Nosso principal objetivo é elaborar " PROTOCOLOS DE CONSENSO " das estratégias terapêuticas, com a finalidade de " REGULAMENTAÇÃO " no Conselho Federal de Medicina ou nos Conselhos de Classe Competentes.
 

Câncer de pulmão

 

 

José de Felippe Junior


“Na arte de curar, deixar de aprender é omitir socorro, e retardar tratamentos esperando maiores evidências científicas é ser cientista e não médico”
JFJ

“Em primeiro lugar sempre a Medicina Convencional”
JFJ

“Se a Medicina Convencional não surtiu os efeitos desejados temos o direito e o dever de utilizar os recursos da Medicina Não Convencional orientada por médicos”
JFJ

“Nunca devemos trocar uma Medicina pela Outra podemos sim complementá-la com Estratégias bem estudadas da Medicina Complementar”
JFJ

“Na verdade a MEDICINA é uma só”
Vários Autores

“É do médico a responsabilidade do paciente”
Convenção de Helsinque

“Curar muitas vezes, aliviar e consolar sempre, desistir nunca”
Médicos Humanos

 

Introdução

O câncer é um desequilíbrio entre a proliferação celular e a diferenciação celular. É uma doença sistêmica, não é apenas algo localizado crescendo desordenadamente, não é apenas o tumor visível.

O câncer só começa a existir em um terreno, em um organismo preparado para aceitá-lo. São pessoas que por muitos anos não respeitaram as suas próprias células. Abusaram do fumo, do sal, das gorduras saturadas, dos carboidratos refinados, dos alimentos enlatados, dos embutidos e dos defumados, se contaminaram com metais tóxicos e se intoxicaram com o medo, a inveja e a depressão. As causas do câncer são múltiplas, o tratamento também deve ser múltiplo.

O câncer é a segunda grande causa de morte nos países economicamente estáveis, como Estados Unidos da América e grande parte da Europa. Fatores carcinogênicos internos e externos, físicos e biológicos têm sido incriminados como agentes causais. Entretanto, como em toda doença de fisiopatologia e fisiopatogenia não completamente conhecida, os cientistas estão à procura de parâmetros mais concretos que possam explicar não somente a doença em si, mas também os possíveis fatores de prevenção e tratamento. As células cancerosas são carne da nossa própria carne apenas um pouco diferentes e por assim serem lutam com as armas das nossas próprias células normais para sobreviverem. Desta forma, elas apresentam aguçados todos os mecanismos de proliferação celular, de proteção apoptótica e ainda não respeitam o território sagrado das células vizinhas, invadindo e tomando conta de novos territórios. Entretanto as células normais estão em muito maior número e teriam condições de se defenderem se não tivessem sido pegas de “surpresa” porque o hospedeiro, o ser humano constituído por elas, as maltratou contínua e ininterruptamente por muito tempo, até que um grupo se rebelou e começou a viver por si só : o câncer ( Felippe – 2000 a 2005). Todos os mecanismos de sobrevivência das células cancerosas já haviam sido adquiridos pelas células normais durante o processo evolutivo, com a finalidade de se manterem vivas devido às condições desfavoráveis do meio ambiente pré-histórico. As células malignas lançam mão de todos esses mecanismos adquiridos em milhões de anos de evolução, por um motivo muito sério, para sobreviverem. A quimioterapia e a radioterapia fatores de agressão do mais alto grau desencadeiam e exacerbam esses mecanismos de sobrevivência e tornam as células que não morreram, resistentes ao tratamento subseqüente. Devemos nos lembrar que as células cancerosas quando agredidas também aumentam a geração de outras substâncias como o fator de transcrição nuclear NF-kappaB o qual também é um fator de sobrevivência das células normais e que as células malignas sabem muito bem utilizar (Felippe – 2004 a 2007).


Dieta

O câncer é a segunda doença principal do planeta e está querendo passar para o primeiro lugar, mas felizmente cerca de 75% dos casos podem ser prevenidos por alterações do estilo de vida, principalmente os que se referem à dieta. Na Ásia a incidência do câncer de mama, de próstata e de colon é bem menor que na América do Norte, possivelmente pelo alto consumo de isoflavonas. Estudos em animais corroborados por evidências epidemiológicas mostram forte relação entre o consumo de isoflavonas e o baixo índice de câncer (Kennedy-1995, Valachovicova-2004 , Sarkar-2002-2004 , Park-2004).

A incidência de câncer de colon, de reto, de pâncreas, de mama, de endométrio e de próstata é 10 vezes maior na América do Norte, Europa e Austrália quando comparada com a África e o Sul da Ásia (International Agency for Research on Cancer – 1997). Quando os imigrantes destes países de baixo risco passam a viver nas áreas de alto risco aumenta a incidência dos cânceres acima mencionados mostrando que o câncer possui mais relação com a alimentação e o ambiente que a pessoa vive do que com a própria genética. Estudos epidemiológicos indicam que populações que consomem grandes quantidades de ácidos graxos ômega-3 apresentam menor incidência de câncer de mama, de próstata e de colon quando comparadas com populações que consomem menores quantidades desses elementos (Hardman-2002). Existem evidências que quanto menor o conteúdo de ácidos graxos intratumoral maior é o grau de malignidade do tumor (Hardman-2002-2004, Shahidi-2004 , Babcock-2005 , Rodriguez-Cruz-2005). O aumento da ingestão de calorias na forma de carboidratos refinados, a baixa ingestão de frutas e vegetais, a hiperinsulinemia e os altos níveis dos IGFs ( Fatores de Crescimento Dependentes de Insulina) proporcionam maior risco de aparecimento de vários tipos de câncer (Giovannucci – 1999 , Augustin – 2002 , Kaaks - 1996). A ingestão de alimentos de elevado índice glicêmico, o aumento da carga glicêmica e a falta de atividade física acarretam hiperinsulinemia a qual se associa ao aumento da incidência de vários tipos de câncer. A obesidade se associa com hiperinsulinemia e aumento do risco de câncer. A gordura corporal total se correlaciona com câncer de mama, colo-retal, próstata, endométrio e ovário (Albanes – 1990 , Schapira – 1990 , Russo – 1998). Já foi demonstrado o relevante papel da insulina no carcinoma de mama (Castro – 1980 , Kaaks- 1996), no câncer de ovário (Beck - 1994) e em outros tipos. Inclusive no câncer colo-retal, de estômago e de mama conseguiu-se detectar elevados níveis de insulina no tecido canceroso quando comparado com amostras de tecido controle sem câncer (Yam - 1996). A associação direta entre o índice glicêmico com o câncer colo-retal ou o câncer de mama foi mostrado sem sombras de dúvidas em 3 estudos epidemiológicos ( Slattery – 1997 , Franceschi – 2001 , Augustin – 2001). Entretanto, as evidências apontam para uma associação mais ampla envolvendo outros tipos de câncer e responsabilizando tanto o índice glicêmico, como a carga glicêmica ( McKeown-Eyssen – 1994 , Giovannucci – 1995-1999 , Bruning – 1992) .


Fatores de crescimento

Outro fator importante na grande maioria dos cânceres é o IGF-I. O sistema GH/IGF( Growth Hormone/ Insulin-Like Growth Factor ) desempenha papel crucial na carcinogênese humana. O sistema GH/IGF promove a progressão do ciclo celular (mitose), previne a execução da apoptose, facilita a neoangiogênese tumoral, induz a invasão tumoral, assiste os oncogenes na transformação de células benignas em malignas, dificulta a diferenciação celular e provoca resistência ao tratamento do câncer com a quimioterapia e a radioterapia. Os IGFs e seus receptores estão envolvidos no desenvolvimento de vários tipos de câncer como : mama, próstata, pulmão, colo-retal, endométrio, osteosarcoma, neuroblastoma, pâncreas, ovário e testículo (Sullivan – 1995 , Torestsky – 1996 , Sachdev – 2001 , Moschos – 2002 , Dupont – 2003 ). Vários estudos epidemiológicos têm sistematicamente apontado que o elevado nível de IGF-I está associado com maior risco de desenvolvimento do câncer colo-retal, próstata, mama e pulmão. Citamos aqui em ordem, 4 estudos de câncer colo-retal , 4 de próstata, 4 de mama e 1 de pulmão : Ma-1999 , Peters-2003 , Nomura-2003 , Palmqvist-2002 , Chan-1998 , Chokkalingam-2001 , Stattin-2000 , Shi-2001 , Hankinson -1998 , Kaaks-2002 , Toniolo-2000 , Krajcik-2002 , Yu-1999.


