéria, a matrix e a mãe da vida. A estrutura molecular da água é a essência da vida e sem água não há vida como a conhecemos. A água é a molécula mais abundante do nosso corpo e do Planeta e a mais desconhecida, mais extraordinária e mais anômala que se conhece.  No Universo é a segunda mais abundante, atrás somente do hidrogênio (H2).

Skardu Valley, Pakistan por toufeeque.

Água das montanhas geladas de aspecto leitoso

Entretanto, nem todas as águas são iguais. Existem de um modo geral e do ponto de vista físico, dois tipos de água, a estruturada e a não estruturada.
A água estruturada é rica em pontes de hidrogênio, viscosa, osmoticamente inativa com densidade de 0,92 g/l sendo chamada de baixa densidade, é a água tipo B. No citoplasma a água tipo B está na intimidade das estruturas vitais. É ela que mantém a estrutura das proteínas, das enzimas, das macromoléculas, da membrana citoplasmática, da membrana mitocondrial, do RNA e do DNA. É com este tipo de água no citoplasma que as células diferenciadas diminuem a entropia negativa e aumentam o grau de ordem-informação do sistema termodinâmico celular e assim conseguem sintetizar todas as substancias necessárias para a vida do organismo, bastando haver: 1- matéria prima, 2- não interferência de xenobióticos (metais tóxicos, pesticidas, aditivos alimentares, excesso de ferro, excesso de cobre, substancias químicas estranhas) e 3- não interferência de campos eletromagnéticos prejudiciais (cabos de alta tensão, transformadores, zonas geopatogênicas, rede de Hartman, etc). Para Ilya Prigogine, Prêmio Nobel de Física, a saúde é mantida pelo alto grau de ordem-informação do sistema termodinâmico aberto celular. 
A água desestruturada é a tipo A, de alta densidade, 1,12 g/l, fluída, osmoticamente ativa e pobre em pontes de hidrogênio. Esta água aumenta a entropia negativa e diminui o grau de ordem-informação do sistema termodinâmico celular sendo a predominante nos tecidos doentes ou com câncer.
As partículas dentro da água, isto é, os solutos ou osmolitos que se dissolvem na água possuem propriedades diferentes dependendo do tamanho molecular e da polaridade. Em geral os anions polivalentes pequenos, os cátions monovalentes pequenos e alguns compostos hidrófobos conseguem estruturar a água e são chamados de kosmotropos. Ao contrário os anions monovalentes grandes, os cátions polivalentes grandes e algumas substâncias hidrófilas têm a propriedade de desestruturar a água, quebrar as pontes de hidrogênio, sendo denominadas de caotropos.

H2O---H-OH dimer

 

Ponte de hidrogênio entre duas moléculas de água
Desta maneira podemos compreender muito bem que a água em cada região da Terra possui características diferentes.
Na região que vive o povo Hunza a água congela a temperaturas inferiores quando comparada a outras áreas da Terra. Henry Coanda descobriu outro fato relevante: quanto menor o ponto de congelação da água em determinada área da região de Hunza maior era o tempo de vida dos habitantes que ali moravam. 
Agora começamos a compreender melhor o que está acontecendo. Estamos diante de uma das propriedades coligativas da matéria: “quanto maior a concentração de solutos em um líquido menor é o tempo de congelação deste líquido”. Resta sabermos quais os minerais existentes nesta água que chega das montanhas geladas, que banham as planícies e vales e são ingeridas pelos povos longevos e saudáveis.
Existem vários tipos de minerais no degelo das águas das montanhas das várias regiões do mundo, entretanto, somente nas 5 regiões de povos longevos que citamos encontramos alta concentração de um mineral muito especial, a sílica. E fato importante, a sílica é um forte agente kosmotropo, isto é, forte estruturador da água. A sílica na forma de SiO2 pode formar “clusters”de 3 moléculas – (SiO2)3 ou O-Si-O2-Si-O2-Si-O. A sílica durante muito tempo na água forma ácido silícico, um ácido fraco, que se dissocia e produz radicais (H3O+), forte estruturador da água.
Uma hipótese bem razoável é que a ingestão de água estruturada tipo B desde a tenra idade diminui a entropia negativa e aumenta o grau de ordem-informação do sistema termodinâmico das células, tecidos e órgãos e desta forma proporciona as condições de viver muito e com saúde.  
A sílica é considerada mineral essencial para os seres humanos e muitos trabalhos na literatura médica discorrem sobre os seus efeitos benéficos: ação anti-aterosclerótica agindo em endotélio e diminuindo o colesterol, retarda o envelhecimento, melhora a cognição em pacientes com doença de Alzheimer, impede os efeitos neurotóxicos do alumínio, aumenta a síntese de colágeno, acelera o tratamento da osteoporose, aumenta a cicatrização de úlceras gastroduodenais, melhora o sistema imunológico e possui efeitos benéficos no câncer. Os banhos com água rica em sílica provocam efeitos terapêuticos em algumas doenças.
O grande cientista francês Alexis Carrel, Prêmio Nobel de Medicina, manteve “vivas” durante 34 anos as células do miocárdio de galinha. Ele dizia “Uma célula por si mesma é imortal. O ponto está apenas no meio liquido em que ela se encontra (água e nutrientes) e na qual ela degenera. Renovando o meio periodicamente, dá à célula todo o necessário para sua nutrição e, tanto quanto eu sei, a vida pode durar para sempre”. Esse experimento não foi confirmado por outros pesquisadores.
As pontes de hidrogênio são as responsáveis pelo enrolar e o desenrolar das hélices em espiral do DNA e estas pontes são construídas e mantidas pela presença dos osmolitos construtores ou kosmotropos. No processo de envelhecimento fica cada vez mais difícil este processo de enrolar e desenrolar as hélices pela perda da flexibilidade e da elasticidade que as pontes de hidrogênio proporcionam. Existe a hipótese que tal dificuldade reduz o potencial de divisão celular. O eminente biólogo celular Leonard Hayflick nos ensina que as células são capazes de se reproduzir somente 50 vezes; depois o processo de reprodução cessa o organismo não consegue repor as células em falta, o corpo envelhece e morre geralmente com algum tipo de doença.
Se nós conseguirmos aumentar a água tipo B estruturada na intimidade do DNA podemos teoricamente reverter o processo de envelhecimento. Talvez, nestes povos longevos o aumento da água estruturada de baixa densidade e rica em pontes de hidrogênio na intimidade do DNA favoreçam a continuidade da reprodução das células em número bem superior aos 50 normalmente encontrados na população mundial.
Devemos dar valor a um dos grandes passos da Evolução do homem no Planeta. Refiro-me a passagem dos seres vivos do oceano para a terra, isto é, do ambiente líquido para o ambiente seco. Somente conseguiram dar esse grande passo os seres que mantiveram em sua intimidade celular osmolitos kosmotropos que evitavam a dessecação das células, osmolitos estruturadores da água intracelular capazes de manter as funções vitais em ambiente agora diferente e hostil.
No envelhecimento acontece inexoravelmente uma desidratação das células. Enquanto os recém nascidos têm 80-85 % de água, os idosos apresentam somente 50-55%. Nos seres humanos os mecanismos de defesa que mantém a hidratação e o volume celular são potentes, e datam do grande passo da Evolução. Quando as células são colocadas em meio hipertônico e perdem água citoplasmática, imediatamente são ativados mecanismos de sobrevivência celular adquiridos nos tempos remotos. Ativa-se imediatamente a expressão do gene  TonEBP/OREBP (NFAT5) e acontecem em conjunto dois  eventos poderosos que aumentam a estruturação da água citoplasmática: 1- aumenta-se a síntese intracelular de sorbitol e glícero-fosfocolina  e  2- aumenta-se  o transporte do interstício para dentro das células de importantes osmolitos orgânicos kosmotropos: trimetilglicina, taurina e mio-inositol. Outros solutos kosmotropos são os  poliois, metilaminas, aminoácidos hidrofobos, colina, creatina, açúcares não redutores, anions polivalentes pequenos, cátions univalentes pequenos, etc..