Potencial transmembrana da membrana citoplasmática

De fundamental importância é o fato já demonstrado por alguns pesquisadores sobre a relação entre o potencial transmembrana e a proliferação celular. Guidon , Woodland, Clarence Cone e outros mostraram que a queda de potencial da membrana citoplasmática a níveis inferiores a -15 milivolts , desencadeia a síntese de DNA e dispara a multiplicação celular : mitose. Normalmente o potencial transmembrana das células está ao redor de - 20 a –90mv: células beta do pâncreas:-20mv, células gástricas:-50mv, células hepáticas:-60 mv, neurônios:-70mv, células do músculo esquelético:-90mv e fibras miocárdicas:-90mv. Para Conway a ingestão de uma dieta pobre em sódio e rica em potássio, diminui o sódio e aumenta o potássio dentro da célula e assim ativa a ATPase da bomba de sódio/potássio, aumenta a quantidade de ATP disponível e polariza a célula, restaurando o potencial transmembrana ao normal. Em outras palavras diminui a entropia e conseqüentemente aumenta o grau de ordem e informação do sistema termodinâmico aberto que é a célula , normalizando a proliferação celular desordenada. Considera-se ideal do ponto de vista termodinâmico, um sódio plasmático de 136-137 mEq/l e não 136 a 146 mEq/l (normal estatístico). O ideal do potássio é de 4,8 a 5 mEq/l e do magnésio, 2,2 a 2,4mEq/l. Damadian e Cope, demonstraram aumento de sódio e diminuição de potássio intracelular em vários tipos de células cancerosas. Também observaram diminuição da produção de ATP. Goldsmith e Damadian, estudando a ressonância do sódio-23 em quatro tipos de células cancerosas e seis tipos de células normais constataram maior quantidade de sódio nas células cancerosas quando comparadas com as células normais correspondentes. Soddi Pallares, cita o trabalho de Avioli e Raisz de 1980: “Quando o metabolismo celular está alto (potencial transmembrana elevado e célula altamente polarizada), o meio intracelular é rico em magnésio, potássio e ATP. Quando o metabolismo está baixo (potencial transmembrana diminuído e célula despolarizada), o meio intracelular é rico em cálcio e sódio e pobre em ATP".


Potencial transmembrana da membrana mitocondrial

As mitocôndrias no câncer são hiperpolarizadas e conseqüentemente têm baixa fosforilação oxidativa e ambas alterações são revertidas pelo dicloroacetato de sódio (DCA) Michelakis -2007). Foi estudado o potencial transmembrana mitocondrial (PTM) em três linhagens de células malignas humanas: A549 (câncer de pulmão de células não pequenas), M059K (glioblastoma) e MCF-7 (câncer de mama) e comparadas com três linhagens de células não cancerosas também humanas: células epiteliais de vias aéreas, fibroblastos e músculo liso de artéria pulmonar (Bonnet e Michelakis – fev-2007). Todas células malignas apresentavam mitocôndrias significantemente hiperpolarizadas (alto PTM) quando comparadas com as células normais. A incubação com DCA por 48 horas reverte o estado hiperpolarizado das três linhagens malignas, isto é, os valores do PTM diminuem e retornam aos valores normais. O DCA não altera o PTM das células normais. Lan Bo Chen em 1988, faz revisão do assunto e constata que 200 tipos / linhagens de células derivadas de tumores humanos apresentavam potencial transmembrana mitocondrial elevado ( hiperpolarização ) : rins, ovário, pâncreas, pulmão, córtex adrenal, pele, mama, próstata, cervix, vulva, colon, fígado, testículo, esôfago, língua , a grande maioria dos adenocarcinomas, carcinoma de célula transicional, carcinoma epidermoide e melanoma. Temos exceções , isto é, tipos de células malignas que não apresentam hiperpolarização da membrana mitocondrial: câncer de pulmão de pequenas células (oat cell) e carcinoma pobremente diferenciado de colon.


Perigo dos antioxidantes : agrava o câncer e interfere com a quimioterapia

Com o passar dos anos e o conhecimento mais profundo das reações de oxido-redução têm surgido na literatura grande número de trabalhos mostrando que, enquanto concentrações normais de GSH e de outros antioxidantes no intracelular protegem o DNA nuclear das lesões provocadas pelas ERTO (espécies reativas tóxicas de oxigênio) e diminuem a prevalência do câncer, a presença de quantidades normais de GSH e de outros antioxidantes no câncer já instalado provoca aumento da proliferação celular maligna, diminuição da apoptose e facilita a neoangiogênese tumoral ( Felippe –1990-2001- 2004- 2005 ).

Temos que compreender muito bem que os antioxidantes protegem o DNA nuclear das lesões oxidativas e diminuem a prevalência do câncer, funcionando como agentes preventivos. Entretanto, no câncer já instalado os antioxidantes protegem a célula cancerosa enquanto que os agentes oxidantes promovem a lesão do DNA nuclear provocando a morte da célula maligna, funcionando assim como agentes curativos. Aqui os antioxidantes seriam um verdadeiro desastre (Felippe –1994- 2004). O uso de antioxidantes em doses exageradas pode inibir importantes mecanismos de defesa contra o câncer (Verhaegen - 1995, McGovan - 1996, Maxwell - 1999, Salganik - 2001). Em 1996, Saintot na França já indicava que no câncer de mama a progressão tumoral e a presença de metástases se associavam à maior concentração de vitamina E no soro concomitante com o menor nível sérico de peroxidação lipídica atestada pelos baixos níveis de malondialdeído, marcador da presença de radicais livres. Assim sendo a progressão tumoral e a presença de metástases se associou ao alto potencial antioxidante do soro destas pacientes. Em 1996 Schwartz mostrou que o aumento da atividade antioxidante em células transformadas aumentava a sua proliferação e advertiu que devemos conhecer muito bem a farmacologia dos nutrientes antioxidantes antes de empregá-los no câncer. De fato, Salganik mostrou que o acetato de alfa-tocoferol, potente agente antioxidante de membrana, inibe a geração de radicais livres em células do câncer de mama humano e como conseqüência inibe também a apoptose dessas células malignas (Salganik – 2000). Muito importante e de grande valor prático é o trabalho de Labriola, que constatou que os antioxidantes exógenos podem inibir a atividade da quimioterapia anticâncer nos seres humanos. Quando os médicos prescrevem antioxidantes em excesso no intuito de diminuir os efeitos colaterais da quimioterapia pode ocorrer interferência na eficácia desta estratégia (Labriola – 1999, Felippe – 2004). Muitos médicos na tentativa de amenizar os efeitos colaterais da quimioterapia e da radioterapia prescrevem antioxidantes. Querem ajudar e acabam por dificultar o tratamento do câncer. O autor se inclui nos médicos que prescreviam antioxidantes para minimizar o sofrimento causado pela quimioterapia. Nunca é tarde para aprender. A ignorância é um pesado fardo que fica cada vez mais leve enquanto aprendemos. Lembremos que é o estilo de vida saudável que diminui o risco de câncer e não o emprego de pílulas mágicas.


Perigo da Vitamina B1 - Tiamina: aumenta a produção de NADPH poderoso antioxidante intracelular

A tiamina pode agravar muitos tipos de câncer, justamente aqueles que utilizam amplamente a via das pentoses que é potente gerador de agentes antioxidantes (NADPH) no meio intracelular durante o metabolismo da glicose. A dose de tiamina necessária somente para corrigir a sua deficiência já é suficiente para estimular o crescimento do tumor (Felippe- 2005).

Nunca vi na prática clínica, médicos ou nutricionistas se preocuparem com a vitamina B1 no câncer. Dispomos das drogas mais modernas para o tratamento do câncer, os aparelhos mais sofisticados e continuamos a administrar tiamina. Vamos estudar juntos e aprender. Os professores de medicina mais dedicados e humanos nos ensinam que: “Em primeiro lugar, o médico não deve causar danos”. “Primun non nocere”


Tratamento

Dispomos de 7 estratégias que podem ser empregadas no tratamento do câncer, 5 delas são convencionais: cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e hipertermia ; e 2 delas não convencionais ou não habituais: endócrino-nutricional e estratégias complementares.

Destas 7 modalidades, nenhuma delas por si só consegue a erradicação total do tumor maligno. Sempre é necessário o concurso de várias estratégias, para aniquilar por completo, esse inimigo tão astuto, tão traiçoeiro, com tanta vontade de sobreviver a qualquer custo, que chega a ser insano, pois a sua vitória significa o seu próprio desaparecimento.

O organismo sozinho não consegue, mas com o emprego de vários tipos de estratégias, cada uma atuando em locais distintos da célula maligna, da massa tumoral e do meio ambiente que vive a célula, juntamente com o tratamento do terreno, têm-se obtido a erradicação total de vários tipos de tumores, inclusive aqueles com metástases.

As medidas terapêuticas modernas que matam as células malignas ou por meio físico com a radioterapia (radiação ionizante) ou por meio químico com a quimioterapia, muitas vezes provocam a seleção das células malignas mais resistentes e deste modo mais aptas de tomarem conta do hospedeiro. Isto pode acontecer porque estes métodos sozinhos dificilmente conseguem exterminar 100% das células malignas.

A estratégia endócrino-nutricional ou metabólico-nutricional deve ser empregada em conjunto com o médico oncologista para aumentar o índice de sucesso terapêutico. Na verdade a aplicação em conjunto dos procedimentos do oncologista e do clínico aumenta a eficácia do tratamento melhorando tanto a qualidade de vida como a probabilidade de cura (Felippe- 2007)

Vários são os fatores sistêmicos que o clínico valoriza quando cuida do paciente com câncer.

O primeiro fator é o bom funcionamento do trato digestivo, de importância relevante no sucesso terapêutico de qualquer doença crônica. Os cuidados com o sistema digestório propiciam melhor absorção dos macronutrientes e dos micronutrientes da dieta, maximizam a produção de vitaminas pela flora intestinal e regularizam a produção de hormônios pela mucosa intestinal saudável. Outro sistema importante é o endócrino. A maioria dos hormônios secretados pelas glândulas endócrinas interfere na evolução do câncer.Estes hormônios aumentam ou diminuem a proliferação celular maligna, a apoptose e a neoangiogênese tumoral. Seguem-se o sistema imunológico, o cárdio-circulatório e todos os outros que devem ser bem examinados e tratados com muito rigor pelo clínico.

Quanto aos exames laboratoriais, solicitam-se aqueles que ajudam a compreender o organismo como um todo e aqueles que interferem na evolução do tumor. São exames de sangue simples e cobertos pela maioria dos convênios médicos: glicemia / insulinemia de jejum, IGF-I, IGFBP-3 (proteína que se liga ao IGF), prolactina, ferritina, ceruloplasmina, hemograma, sódio, potássio, cálcio, magnésio, fósforo, T4 livre / TSH, testosterona livre, dehidrotestosterona, estrógeno, SHBG (globulina que se liga aos hormônios sexuais), ácido fólico, vitamina B12, PTH, DHEA / DHEA sulfato, PCR ultrasensível e VHS. Solicitamos também, exames para aferir o sistema imunológico, a função renal e o metabolismo das gorduras, dos carboidratos e das proteínas.

Na cura do câncer é fundamental uma atitude positiva do paciente perante a doença. A pessoa deve querer se ajudar, querer lutar e viver. Se ela desistir não há nada no mundo capaz de salvá-la.

Atualmente com a integração da oncologia, atacando o tumor propriamente dito e com a medicina interna cuidando do organismo como um todo, temos visto aumentar drasticamente o número de pessoas curadas totalmente do câncer (Felippe-fev-2007).

A aplicação da estratégia metabólico- nutricional ao lado das estratégias complementares e outras está desencadeando uma modalidade terapêutica que vem ganhando muita atenção por ser racional, inteligente e que respeita tanto as células normais como as células não tão malignas : é a diferenciação celular. Esta técnica consiste em fazer com que as células rebeldes voltem ao convívio junto às células normais com medidas de diferenciação celular: mata-se as células malignas irrecuperáveis e transforma-se as não tão malignas em benignas ( Felippe- 2004 -2005 – 2006 – 2007)

Ao erradicarmos os tumores, seja qual for o método empregado precisamos cuidar do terreno, isto é do organismo como um todo para que diminua drasticamente a possibilidade de recidiva, de metástases ou o início de um novo grupo de células transformadas. Devemos retirar do corpo todos metais tóxicos (chumbo, mercúrio, alumínio, cádmio, flúor, etc.), suprir as células normais com os 45 nutrientes essenciais, controlar e cuidar de todo sistema endócrino, praticar exercícios moderados e uma dieta inteligente, afastar intolerâncias alimentares, afastar o paciente de campos eletromagnéticos prejudiciais e orientar para não dormir em zonas geopatogênicas (trabalhos de Hans Niepper e vários autores alemães).


CÂNCER DE PULMÃO : ESTRATÉGIAS COMPLEMENTARES

Genisteína

A genisteína, um dos isoflavonóides predominantes da soja, possui potente efeito antiproliferativo e pró apoptótico em vários tipos de câncer: mama (El-Zarruk-1999), próstata (Zhou-1999), cabeça e pescoço (Alhasan-1999), pulmonar (Lian-1998), pancreático (Boros-2001 , Douziech-1998-1999), bexiga (Su-2000), fígado (Tacchini-2000), endométrio (Konstantakopoulos-2006), linfoma (Park-2005), neuroblastoma (Veas-1995) incluindo as leucemias refratárias à quimioterapia como a linfoblástica aguda da criança e a linfoblástica crônica do adulto (Uckun-1999). A genisteína inibe a tirosina kinase (El-Zarruk-1999), a proteína kinase (Waldron-2000), a proteína tirosina kinase (AKT), o ramo não oxidativo da via das pentoses e inibe parcialmente a glicose-6-fosfatodehidrogenase (G6PD), fatores que provocam a parada do ciclo celular, a inibição da proliferação celular maligna e o aumento da apoptose (Boros-2001). Além disso, a genisteína inibe a neoangiogênese tumoral e o aparecimento de metástases (Zhou-1999) e inibe a expressão do oncogene MDM2 (Li and Zhang-2005). A genisteína aumenta o efeito anti câncer de vários agentes fitoquímicos como limoneno, curcumim, epigalacatequina galato e sulforafene (Bradlow-1999) e aumenta a ensibilidade das células malignas à quimioterapia e radioterapia.


Inibe o fator NF-kappaB

O fator de transcrição nuclear NF-kappaB é um poderoso fator de sobrevivência das células malignas porque ele aumenta a proliferação celular, abole a apoptose e aumenta a neoangiogênese tumoral (Felippe-2004). A genisteína inibe o fator de transcrição nuclear NF-kappaB em vários tipos de câncer (Wang-2006 , Sarkar-2006a).

Os quimioterápicos habitualmente usados no tratamento do câncer induzem o aumento da atividade do NF-kappaB como mecanismo de defesa das células malignas e assim aumentam a sua resistência aos quimioterápicos (Chuang-2002). Estudos in vivo e in vitro mostraram que o NF-kappaB é significativamente aumentado pela cisplatina, docetaxel, gemcitabine e radioterapia e que este aumento de atividade é completamente abolido com o pré tratamento com genisteína em células do câncer de próstata, mama, pulmão e pâncreas (Li-2004-2005 , Hillman-2001).

A genisteína inibindo o NF-kappaB consegue sensibilizar as células malignas a vários quimioterápicos tais como, cisplatina, docetaxel e gemcitabine (Li-2005 , Sarkar-2006a -2006b).

Mecanismos de Ação da Genisteína como antiproliferativo e pró apoptótico  

  1. Inibe a tirosina kinase
  2. Inibe a proteína kinase
  3. Inibe a proteína tirosino kinase (PTK)
  4. Inibe a transcetolase – diminui síntese de ribose
  5. Inibe parcialmente a G6PD – diminui a produção de NADPH
  6. Inibe o fator de crescimento semelhante a insulina-I : IGF-I
  7. Inibe o fator de crescimento epidérmico: EGF
  8. Inibe o fator de crescimento-beta: TGF-beta
  9. Inibe fatores pró apoptoticos: Bcl-2, Bcl-XL, p21waf1 e survivina
  10. Inibe o VEGF (vascular endothelial growth factor)
  11. Inibe a via Akt de resistência à quimioterapia e radioterapia
  12. Inibe o NF-kappaB
  13. Inibe a COX-2
  14. Inibe a neoangiogênese tumoral
  15. Reduz os sinais de transdução pela diminuição do segundo mensageiro IP3
  16. Inibe a topoisomerase II
  17. Inibe a gelatinase – MMP-2
  18. Inibe a ciclina B e promove a parada do ciclo celular em G2/M
  19. Inibe a expressão do oncogene MDM2
  20. Aumenta o efeito da quimioterapia
  21. Aumenta o efeito da radioterapia

 

Glycyrrhiza glabra - Alcaçuz

O extrato da raiz do alcaçuz mostrou atividade anti tumoral em células dos seguintes tipos de câncer humanos: pulmonar, róstata, mama, leucemia, colon , gástrico, endometrial, hepático, , epidérmico e renal (Rafi-2000 , Baba-2002 , Amato-2002, Ma-2000-2001, Mori-2000 , Watari-1976, Wang-1992 , Agarwal-1991 , Yamazaki-2002).