As células de leveduras, esporos de fungos, bactérias, certas espécies de invertebrados e insetos e algumas plantas inferiores apresentam a capacidade surpreendente de sobreviverem em condições de completa desidratação, aos extremos de frio e de calor e a altas doses de radiação ionizante e de radicais livres. Existem vegetais do deserto como a Selaginella lepidophila que são chamados de plantas da ressurreição. São muito resistentes às secas demoradas e para sobreviver a planta se encarquilha em bola quase sem raízes sendo levada pelo vento. Ao chover elas absorvem água, reassumem prontamente suas funções vitais e crescem rapidamente. Alguns estudiosos crêem que foi esta planta adocicada, citada no Velho Testamento no livro do Êxodus, que os Hebreus chamaram de “manna”. Segundo a Bíblia alimentando-se desta planta o povo guiado por Moises conseguiu atravessar o deserto, pela força e vigor que ela proporcionou.
Todos esses organismos chamados de anidrobióticos têm em comum o acúmulo no citoplasma de um dissacarídeo não redutor altamente estruturador (kosmotropo) da água, a trealose ou “ergot sugar” que protegem as suas células dos estresses do meio ambiente. O mel contém de 0,1 a 1,9% de trealose; o sakê doce (mirin) de 1,3 a 2,2%; os “sherries” de 10 a 391 mg/l ; a levedura de 0,01 a 5% ; o fermento de padaria de 15 a 20% e os cogumelos comestíveis de 8 a 17%. A presença de forte estruturador da água no intracelular mantém a estrutura e a função das proteínas, macromoléculas, RNA e DNA ao lado de assegurar que os lipídeos permaneçam na fase fluída e assim possam estabilizar a membrana citoplasmática e mitocondrial. Esses efeitos proporcionados pela água kosmotropa estruturada na intimidade das biomoléculas asseguram a manutenção da vida saudável das espécies inferiores nas condições mais adversas e hostis.
A administração dos osmolitos orgânicos kosmotropos e de água kosmotropa estruturada para seres humanos no intuito de desacelerar o envelhecimento pode proporcionar efeitos potentes e seguros, sem qualquer tipo de efeitos colaterais, sendo mais uma das estratégias antienvelhecimento que devemos estudar com afinco.
O ambiente que a população mundial está vivendo no presente momento sofreu  mudanças muito rápidas nos últimos 50 anos. Estamos vivendo em ambiente adverso e hostil, respirando ar com baixa concentração de oxigênio e alta de poluentes; a nossa água além de ser morta contém flúor e hormônios; os legumes e as verduras estão ricos em pesticidas e agrotóxicos tanto os permitidos pela legislação como os ilegais; a carne bovina e de ave estão repletas de antibióticos e hormônios; as torres de celular nos circundam; os cabos de alta tensão e transformadores estão aí para quem quiser ver; e poucos sabem os males que provoca dormir ou trabalhar em zonas geopatogênicas e cruzamentos de rede de Hartman. O trânsito está cada vez pior, os jornais de tele-notícias cada vez mais sangrentos e o desemprego ameaça os mais velhos e os mais jovens. O estresse mora ao lado.      
Estas são razões mais do que suficientes do médico em seu consultório ou no Hospital não se preocupar apenas em “fazer diagnósticos”. É do médico o dever de cuidar do seu paciente de uma forma ampla, digamos ecológica, seja qual for o diagnóstico. O paciente está vivendo em um mundo perverso e deve ser protegido.
Nós temos a capacidade e o dever de ensinar (doutor = docere = ensinar) os pacientes e seus familiares, uma nutrição orgânica e sem agrotóxicos,  a se livrar dos metais tóxicos e dos xenobióticos, a não dormir ou trabalhar em zonas geopatogênicas, etc... de uma maneira objetiva e científica, sempre estudando muito bem o paciente que nos procurou e em nós depositou confiança.
A ingestão de nutrientes estruturadores e de água kosmotropa estruturada concomitante ao tratamento ECOLÓGICO  e  BIOMOLECULAR vai aumentar a eficácia do tratamento CONVENCIONAL   e proporcionar uma excelente qualidade de vida, acrescida da possibilidade teórica de viver muito mais. Com o progresso das pesquisas esperamos a retirada da palavra “teórica” da frase anterior. 

“Deixar de aprender, para o médico é omitir socorro; para o doente é perder a oportunidade de viver mais e melhor”  JFJ                
A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego... de tanto rir, de surpresa, de êxtase, de felicidade. Poeta desconhecido
“ Muitos ensinamentos estão descritos na Bíblia, não somente os espirituais”
                                                                                             
“Ninguém quer viver para sempre; todos querem amar para sempre”

Referências bibliográficas

  1. Adams, RP. Comparisson of the free sugars in growing and desiccated of Selaginella lepidophylla. Boocheical Systematics an Ecology. 18,107-110,1990.
  2. Andreotti G, Freeman LE, Hou L, Coble J, Rusiecki J, Hoppin JA, Silverman DT, Alavanja MC. Agricultural pesticide use and pancreatic cancer risk in the Agricultural Health Study CohortInt J Cancer. Nov 26, 2008.
  3. Ahn SH, Mun YJ, Lee SW, Kwak S, Choi MK, Baik SK, Kim YM, Woo WH. Selaginella tamariscina induces apoptosis via a caspase-3-mediated mechanism in human promyelocytic leukemia cells. J Med Food. 9(2):138-44. 2006.
  4. Banik S, Bandyopadhyay S, Ganguly S. Bioeffects of microwave--a brief review. Bioresour Technol. Apr;87(2):155-9.2003.
  5. Bassil KL, Vakil C, Sanborn M, Cole DC, Kaur JS, Kerr KJ. Cancer health effects of pesticides: systematic review.  Can Fam Physician. Oct;53(10):1704-11, 2007.
  6. Benaroudj N , Lee DH , Goldberg AL. Trehalose accumulation during cellular stress protects cells and cellular proteins from damage by oxygen radicals. J Biol Chemistry, 276 (26):24261-24267, 2001.
  7. Becker AE: Radiações Maléficas do Sub-Solo. Typographia Gutemberg, Alfredo Ernesto Becker e CIA, 1935.
  8. Belpomme D; Irigaray P; Hardell L; Clapp R; Montagnier L; Epstein S; Sasco AJ The multitude and diversity of environmental carcinogens. Environ Res;105(3):414-29, 2007. 
  9. Beseler CL, Stallones L, Hoppin JA, Alavanja MC, Blair A, Keefe T, Kamel F. Depression and pesticide exposures among private pesticide applicators enrolled in the Agricultural Health Study Environ Health Perspect. Dec;116(12):1713-9. 2008.
  10. Bueno M. O Grande Livro da Casa Saudável. Editora Roca, 1995.
  11. Burg MB. Molecular basis of osmotic regulation. AM J Physiol; 268(6pt 2):F983-96,1995.
  12. Burg MB, Ferraris JD, Dmitrieva NI. Celular response to hyperosmotic stresses. Physiol Rev ; 87(4):1441-74,2007.
  13. Burg MB, Ferraris JD. Intracellular organic osmolytes: function and regulation. J Biol Chemistry, 283(12):7309-7313, 2008.
  14. Carpenter JF and Crowe JH. The mechanism of cryoprotection of proteins by solutes. Cryobiology, 25:244-255, 1988.
  15.  Carpenter JF, Arakawa T, Crowe JH. Interactions of stabilizing additives with proteins during freeze-thawing and freeze-drying. Dev Biol Stand,74:225-38, 1992.
  16.  Chandrasekhar I, Gaber BP. Stabilization of the bio-membrane by small molecules: interaction of trehalose with the phospholipid bilayer J Biomol Struct Dyn. Jun;5(6):1163-71, 1988.
  17. Chaplin, M.F. A proposal for structuring of water. Biophys. Chem. 83: 211-221; 1999.
  18. Chen C, Chan HM, Kubow S. Kefir extracts suppress in vitro proliferation of estrogen-dependent human breast cancer cells but not normal mammary epithelial cells. J Med Food 10(3), 416-422; 2007.
  19. Clegg,JS. The origin of trehalose and its significance during the formation of encystede dormant embryos of Artemis salina. Comparative Bioochemistry and Physiology. 14,135-143,1965.
  20. Coler R. “Eterna Juventud – Vivir 120 anos” , editora Planeta.1997.