Aumento do potencial transmembrana da membrana citoplasmática

Os ácidos graxos ômega-3 provocam aumento da excreção renal de sódio, diminuição do cálcio intracelular e aumento do potássio intracelular (Knapp-1991) e desta forma interferem no potencial de ação das membranas citoplasmáticas das células malignas. Todos esses fatores levam ao aumento do potencial de ação, isto é, polarização da membrana celular com o conseqüente aumento da produção de ATP. Sabe-se que o aumento do potencial de membrana acima de -15mv faz cessar a proliferação mitótica e que o aumento da produção de ATP via fosforilação oxidativa mitocondrial faz cessar a glicólise anaeróbia, motor da mitose (Felippe-jan 2004).

Mecanismos de ação do Alcaçuz (glicirrizina) na inibição da proliferação celular e apoptose

  1. Parada do ciclo celular na fase G2/M
  2. Parada do ciclo celular na fase S e G1
  3. Suprime as ciclinas B1 , cdc2 e E
  4. Fosforila a proteína retinoblastoma
  5. Diminui a expressão do fator de transcrição E2F e reduz ciclina D1
  6. Diminui a CDK 2 , CDK 4 e a CDK 6
  7. Aumenta expressão da ciclina E (para alguns diminui)
  8. Reduz a expressão da proteína anti apoptótica Bcl-2
  9. Fosforila a proteína Bcl-2
  10. Aumenta a expressão do bax - apoptótico
  11. Aumenta a expressão do gene apoptótico p53
  12. Aumenta o p21(waf1/cip1)
  13. Aumenta a expressão do GADD153 mRNA
  14. Suprime o efeito do estradiol sobre os proto-oncogenes: c-fos, c-jun e c-myc
  15. Diminui a expressão da ciclooxigenase-2
  16. Diminui a expressão da lipoxigenase
  17. Inibe a proteína kinase C (PKC)
  18. Inibe o fator de crescimento tumoral epidérmico (EGF)
  19. Aumenta o cálcio intracelular com diminuição do potencial transmembrana Deltapsi mitocondrial e apoptose
  20. Inibe atividade da ornitina decarboxilase (OD)
  21. Inibe a monoaminooxidase (MAO), aumenta o adrenocromo e inibe a mitose.
  22. Diminui os níveis séricos de testosterona

 

G6PD - Glicose 6 fosfatodehidrogenase

O NADPH produzido na via das pentoses é o principal agente redutor intracelular, ele é o principal fornecedor de átomos de hidrogênio (elétrons) no citoplasma e o seu papel fundamental é manter a glutationa em seu estado reduzido (GSH) o que protege os grupos sulfidrilas e a integridade celular do excesso de radicais livres de oxigênio.

De fato, q uando o meio intracelular é redutor, isto é, o equilíbrio da oxi-redução tende para a redução (excesso de antioxidantes, excesso de agentes doadores de hidrogênio ou de elétrons), à medida que a GSSG (glutationa oxidada) vai sendo formada ela é reduzida para GSH a qual ativa a glicolíse anaeróbia que é o motor da mitose, aumentando a proliferação celular neoplásica. Este meio redutor facilita a fosforilação da proteina retinoblastoma, do NF-kappaB e do importante fator de proliferação celular : “mitogen-activated protein kinase” (MAP kinase), todos eles contribuindo para a proliferação celular.

Quando o meio intracelular é oxidante, isto é, o equilíbrio da oxi-redução tende para a oxidação (excesso de oxidantes, excesso de agentes aceptores de hidrogênio ou de elétrons), à medida que a GSSG (glutationa oxidada) é formada ela inibe a glicólise anaeróbia. A inibição da glicólise anaeróbia faz parar o ciclo celular (mitose) e a conseqüência é a diminuição da proliferação celular neoplásica com apoptose da célula tumoral (Felippe-2004).

Quando o potencial redox é alto, as células estão em estágio quiescente, sem proliferação. Quando o potencial redox é alto, isto é, quando o meio intracelular é oxidante se formam pontes S-S de disulfeto (por ex: GS-SG). Estas pontes estabilizam a estrutura tridimensional das proteínas e nestas condições a proteína retinoblastoma (RBp) está defosforilada e portanto não ocorre a transcrição nuclear necessária para o avanço do ciclo celular e as células continuam no estado quiescente, sem proliferação. Fato importante é um outro efeito do potencial redox alto. Ele inibe o fator de transcrição nuclear NF KappaB, o qual diminui a proliferação celular, promove a apoptose da célula maligna e dificulta a neoangiogênese tumoral (Felippe- 1990-1994-2003-2004-2005).

Se o meio intracelular é mantido oxidante consegue-se bloquear a proliferação celular maligna e a célula pode entrar na fase G0 ou sofrer citotoxicidade, posteriormente caminhando para apoptose e /ou necrose.
É muito interessante saber que as células cancerosas requerem apenas um leve aumento do potencial redox para cessarem a proliferação, entretanto este leve aumento deve ser contínuo e ininterrupto até acontecer a apoptose, porque se houver queda do potencial redox restaura-se a fosforilação da proteína retinoblastoma e as células voltam a proliferar (Felippe -2004-2005).

Recentemente surgiram muitos trabalhos em animais de experimentação inoculados com células de câncer humano e estudos em cultura de células neoplásicas humanas, mostrando que o meio intracelular oxidante provoca parada do ciclo celular e apoptose pelos seguintes mecanismos:

a- acúmulo da proteína p53
b-ativação da deoxiribonuclease
c-defosforilação da proteína retinoblastoma
d-inibição da proteína-tirosina-kinase
e-inibição da Cdc25 fosfatase
f-inativação do cdK1
g-inibição da MAP kinase
h-diminuição da atividade da fosfofrutoquinase com diminuição do NADH
i-inibição da expressão da proteína Bcl-2
j-inibição do fator de transcrição nuclear NF-KappaB

Estes efeitos foram observados em mais de 20 tipos de câncer humano incluindo: pulmão, mama, próstata, astrocitomas, gliomas, tumores de cabeça e pescoço, tumores colo-retal, tumores de fígado, tumores de pâncreas, carcinoma epidermóide, etc. (Felippe- 2004 – 2005).

a-IGF-I

Os fatores de crescimento são necessários para o desenvolvimento e a regulação dos tecidos normais. O mais importante deles é o IGF-I, considerado um dos principais fatores de sobrevivência celular adquirido nos milhões de anos de evolução, porque ele aumenta a proliferação celular mitótica e bloqueia a apoptose (Frysty – 2004 , Ibrahim - 2004).

O IGF-I promove a progressão do ciclo celular (mitose), previne a apoptose, facilita a angiogênese tumoral, induz a invasão tumoral, assiste os oncogenes na transformação de células benignas em malignas, dificulta a diferenciação celular e provoca resistência ao tratamento com a quimioterapia ou radioterapia. O IGF-I é atuante nos mais variados tipos de câncer, incluindo os mais comuns: câncer de mama, de próstata, de pulmão e colo-retal (Felippe-agosto 2005c). Estudos utilizando glicose marcada com isótopo de carbono em vários tipos de tumores experimentais, tanto in vivo (tumor de Yoshida) como in vitro (HeLa , Mia e Hep G2), demonstram sem sombras de dúvidas que é a parte não oxidativa do ciclo das pentoses que desempenha a principal função de síntese dos ácidos nucleicos (Horecker -1958, Katz -1967, Boros -1967, Macallan - 1998). Mais de 70% da ribose nestes tumores são derivadas da via não oxidativa do ciclo das pentoses, isto é dependem da transcetolase e somente 10 a 15% são derivadas da G6PD , via oxidativa do ciclo das pentoses. Em tumores de pulmão composto por células do carcinoma epitelial humano H411, demonstrou-se que 99% da síntese de ribose era proveniente da via transcetolase (Boros – 2000). A vitamina B1 aumenta a proliferação de células do endométrio humano (La Selva – 1996), de células do neuroblastoma (Bettendorff – 1996) e de células de tumor hepático (Lee – 1998) e provavelmente dos tumores de pulmão.

Mecanismos de ação da glicose-6-fosfatodehidrogenase

A - Ativação da G6PD

  1. Aumenta a produção de NADPH, diminui o potencial redox intracelular e provoca ativação da proliferação celular maligna e diminuição da apoptose
  2. Aumenta a produção de ribose, coluna dorsal do DNA e RNA das células malignas
  3. Permite o efeito dos fatores de crescimento tumoral: IGF-I, Insulina, EGF, PDGF
  4. Aumenta a resistência à quimioterapia e radioterapia
  5. Diminui o efeito dos oxidantes na apoptose e na proliferação celular
  6. Ativa a MAP kinase
  7. Ativa a fosforilação da tirosina  

B - Inibição da G6PD

  1. Diminui a produção de NADPH, aumenta o potencial redox intracelular e provoca inibição da proliferação celular maligna e aumento da apoptose
  2. Diminui a produção de ribose, matéria prima para construção do DNA e RNA
  3. Diminui ou abole completamente o efeito dos fatores de crescimento tumoral: IGF-I, Insulina, EGF, PDGF
  4. Aumenta o efeito da quimioterapia e da radioterapia
  5. Aumenta o efeito dos oxidantes na apoptose e na inibição da proliferação celular
  6. Inibe a MAP kinase
  7. Inibe a fosforilação da tirosina


Molibdênio

O primeiro trabalho da literatura médica sobre o uso do molibdênio no câncer em seres humanos, foi escrito por George J.Brewer em janeiro de 2000.