  21. Corsini E, Liesivuori J, Vergieva T, Van Loveren H, Colosio C. Effects of pesticide exposure on the human immune system. Hum Exp Toxicol. Sep;27(9):671-80, 2008.
  22. Cowan D and Girdlestone , Safe as Houses?; Ill Health and Electro-stress in the Home. Gateway Books, Bath, UK , 1995.
  23. Crowe JH , Hoekstra FA, Crowe LM . Anhydrobiosis. Ann Rev Physiol, 54:579-599,1992.
  24. Chrisman JD, Koifman S, de Novaes Sarcinelli P, Moreira JC, Koifman RJ, Meyer A. Pesticide sales and adult male cancer mortality in Brazil Int J Hyg Environ Health. Sep 30, 2008.
  25. Davydova OB; Kas'ianova IM; Krikorova SA The balneotherapy importance of the silicon compounds in siliciferous waters when used externally Vopr Kurortol Fizioter Lech Fiz Kult;(5-6):30-4, 1992 Sep-Dec.
  26. De Moreno de LeBlanc, A; C. Matar, E. Farnworth; G. Perdigón. Study of immune cells involved in the antitumor effect of kefir in a murine breast cancer model. J. Dairy Sci. 90:1920-1928; 2006.
  27. De Salvo, Salvatore. Zonas Geopatogênicas: em direção a uma arquitetura vital. : Revista Eletrônica da  Associação Brasileira de Medicina Complementar. Biblioteca de Doenças. www.medicinacomplementar.com.br. Tema de 2008.
  28. Dmitrieva NI; Ferraris Jd; Norenburg JL; Burg MB. The saltiness of the sea breaks DNA in marine invertebrates: posible implications for animal evolution. Cell Cycle; 5(12): 1320-3, jun 2006.
  29. Diniz, R. O. Study of anti-inflammatory activity of Tibetan mushroom, a symbiotic culture of bacteria and fungi encapsulated into a polysaccharide matrix. Pharmaceutical Research 47(1): 49–52, 2003.
  30. Edwards TM, Myers JP. Environmental exposures and gene regulation in disease etiology. Cien Saude Colet. Jan-Feb;13(1):269-81,2008.
  31. Felippe JJ. Radicais Livres como Mecanismo Intermediário de Moléstia. In Felippe Jr. Pronto Socorro: Fisiopatologia – Diagnóstico – Tratamento. Ed.Guanabara –Koogan. 1168-1173,1990.
  32. Felippe JJ. Medicina Biomolecular. Revista Brasileira de Medicina Biomolecular e Radicais Livres. 1(1): 6-7,1994.
  33.  Felippe Jr.J. Tratamento de doenças envolvendo freqüências de ondas. Journal of Biomolecular Medicine & Free Radicals .6(2):39-40,2000.
  34. Felippe Jr.J. Bioeletromagnetismo: Medicina biofísica. Journal of Biomolecular Medicine & Free Radicals .6(2):41-44,2000.
  35. Felippe Jr.J. Oscilador de Múltiplas Ondas de Lakhovisky - casos Clínicos. Journal of Biomolecular Medicine & Free Radicals .6(2):37,2000.
  36. Felippe Jr.J. Georges Lakhovisky : Efeitos das Ciências Físicas na Biologia. Journal of Biomolecular Medicine & Free Radicals .6(1):16-21,2000.
  37. Felippe JJ. Estratégia Biomolecular: uma das Bases da Medicina do Futuro. Revista Brasileira de Medicina Complementar. 7(1): 8-9,2001.
  38. Felippe JJ . Em Busca do Mecanismo de Ação Único para o Tratamento das Doenças: Energia Livre - ATP. Um ensaio teórico com evidências experimentais. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar,  www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Janeiro. Tema do mês de maio de 2003.
  39. Felippe JJ Inflamação Crônica Subclínica - Peste Bubônica do Século XXI - Mecanismo Intermediário da Maioria das Moléstias que Afligem a Humanidade. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar,  www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer.  Tema do mês de Maio de 2006.
  40. Felippe JJr. Selaginella lepidophilla: planta bíblica estruturadora da água intracelular: trealose - saúde e vigor. Revista Eletrônica da  Associação Brasileira de Medicina Complementar www.medicinacomplementar.com.br. Tema de 2008.
  41. Felippe JJr. Água: vida-saúde-doença-envelhecimento-câncer: Revista Eletrônica da  Associação Brasileira de Medicina Complementar www.medicinacomplementar.com.br. Tema do mês de fevereiro de 2008.
  42. Felippe JJr. Desvendando os Segredos do Câncer : Revista Eletrônica da  Associação Brasileira de Medicina Complementar. www.medicinacomplementar.com.br. Tema do mês de maio de 2008.
  43. Felippe JJr. Desvendando os Segredos do Câncer: Hiperosmolalidade: Revista Eletrônica da  Associação Brasileira de Medicina Complementar. www.medicinacomplementar.com.br. Tema do mês de fevereiro 2009.
  44. Felippe JJr. Desvendando os Segredos do Câncer: pH : Revista Eletrônica da  Associação Brasileira de Medicina Complementar. www.medicinacomplementar.com.br. Tema do mês de março de 2009.
  45. Felippe JJr. Desvendando os Segredos do Câncer: osmolitos kosmotropos : Revista Eletrônica da  Associação Brasileira de Medicina Complementar. www.medicinacomplementar.com.br. Tema do mês de maio de 2009.
  46.  Felippe JJr. O kefir possui efeito anti tumoral e o leite bovino pasteurizado efeito estimulante no câncer de mama. Revista Eletrônica da  Associação Brasileira de Medicina Complementar. www.medicinacomplementar.com.br. Tema do mês de maio de 2009.
  47. Ferraris JD, Williams CK, Ohtaka A, Garcia-Perez A. Functional consensus for mammalian osmotic response elements. Am J Physiol Cell Physiol 276: C667–C673, 1999.
  48.  Ferraris JD, Garcia-Perez A. Osmotically responsive genes: the mammalian response element (ORE). Am Zool 41:734-42; 2001.
  49. Ferraris JD, Williams CK, Persaud P, Zhang Z, Chen Y, Burg MB. Activity of the TonEBP/OREBP transactivation domain varies directly with extracellular NaCl concentration. Proc Natl Acad Sci USA 99: 739–744, 2002 .
  50. Ferraris JD and Burg MB. Drying and salting send different messages. J Physiol, (558):3-7,2004.
  51. Fesenko E. E., Gluvstein A. Y. Changes in the state of water. Induced by radiofrequency electromagnetic fields. FEBS Letters 367:53-55; 1995.
  52. Gaff DF.Desiccation-tolerant flowering plants in southern África. Science, 174:1033-1034,1971.
  53.  Gillette Guyonnet S, Andrieu S, Vellas B. The potential influence of silic J Nutr Health Aging. 2007 Mar-Apr;11(2):119-24a present in drinking water on Alzheimer's disease and associated disorders.
  54. Godefroy H C. “Os Segredos de Saúde dos Hunzas”. Coleção com livre acesso no http://www.clube-positivo.com, 2001.
  55. Grna A; Koo PH; Hogan J Antitumor effect of novel silatranes on renal cell carcinoma in mice. Anticancer Res;12(2):565-9, 1992.
  56. Hayflick L. “Como e por que Envelhecemos” Editora Campus, 1997.
  57. Henry CJ, Fishbein L, Meggs WJ, Ashford NA, Schulte PA, Anderson H, Osborne JS, Sepkovic DW. Approaches for assessing health risks from complex mixtures in indoor air: a panel overview. Environ Health Perspect. Nov;95:135-43, 1991.
  58. Hess EV. Environmental chemicals and autoimmune disease: cause and effect. Toxicology;181-182:65-70, 2002 Dec 27.
  59. Huang Z , Tunnacliffe A. Gene induction by desiccation stress in human Dell cultures. FEBS Letters, 579:4973-4977, 2005.
  60. Huang Z , Tunnacliffe A . Response of human cells to desiccation: comparison with hyperosmotic stress response. J Physiol, (558):1, 181-191,2004.
  61. Järup L. Hazards of heavy metal contaminationBr Med Bull.68:167-82, 2003.
  62. Krop JJ. Clinical ecology and its role in diagnosis of chronic diseases caused by environmental pollution. Indoor air pollution as a major factor Folia Med Cracov. 34(1-4):105-19, 1993.
  63. Koifman S; Ferraz I; Viana TS; Silveira CL; Carneiro MT; Koifman RJ; Sarcinelli PN; Mattos Rde C; Lima JS; Silva JJ; Moreira JC; Ferreira Mde F; Fernandes C; Bulcão AC. Cancer cluster among young Indian adults living near power transmission lines in Bom Jesus do Tocantins, Pará, brazil. Cad Saude Publica;14 Suppl 3:161-72, 1998.