Khan, em 2002 mostrou que no carcinoma pulmonar de Lewis de camundongo o efeito de radioterapia é sinérgico com os efeitos do tetratiomolibdato de amônio (TM), tornando mais eficaz o tratamento do tumor com esta associação , sem aumento da toxicidade ( Khan-2000-2002-2006). O cobre é um micronutriente que favorece o processo de neoangiogênese tumoral e o tetratiomolibdato é um agente anti cobre. Para controlar a terapia com o tetratiomolibdato Brewer usou os níveis séricos de ceruloplasmina, que foi mantida entre 5 e 15 mg/dl (normal: 20 a 35 mg/dl ) por pelo menos 60 dias. Não se espera qualquer efeito antes deste período, incluindo a diminuição do cobre no tumor, o qual é muito ávido para seqüestrar qualquer cobre extra. O primeiro sinal clínico de deficiência de cobre é a anemia. O único efeito colateral do TM , poderoso quelante do cobre é justamente a anemia por deficiência de cobre. Mais recentemente o mesmo autor optou por manter os níveis de ceruloplasmina em apenas 5 mg/dl, pois, não observou anemia nestas condições. A dose de TM utilizada foi de 120 mg/dia divididas em 6 doses. Em 6 casos de câncer metastático, cinco mostraram estabilização da doença, incluindo 1 caso com regressão de metástase pulmonar. Em estudo clínico não controlado, 18 pacientes com 11 tipos diferentes de câncer metastático e que alcançaram as metas de ceruloplasmina entre 5 e 15 mg/dl conseguiram a estabilização da doença por um período de 30 meses. Um paciente com condrosarcoma metastático e uma paciente com câncer de mama com metástases permanecem estáveis há 2,5 anos. É necessário maior número de casos e trabalhos clínicos controlados para conclusões mais seguras.


Mecanismo de ação dos sais de molibdênio:

1. Antiangiogênese

a- Inibe o fator de crescimento endotelial vascular (VGEF),
b- Inibe o fator 2 de crescimento do fibroblasto,
c -Diminui a produção de IL-1 alfa,
d -Diminui a produção de IL-6
e -Diminui a produção de IL-8.

2. Inibe a atividade do NFkappa-B: diminui a proliferação celular, diminui a     angiogênese e aumenta a apoptose.

3. Diminui a atividade da SODCuZn : aumenta o potencial oxidativo      intracelular


Naltrexone

Bihari em 1995 foi o primeiro pesquisador a usar o naltrexone na AIDS com resultados promissores e logo a seguir começou a empregá-lo no tratamento do câncer. Ele utilizou o naltrexone em baixa dose, de um modo não duplo cego e não controlado com placebo, em 450 pacientes com os mais diversos tipos de neoplasia que não haviam respondido ao tratamento convencional (cirurgia e ou quimioterapia e ou radioterapia).

No seguimento clínico 96 pacientes foram descartados do estudo porque não seguiram o protocolo estabelecido ou se perderam por outros motivos. Dos 354 pacientes restantes, 84 morreram nas primeiras 8 a 12 semanas do início do naltrexone devido à grande gravidade da doença destes pacientes, que já haviam se submetido ao tratamento convencional sem apresentarem resposta. Dos 270 pacientes restantes, 220 receberam o naltrexone por seis meses ou mais. Destes 220 pacientes com naltrexone por maior tempo e que tomaram regularmente o medicamento, 86/220 ou quase 40% apresentaram redução do volume tumoral igual ou superior a 75%. Dos 134 pacientes restantes (220-86=134), 125/220 ou 56,8% apresentaram estabilização ou estavam caminhando para remissão, porém não atingiram o critério de redução tumoral de 75% e 9/220 ou 4% mostraram progressão do tumor.

Os pacientes que responderam ao tratamento com naltrexone ministrado sob a supervisão do Dr. Bihari apresentavam os seguintes tipos de câncer, justamente aqueles que apresentam receptores opióides em sua membrana celular: bexiga, mama, carcinoide, colo-retal, melanoma maligno, mieloma múltiplo, neuroblastoma, ovário, glioblastoma multiforme, fígado, pulmão (não oat cell) , leucemia linfocítica crônica, linfoma de Hodgkin, linfoma não Hodgkin, próstata, pâncreas, útero, carcinoma renal e câncer de cabeça e pescoço. É importante frisar que os pacientes que nunca haviam recebido quimioterapia responderam melhor ao tratamento com o naltrexone. Sabe-se que a quimioterapia provoca profundas alterações no sistema imunológico com imunosupressão das defesas contra os agentes infecciosos e contra as células malignas.


Hipertermia

Em 1976, LeVeen publica estudo intitulado “Erradicação Tumoral pela Radio Freqüência” mostrando necrose tissular e substancial regressão tumoral em 21 pacientes.

O primeiro paciente desta série, com carcinoma epidermoide de pulmão e metástase em cabeça do fêmur experimentou imediata melhora da dor, porém logo a seguir ocorreu fratura espontânea que na cirurgia revelou extensas áreas de necrose e somente em locais limitados era possível identificar o tumor.

Em seis pacientes com carcinoma primário de pulmão em estágio avançado, foi possível fazer de 1 a 5 exposições de RF antes da toracotomia. Todos se sentiram melhor após o tratamento. No espécime cirúrgico o exame microscópico revelou extensas áreas de necrose tumoral. Em 1 paciente com carcinoma inoperável de células gigantes de pulmão, o tumor necrosou após 2 aplicações de RF e pode ser extirpado, isto é, tornou-se operável. Em outro paciente com tumor não operável de pulmão a RF provocou desaparecimento quase total do tumor. Em 1980, LeVeen tratou 32 pacientes com câncer de pulmão somente com a hipertermia por RF. A histologia era de 26 carcinomas epidermoides e 6 adenocarcinomas. Todos os pacientes apresentavam tumores não ressecáveis cirurgicamente. Houve regressão do tumor em 11 dos 32 casos (34%). Constatou-se dramática melhoria sistêmica em 27 dos 32 pacientes, com aumento da disposição, do apetite e do peso. A doença foi completamente erradicada em seis pacientes (18,75%), 2 deles já com 3 anos de sobrevida.

Em 1984 LeVeen afirma que a RF por si só consegue diminuir o volume dos tumores sólidos , porém sozinha não é capaz de erradicar totalmente a massa tumoral. DS, masculino, 54 anos. Adenocarcinoma de pulmão. Em setembro de 2000 após 50 aplicações de radio freqüência , houve diminuição de 20% do tumor o paciente foi operado e conseguiu-se um bom plano de clivagem. No pós operatório não houve intercorrências e a cicatrização foi rápida. Até outubro de 2003, estava trabalhando e em muito bom estado geral.

Radiofrequency Ablation Safe And Feasible For Eradicating Lung Tumors

Radiofrequency ablation (RFA), the use of electrodes to heat and destroy abnormal tissue, is a promising technique to safely and effectively treat patients with inoperable lung tumors, say researchers from the IRCCS Hospital of Oncology in Bari, Italy. In a study that focused on 18 patients with lung tumors ineligible for surgery, forty nodules were treated by lung RFA. Upon regular follow-up, no relapse was detected in 94% of the patients. According to Cosmo Gadaleta , MD , lead author of the study, most lung tumors are inoperable due to serious coexisting health conditions or poor respiratory function in the patient. Certain of these types of inoperable tumors have been treated using radiotherapy, which can cause serious toxicity in a patient, and chemotherapy, which is not tolerable by all patients. "Lung RFA can get around all those problems. It is minimally invasive, with only a small needle being inserted into the patient. It is also advantageous because of potentially low costs, short hospitalization times, and good patient tolerance without mortality," said Dr. Gadaleta. Complications from the lung RFA performed were minor and included pneumothorax , the abnormal presence of air in the pleural cavity resulting in the collapse of the lung, which occurred in three of the patients. "Pneumothorax occurred in a small percentage of cases, and each occurrence was treated successfully with pleural drainage. The risk is small when compared to the benefits of lung RFA, and, since the radiology team anticipates the possibility of pneumothorax developing as a result of the procedure, they carefully monitor the patient so they can quickly treat any complications." The article appears in the August 2004 issue of the American Journal of Roentgenology.