  64. Koroleva NS: Technology of kefir and kumy. IDF Bull ; 227:96-100; 1988.
  65. La Maya J., Medicina da Habitação , Editora Roca, 1994.
  66. Lakhovsky G . The Secret of Life : Eletricity, Radiation and Your body. The Noontide Press, California, fourth edition,1988. First printing,1935.
  67. Lo S.Y, Li W.C, Huang S.H. Water clusters in life. Medical Hypotheses, 54(6), 948-953; 2000.
  68. Lope V, Pérez-Gómez B, Aragonés N, López-Abente G, Gustavsson P, Plato N, Zock JP, Pollán M. Occupation, exposure to chemicals, sensitizing agents, and risk of multiple myeloma in Sweden Cancer Epidemiol Biomarkers Prev. Nov;17(11):3123-7, 2008.
  69.  Lopitz-Ostoa, F., A. Rementeria, N. Elguezabal, and J. Garaizar, J. Kefir: A symbiotic yeast-bacteria community with alleged healthy capabilities. Revista Iberoamericana de Micología 23: 67–74,2006.
  70. Maeda, H., X. Zhu, K. Omura, S. Suzuki, and S. Kitamura. Effects of an exopolysaccharide (kefiran) on lipids, blood pressure, blood glucose, and constipation. BioFactors 22(1–4): 197–200, 2004.
  71. Mancinella A Il silicio, un oligoelemento essenziale per gli organismi viventi. Recenti acquisizioni sul ruolo preventivo nel processo aterosclerotico, nell'invecchiamento e nelle neoplasie. Clin Ter;137(5):343-50, 1991 Jun 15.
  72. McCarty MF Reported antiatherosclerotic activity of silicon may reflect increased endothelial synthesis of heparan sulfate proteoglycans. Med Hypotheses;49(2):175-6, 1997 .
    Mañay N, Pereira L, Cousillas Z. Lead contamination in UruguayRev Environ Contam Toxicol. 159:25-39, 1999.
  73. Martin KR. The chemistry of silica and its potential health benefits J Nutr Health Aging. 2007 Mar-Apr;11(2):94-7
  74. Metchnikoff, I. I. 1907. The prolongation of life: optimistic studies (classics in longevity and aging). Springer Publishing Company, 1st edition, 2004.
  75.  Moriguchi EH, Xavier F, Ferraz MPT, Bisol, LW, Fernandes D, Schwanke C. Octogenários de Veranópolis: as condições psicológicas, sociais e de saúde geral de um grupo representativo de idosos com mais de 80 anos residentes na comunidade. Revista AMRIGS ; 44(1): 25-29,2000.
  76. Nasterlack M Pesticides and childhood cancer: an update. Int J Hyg Environ Health;210(5):645-57, 2007.
  77. Orsi L, Delabre L, Monnereau A, Delval P, Berthou C, Fenaux P, Marit G, Soubeyran P, Huguet F, Milpied N, Leporrier M, Hemon D, Troussard X, Clavel J. Occupational exposure to pesticides and lymphoid neoplasms among men: results of a French case-control study. Occup Environ Med. Nov 18, 2008
  78. Ouwehand, A. C., S. Salminen, and E. Isolauri.  Probiotics: an overview of beneficial effects. Antonie Van Leeuwenhoek 82: 279–89, 2002.
  79. Perry CC. An overview of silica in biology: its chemistry and recent technological advances Prog Mol Subcell Biol.;47:295-313, 2009.
  80. Rasulov MM; Kuznetsov IG. An analysis of the possible mechasnism of the ulcerostatic action of 1- ethoxysilitrane (derivado do silicio). Izv Akad Nauk SSSR Biol;(4):522-7, 1991.
  81. Rodrigues, K. L. Anti-inflammatory properties of kefir and its polysaccharide extract. 2005. Inflammopharmacology 13 (5): 485–92, 2005.
  82. Rubino FM, Pitton M, Di Fabio D, Colombi A. Toward an "omic" physiopathology of reactive chemicals: Thirty years of mass spectrometric study of the protein adducts with endogenous and xenobiotic compounds Mass Spectrom Rev. Jan 6, 2009.
  83. Sanborn M, Kerr KJ, Sanin LH, Cole DC, Bassil KL, Vakil C. Non-cancer health effects of pesticides: systematic review and implications for family doctors Can Fam Physician. Oct;53(10):1712-20, 2007.