Benzaldeído

Como o benzaldeído é muito pouco solúvel em água ele não é adequado para injeção intravenosa, intramuscular ou subcutânea. Desta forma preparou-se uma inclusão betaciclodextrina-benzaldeido que foi administrada na forma de tabletes ou de supositórios. A quantidade de benzaldeído no CDBA é de 8.3%, e assim 6g de CDBA contém cerca de 500mg de benzaldeído.

Resultado do estudo:

Todos os pacientes que entraram no estudo possuíam confirmação histológica do diagnostico tumoral. Os pacientes já haviam se submetido a todo tipo de tratamento convencional tais como, cirurgia, quimioterapia e ou radioterapia, sem sucesso terapêutico e com progressão da doença maligna.

Dos 57 pacientes, 32 eram homens, 15 eram mulheres e todos se encontravam em estágio bem avançado da doença maligna, sendo considerados pacientes terminais. A idade dos pacientes variou de 4 a 82 anos com média de 53 anos. Os tipos de câncer eram os mais variados: leucemia mielocítica aguda (2), linfoma maligno (2), mieloma múltiplo (1), leiomiosarcoma (1) e os seguintes carcinomas: língua (4), parótida (2), pulmão (9), mama (2), esôfago (2), estomago (10), fígado (6), pâncreas (4), colon (1), reto (3), rins (2), cérebro (3), bexiga (2) e seminoma de testículo (1).

Neste estudo a administração do benzaldeído durou 2 anos e 5 meses e todos os pacientes foram observados por 2-4 semanas a mais de 2 anos.

Segundo Kochi, dos 57 pacientes com câncer terminal, 19/57 ou 33% apresentaram remissão completa do tumor; 10/57 ou 17,5% apresentaram remissão parcial (acima de 50% de regressão); 19/57 ou 33% estavam melhorando ao ser escrito o trabalho; 7/57 ou 12,3% permaneceram com a doença estável e em 2 pacientes houve progressão da doença.

Dos 9 carcinomas de pulmão , 3 apresentaram remissão completa, 3 remissão parcial , 1 se estabilizou e 2 apresentaram progressão da doença.

Três dos 4 pacientes com carcinoma epidermoide de língua haviam recebido previamente radioterapia e quimioterapia e todos se encontravam em péssimas condições clínicas no início do tratamento. Após 1,5 a 6 meses de CDBA, todos os pacientes com câncer de língua alcançaram remissão completa. Nestes 4 pacientes houve um fato muito interessante: a diferenciação maligna para células epidermoides normais e queratinizadas.

Uma paciente de 83 anos com adenocarcinoma de reto e obstrução quase completa do canal anal, respondeu completamente ao CDBA não sendo necessária a cirurgia, pois as fezes agora passavam livremente pelo canal anal. Aqui também se observou diferenciação do adenocarcinoma em células normais. Em 1985, Kochi utiliza um derivado do benzaldeído, o 4,6-benzilideno-alfa-D-glicose (BG), em 65 pacientes com carcinoma inoperável de diversos tipos, em estagio avançado. A dose foi de 720-1800 mg/m2 diariamente pela via intravenosa. Houve resposta em 55% dos pacientes: 7 alcançaram resposta completa; 29 conseguiram resposta parcial ; 24 permaneceram estáveis e 5 mostraram progressão da doença. Não houve efeitos colaterais e foi evidente o aumento da sobrevida.

Em 1990, Tatsumura empregou o BG, intravenoso, em 24 pacientes: 11 casos de tumor primário de pulmão, 4 câncer metastático de pulmão, 5 câncer gástrico e 1 caso de cada um dos seguintes tipos de câncer: colon, fígado, pâncreas e próstata. Houve resposta benéfica em 10/24 pacientes ou em 41,7% dos casos. Observou-se duas remissões completas: metástase pulmonar de câncer de mama e metástase de fígado de câncer gástrico.

Mecanismos de ação do Benzaldeído

  1. Aceptor de íons hidrogênio : bloqueio do motor da mitose
  2. Inibe fases G1,S e G2 do ciclo celular
  3. Inibe a síntese do DNA
  4. Aumenta número e atividade das células natural “killer”
  5. Aumenta a termo-sensibilidade do tumor e evita a termo-tolerância
  6. Suprime a super-expressão do oncogene c-myc
  7. Inibe a função da oncoproteína Ras
  8. Aumenta a expressão do gene p53 – supressor tumoral
  9. Interrompe a via P46 da mitose
  10. Inibidor da tirosinase
  11. Indiretamente : aumento da atividade da glicose-6-fosfatodehidrogenase (G6PD)
    Efeitos com agente oxidante:
  12. acúmulo da proteína p53
  13. ativação da cascata das caspases
  14. ativação da deoxiribonuclease
  15. defosforilação da proteína retinoblastoma
  16. inibição da proteína-tirosina-kinase
  17. inibição da Cdc25 fosfatase
  18. inativação do cdK1
  19. inibição da expressão da proteína Bcl-2
  20. inibição do fator de transcrição nuclear NF-Kappa-B

 

Dicloroacetato de sódio - DCA


As mitocôndrias no câncer são hiperpolarizadas e têm baixa fosforilação oxidativa e ambas alterações são revertidas pelo DCA. Foi estudado o potencial transmembrana mitocondrial (PTM) em três linhagens de células malignas humanas: A549 (câncer de pulmão de células não pequenas), M059K (glioblastoma) e MCF-7 (câncer de mama) e comparadas com três linhagens de células não cancerosas também humanas: células epiteliais de vias aéreas , fibroblastos e músculo liso de artéria pulmonar. O dicloroacetato é um inibidor bem conhecido e muito estudado da PDH kinase (Bowker-1998 , Stacpoole-1989 , Knoechel-2006). A inibição da PDH kinase permite que somente as forças de ativação da PDH prevaleçam e assim o DCA abre as portas para a fosforilação oxidativa a qual inibe a glicólise anaeróbia brecando o motor da proliferação celular maligna. Recentemente foi demonstrado que o DCA é capaz de reverter as alterações elétricas e metabólicas encontradas em vários tipos de câncer humano, tais como a hiperpolarização da membrana mitocondrial , a ativação do NFAT1 e a baixa expressão dos canais de K+ - Kv 1.5 provocando drástica apoptose e culminando na diminuição do crescimento tumoral (NFAT1 : fator nuclear de ativação dos linfócitos T). Estes efeitos que acontecem tanto in vitro como in vivo foram demonstrados por Evangelos Michelakis e colaboradores e publicados em janeiro de 2007 (Bonnet S , Michelakis ED-2007) O DCA induz apoptose e diminui o crescimento tumoral “in vivo” Em ratos atímicos foram implantados no subcutâneo células A549 do tumor de pulmão de células não pequenas. Os ratos tiveram acesso livremente à água com ou sem DCA. O consumo de DCA variou de 50-100 mg/Kg/dia que é a dose empregada em clínica no tratamento da acidose lática.Vinte e um ratos foram divididos em três grupos e seguidos por 5 semanas:

a- controles não tratados (n=5) ,
b- DCA-prevenção (n=8) que receberam o DCA antes da implantação do tumor
c- DCA-tratamento (n=8) que receberam o DCA 2 semanas após a implantação do tumor por 3 ou mais semanas.

Os ratos não tratados desenvolveram o tumor rapidamente com um aumento exponencial de crescimento. Os grupos b e c , que receberam o DCA apresentaram significante diminuição do tamanho tumoral verificada na necropsia. A diminuição do crescimento do tumor se associou com intensa apoptose e diminuição da proliferação celular. Houve aumento da expressão dos canais Kv1,5 e diminuição da expressão da survivina.

Em outro grupo agora com 18 ratos verificou-se se o DCA era realmente eficaz em tumores mais avançados e foram seguidos por 12 semanas:

A-controles não tratados ( n=6)
B-prevenção –DCA (n=6) : O DCA foi administrado no momento da inoculação do tumor
C-tratamento – DCA (n=6) : O DCA foi administrado dez semanas após a inoculação do tumor por 12 semanas.

No grupo B os tumores foram significantemente menores que no grupo A em todos os ratos.

No grupo C o DCA inibiu o crescimento tumoral imediatamente , encontrando-se significante diminuição já na primeira semana de tratamento. Não se observou nenhum efeito tóxico , avaliado por várias dosagens bioquímicas: hemoglobina, creatinina, TGP , etc.


Ácido gamalinolenico - GLA

Jiang em 1995 mostrou que o ácido gamalinolênico (GLA) aumenta a expressão da E-caderina em muitos tipos de células tumorais humanas, incluindo o câncer de pulmão, mama, colon, melanoma e fígado. Os níveis elevados de E-caderina estão associados com o aumento da agregação celular e a redução da invasão celular in vitro. O ácido linoleico , o araquidonico e o EPA , não modificam a E- caderina. Outras substâncias que aumentam a expressão da E-caderina ao lado do ácido gamalinolenico ,são: o ácido cis retinóico, o 17 beta estradiol, o tamoxifeno , a relaxina e o aumento de cálcio sérico. Mesmo em tumores que não expressam a E-caderina o GLA regula a adesão celular mediada pelo desmossoma o que aumenta a adesão célula a célula impedindo o seu desgarramento e a conseqüente metástase.

Sêlenio

Lanfear em 1994 mostrou que o selenito de sódio aumenta a expressão da proteína p53 e assim induz à apoptose. A proteina p53 é um supressor tumoral que inibe a proliferação das células malignas por interferir no ciclo celular e na apoptose. Lu em 1994, verificou que o selenito de sódio aumenta a atividade da endonuclease a qual provoca a clivagem do DNA e a conseqüente apoptose das células malignas. Entretanto a apoptose pode ser desencadeada independentemente de lesão do DNA e mesmo em células que não possuam o fenotipo p53, pois descobriu-se que várias substâncias que possuem selênio na sua estrutura, inibem fortemente a cdK2 e a proteína kinase C (PKC), provocando a parada do ciclo celular e a morte celular.

Alho

O dialil disulfude ( DADS ), um componente do alho ( Allium sativum) exerce potente atividade quimiopreventiva contra o câncer de pulmão, colon e pele. Estudos epidemiológicos mostram que o aumento do consumo de alho está intimamente relacionado com a redução da incidência de câncer. Kwon em 2001 mostrou que o DADS induz apoptose nas células leucêmicas humanas HL-60 em concentrações de apenas 25 micromol. O DADS promove estresse oxidativo pelo aumento da produção intracelular de H2O2 , o qual ativa a caspase-3, a qual promove a clivagem do PARP ( poli-ADP-ribose-polimerase ), do ACAD e de estruturas proteicas como a actin, a fodrin e a lamin . Todos esses eventos culminam na fragmentação do DNA com a consequente apoptose. Nas pessoas que ingerem alho cru se forma o DADS e um composto alil mercaptano. No alho cozido encontramos o DADS e o dialil sulfide que é reduzido a alil mercaptano no sangue. O alil mercaptano ativa a caspase-3 em concentração relativamente mais baixa ( 5 micromol ) do que o DADS ( 25 micromol ) . No óleo de alho encontramos 60 % de DADS.

Acerola

Effect of acerola cherry extract on cell proliferation and activation of ras signal pathway at the promotion stage of lung tumorigenesis in mice.
J Nutr Sci Vitaminol ( Tokyo ). 2002 Feb;48(1):69-72.
Nagamine I, Akiyama T, Kainuma M, Kumagai H, Satoh H, Yamada K, Yano T, Sakurai H Japan. The present study was undertaken to estimate the effect of acerola cherry extract (ACE) pretreatment on cell proliferation and the activation of Ras signal pathway at a promotion stage of lung tumorigenesis in mice treated with 4-(methylnitrosamino)-1-(3-pyridyl)-1-butanone (NNK). Pretreatment with ACE (dose, 70mg/kg body weight and 700 mg/kg body weight) inhibited increases in the levels of proliferating nuclear cell antigen and ornithine decarboxylase at the promotion stage. This treatment of ACE also suppressed the activation of Ras signal pathway at the same stage. These results suggest that ACE regulates abnormal cell growth at the promotion stage of lung tumorigenesis in mice treated with NNK as a result of suppression of the initiation stage.

Agrião (watercress)

O Agrião protege contra o câncer de pulmão provocado pelo cigarro

Effects of watercress consumption on metabolism of a tobacco-specific lung carcinogen in smokers.
Cancer Epidemiol Biomarkers Prev. 1995 Dec;4(8):877-84
Hecht SS, Chung FL, Richie JP Jr, Akerkar SA, Borukhova A, Skowronski L, Carmella SG. USA . Epidemiological studies indicate that vegetable consumption protects against lung cancer in humans, but the protective constituents have not been identified. Phenethyl isothiocyanate (PEITC), which is release upon chewing of watercress (nasturtium officinale), is a chemopreventive agent against lung cancer induced by the tobacco-specific lung carcinogen 4- (methylnitrosamino)-1-(3-pyridyl-1-butanone (NNK) in rats and mice. PEITC inhibits the carcinogenicity of NNK by inhibiting its metabolic activation and thereby increasing the levels of detoxified metabolites excreted in urine. In this study, our goal was to determine whether watercress consumption would modify NNK metabolism in smokers. Eleven smokers maintained constant smoking habits and avoided cruciferous vegetables and other sources of isothiocyanates throughout the study. They donated 24-h urine samples on 3 consecutive days (baseline period). One to 3 days later, they consumed 2 ounces (56.8 g) of watercress at each meal for 3 days and donated 24-h urine samples on each of these days (watercress consumption period). One and 2 weeks later, they again donated 24-h urine samples on 2-3 consecutive days (follow-up periods). The samples were analyzed for two metabolites of NNK; 4-(methylnitrosamino)-1-(3-pyridyl)-1-butanol (NNAL) and [4-methylnitrosamino)-1-(3-pyridyl)but-1-yl]-beta-omega-D-glucosiduro nic acid (NNAL- Gluc). NNAL-Gluc is believed to be a detoxification product of NNK. The urine samples were also analyzed for PEITC-NAC, a metabolite of PEITC. Minimum exposure to PEITC during the watercress consumption period averaged 19-38 mg/day. Seven of the 11 subjects had increased levels of urinary NNAL plus NNAL-Gluc on days 2 and 3 of the watercress consumption period, compared to the baseline period. Overall, the increase in urinary NNAL plus NNAL-Gluc in this period was significant [mean +/- SD 0.924 +/- 1.12 nmol/24 h (33.5%); P < 0.01]. Urinary levels of NNAl plus NNAL-Gluc returned to near baseline levels in the follow-up periods. The percentage of increase in urinary NNAL plus NNAL-Gluc during days 2 and 3 of the watercress consumption period correlated with intake of PEITC during this period, as measured by total urinary PEITC-NAC (r = 0.62; P = 0.04). The results of this study support our hypothesis that PEITC inhibits this oxidative metabolism of NNK in humans, as seen in rodents, and support further development of PEITC as a chemopreventive agent against lung cancer. This is the first study to report an effect of vegetable consumption on metabolism of a lung carcinogen in humans.

Alecrin de Jardim - Rosmarinus officinalis L

Rosemary components inhibit benzo[a]pyrene-induced genotoxicity in human bronchial cells.
Carcinogenesis. 1995 Sep;16(9):2057-62.
Offord EA, Mace K, Ruffieux C, Malnoe A, Pfeifer AM.
The commonly used spice and flavouring agent, rosemary, derived from the leaves of the plant Rosmarinus officinalis L., displays antioxidant properties in foods and in biological systems. Moreover, in animal models rosemary components were found to inhibit the initiation and tumour promotion phases of carcinogenesis. In this work, we studied the mechanisms by which rosemary components block initiation of carcinogenesis by the procarcinogen benzo[a]pyrene (B[a]P) in human bronchial epithelial cells (BEAS-2B). Whole rosemary extract (6 micrograms/ml) or an equivalent concentration of its most potent antioxidant constituents, carnosol or carnosic acid, inhibited DNA adduct formation by 80% after 6 h co-incubation with 1.5 muM B[a]P. Under similar conditions, cytochrome P450 (CYP) 1A1 mRNA expression was 50% lower in the presence of rosemary components, and CYP1A1 activity was inhibited 70-90%. The observed reduction of DNA adduct formation by rosemary components may mostly result from the inhibition of the activation of benzo[a]pyrene to its ultimate metabolites. Carnosol also affected expression of the phase II enzyme glutathione-S-transferase which is known to detoxify the proximate carcinogenic metabolite of B[a]P. Treatment of BEAS-2B cells with carnosol (1 microgram/ml) for 24 h resulted in a 3- to 4-fold induction of GST pi mRNA. Moreover, expression of a second important phase II enzyme, NAD(P)H: quinone reductase, was induced by carnosol in parallel with GST pi. Therefore, rosemary components have the potential to decrease activation and increase detoxification of an important human carcinogen, identifying them as promising candidates for chemopreventive programs.