  84. Schwarz K Silicon, fibre, and atherosclerosis Lancet;1(8009):454-7, 1977.
  85. Schiano A; Eisinger F; Detolle P; Laponche AM; Brisou B; Eisinger J Silicium, tissu osseux et immunitéRev Rhum Mal Osteoartic;46(7-9):483-6, 1979.
  86. Singh MS, Michael M. Role of xenobiotic metabolic enzymes in cancer epidemiology. Methods Mol Biol. 472:243-64, 2009.
  87. Szent-Gyorgyi A. Biology and pathology of water. Perspect Biol Med 14:239-249; 1971.
  88.  Szent-Gyorgyi. The Living State – With Observations on Cancer. Academic Press, New York, 1972.
  89. Thea M. Edwards; John Peterson Myers. Environmental exposures and gene regulation in disease etiology. Ciênc. saúde coletiva vol.13 no.1 Rio de Janeiro Jan./Feb. 2008.
  90. Toyokuni S. Role of iron in carcinogenesis: cancer as a ferrotoxic disease Cancer Sci. 2009 Jan;100(1):9-16. Epub, Oct 23, 2008.
  91. Trosko JE. Role of diet and nutrition on the alteration of the quality and quantity of stem cells in human aging and the diseases of aging Curr Pharm Des.;14(26):2707-18,2008.
  92. Wiemken A. Trehalose in yeast, stress protectant rather reserve carbohydrate. Antonie van Leewenhoek, 58:209-217, 1990.
  93. Wiggins P. M. Role of water in some biological processes. Microbiological Reviews 54: 432-449; 1990.
  94. Wiggins P.M. High and low density intracellular water. Cellular and Molecular biology tm 47 (5), 735-744; 2001.
  95. Wiggins P.M. Intracellular pH and the structure of cell water. J. theor. Biol. 37, 363-371; 1972.
  96. Wiggins P.M. Rowlandson J. Ferguson A.B. Preservation of murine embryos in a state of dormancy at 4ºC. AM. J. Physiol, 276(2 pt 1) C291-9; 1999.
  97. Wiggins P.M. Water structure as a determinant of ion distribution in living tissue. J. theor. Biol. 32,131-146; 1971.
  98. Wiggins, P.M. and van Ryan, R.T. Changes in ionic selectivity with changes in density of water. Biophys. J. 58: 585-596; 1990.
  99. Wiggins, P.M. High and low density water and resting, active and transformed cells. Cell Biol. Inm. 20: 429-435; 1996.
  100. Wiggins, P.M. Role of water in some biological processes. Microbiol. Rev. 54: 432-449; 1990.
  101. Weisdurb S. Death-defying dehydration. Sci News, 133:107-110, 1988.
  102. Yancey PH, Clark ME, Hand SC, Bowlus RD, Somero GN. Living with water stress: evolution of osmolyte systems.. Science, 217:1214-1222, 1982.
  103. Yang SF, Chu SC, Liu SJ, Chen YC, Chang YZ, Hsieh YS. Antimetastatic activities of Selaginella tamariscina (Beauv.) on lung cancer cells in vitro and in vivo. J Ethnopharmacol. 2007 Apr 4;110(3):483-9. Epub 2006 Oct 20.
  104. Valko M, Morris H, Cronin MT. Metals, toxicity and oxidative stress. Curr Med Chem.;12(10):1161-208, 2005.
  105. Vaughan, R. B.  The romantic rationalist: A study of Elie Metchnikoff. Medical History 9: 201–15, 1965.
  106. Vlahchev T, Zhivkov Z. Hunza - a healthy and a long living people, Asklepii.15:96-7, 2002.
  107. Vinderola, C.G., J. Duarte, D. Thangavel, G. Perdigón, E. Farnworth, and C. Matar. Immunomodulating capacity of kefir. J. Dairy Res. 72: 195-202; 2005.
  108. Voronkov MG; Grigalinovich GA; Zelchan GI, Inhibitor action of some silicon compounds on the growth of malignant tumor cells Dokl Akad Nauk SSSR; 200(4):967-9, 1971.
  109. Zhang J, Smith KR. Indoor air pollution: a global health concern Br Med Bull. 68:209-2, 2003.
  110.  

 

 

 

 


 

 

 

© 2004 Associação Brasileira de Medicina Complementar. Todos os Direitos Reservados Rua Conde de Porto Alegre , 1985 - Campo Belo
São Paulo - SP - CEP: 04608-003
Tel.: 11-5093-5685