Não vamos desistir desta luta.
No mundo não há fracassados e sim desistentes
Confúcio


Referências Bibliográficas

Os autores citados neste trabalho são encontrados nos trabalhos de revisão do autor e estão elencados na “Biblioteca de Câncer” e “Biblioteca de Doenças” da Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar , no site : www.medicinacomplementar.com.br

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  7. Felippe JJ . Em Busca do Mecanismo de Ação Único para o Tratamento das Doenças: Energia Livre - ATP. Um ensaio teórico com evidências experimentais. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Janeiro. Tema do mês de maio de 2003.
  8. Felippe JJ. Estratégia terapêutica de indução de apoptose, de inibição da proliferação celular e de inibição da angiogênese com a oxidação intratumoral das células cancerosas. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer – 2004.
  9. Felippe JJ . Eficácia da indução oxidante intracelular e da aplicação de radio freqüência no tratamento do câncer : Estratégia Química e Física. . Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer – 2004.
  10. Felippe JJ. Estratégia terapêutica de indução de apoptose, de inibição da proliferação celular e de inibição da angiogênese com a oxidação intratumoral, provocada por nutrientes pro-oxidantes . Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer – 2004.
  11. Felippe JJ. Estratégia Oxidante Nutricional AntineoplásicaRevista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer – 2004.
  12. Felippe JJ. O Controle do Câncer com um Método Muito Simples e Não Dispendioso : Provocar a Hiperpolarização celular com Dieta Pobre em Sódio e Rica em Potássio. Estratégia Química e Física. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar. www.medicinacomplementar.com.br. Tema do mês de janeiro de 2004.
  13. Felippe JJ. Tratamento do Câncer com medidas e drogas que Inibem o fator nuclear NF-kappaB. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar. www.medicinacomplementar.com.br. Tema do mês de fevereiro de 2004.
  14. Felippe JJ. Substância Fundamental: Elo Esquecido no Tratamento do Câncer. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar. www.medicinacomplementar.com.br. Tema do mês de março de 2004.
  15. Felippe JJ. Tratamento do Câncer com Medidas e Drogas que Acordam Genes Silenciados pela Metilação das ilhas CpG do DNA. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar. www.medicinacomplementar .com.br. Tema do mês de abril de 2004.
  16. Felippe JJ. Fluidez da Membrana: possivelmente o ponto mais fraco das células malignas. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar. www.medicinacomplementar.com.br. Tema do mês de maio de 2004.
  17. Felippe JJ. Desacetilação como mecanismo de controle epigenético do Câncer : Inibição da Proliferação Celular Maligna, Aumento da Diferenciação Celular e Aumento da Apoptose. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar. www.medicinacomplementar.com.br. Tema do mês de julho de 2004.
  18. Felippe JJ. Metabolismo da Célula Tumoral - Câncer como um Problema da Bioenergética Mitocondrial : Impedimento da Fosforilação Oxidativa - Fisiopatologia e Perspectivas de Tratamento. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar. www.medicinacomplementar.com.br. Tema do mês de agosto de 2004.
  19. Felippe JJ. Metabolismo das Células Cancerosas: A Drástica Queda do GSH e o Aumento da Oxidação Intracelular Provoca Parada da Proliferação Celular Maligna, Aumento da Apoptose e Antiangiogênese Tumoral Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar. www.medicinacomplementar.com.br. Tema do mês de setembro de 2004.
  20. Felippe JJ . Estratégia Oxidante Nutricional Antineoplásica . Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Janeiro. Tema da semana de 30/10/04.
  21. Felippe JJ . Bloqueadores dos canais de cálcio - mais um classe de drogas perigosas para a saúde : podem provocar câncer. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema da semana de 04/11/04.
  22. Felippe JJ . Nicotinamida : Relevante papel na prevenção e no tratamento da carcinogênese humana, porque regula o NAD+ celular . Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema da semana de 27/12/04.
  23. Felippe JJ . Direito de Tratar o Paciente como um Ser Humano Único e Individual
    Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Janeiro. Tema do mês de Janeiro de 2005.
  24. Felippe JJ . Estratégia Terapêutica para induzir a oxidação intratumoral, inibir o NF-kappaB, aumentar a fluidez de membrana, demetilar o DNA, acetilar o DNA, ativar a delta-6 desaturase e aumentar a oxigenação tissular para provocar : apoptose, inibição da proliferação celular e inibição da angiogênese das células transformadas. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Janeiro. Tema da semana de 03/01/05.
  25. Felippe JJ. Estão Contra Indicados nos Pacientes com Câncer .Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema da semana de 17/01/05.
  26. Felippe JJ. A hipoglicemia induz citotoxidade no carcinoma de mama resistente à quimioterapia. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar. www.medicinacomplementar.com.br. Tema do mês de fevereiro de 2005.
  27. Felippe JJ . Micronutrientes e Elementos Traço no Câncer. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema da semana de 21/02/2005.
  28. Felippe JJ Tocotrienol: vitamina "E" com efeito anti câncer de mama .Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema da semana de 07/03/05.
  29. Felippe JJ. A hiperinsulinemia é importante fator causal do câncer e o seu controle possui valor na prevenção e tratamento desta doença metabólica ou O Pão branco : o assassino oculto. Revista Eletrônica da Associação Brasileira Medicina Complementar . www.medicinacomplementar .com.br. Tema do mês de abril de 2005.
  30. Felippe JJ. A insulinemia elevada possui papel relevante na fisiopatologia do infarto do miocárdio, do acidente vascular cerebral e do câncer. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar. www.medicinacomplementar.com.br. Tema do mês de abril de 2005. 01/04/05
  31. Felippe JJ . Prevenção de Infecção Hospitalar com o Imunoestimulante: Glucana Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Doenças. Tema da semana de 04/04/05.
  32. Felippe JJ. O pão branco, a farinha branca e os doces facilitam o aparecimento do câncer . Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Maio – 2005.
  33. Felippe, J.J. Câncer: população rebelde de células esperando por compaixão e reabilitação. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar . www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema da semana de 16/05/05.
  34. Felippe JJ . Medicina Arte de Prevenir . Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Doenças. Tema da semana de 23/05/05.
  35. Felippe JJ. Os antioxidantes diminuem a eficácia da quimioterapia anticâncer. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer.Tema da semana de 30/05/05
  36. Felippe JJ . O Fator de Crescimento Semelhante à Insulina (IGF-I) aumenta a proliferação celular, diminui a apoptose das células malignas, promove a angiogênese tumoral e facilita o aparecimento e a manutenção de vários tipos de câncer. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema do mês de Agosto - 2005.
  37. Felippe JJ Hiperplasia endometrial atípica e hiperinsulinismo .Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema da semana de 01/08/05.
  38. Felippe JJ. O álcool perílico e as limoninas são agentes anticâncer: diminuem a proliferação celular, aumentam a apoptose, diminuem a neoangiogênese tumoral e induzem a diferenciação celular . Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema da semana de 08/08/05.
  39. Felippe, JJ. A vitamina B1 – tiamina – é contra indicada no câncer porque aumenta a proliferação celular maligna via ciclo das pentoses : contra-indicação formal. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema da semana de 15/08/05
  40. Felippe JJ . Somatostatina: efeitos anticâncer ligados ao seu papel no metabolismo dos carboidratos porque ela inibe as enzimas glicose-6-fosfatodehidrogenase e transcetolase . Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema da semana de 22/08/05 .
  41. Felippe JJ A Insulina Exógena Aumenta a Eficácia da Quimioterapia no Câncer: IPT - Insulin Potentiation Therapy . Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Dezembro -2005.
  42. Felippe JJ .Todos nós temos o poder de curar a nós mesmos. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema do mês de Janeiro de 2006.
  43. Felippe JJ . Sintomas de deficiência de Ácido Graxo Omega- 3 e fontes alimentares. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema da semana de 24/04/06.
  44. Felippe JJ. Efeitos da vitamina K no câncer : indução de apoptose e inibição da proliferação celular maligna . Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema da semana de 01/05/06.
  45. Felippe JJ Inflamação Crônica Subclínica - Peste Bubônica do Século XXI - Mecanismo Intermediário da Maioria das Moléstias que Afligem a Humanidade
    Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema do mês de Maio de 2006.
  46. Felippe JJ . Selênio: diminui a proliferação celular maligna, inibe a angiogênese tumoral e provoca apoptose. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer.Tema da semana de 08/05/06
  47. Felippe JJ. Efeitos da deficiência de cobre no câncer : antiangiogênese . Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema da semana de 26/05/06
  48. Felippe JJ. Efeitos do vanádio no câncer: indução de apoptose e inibição da proliferação celular maligna . Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema da semana de 01/06/06.
  49. Felippe JJ. Efeitos da vitamina B12 ( hidroxicobalamina) no câncer: indução de apoptose . Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema da semana de 05/06/06.
  50. Felippe JJ. Efeitos da vitamina D no câncer: indução da apoptose, inibição da proliferação celular maligna e antiangiogênese Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema da semana de 12/06/06.
  51. Felippe JJ. Efeito dos Ácidos Graxos Poli Insaturados no câncer: indução de apoptose, inibição da proliferação celular e antiangiogênese. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema da semana de 19/06/06
  52. Felippe JJ . Naltrexone e câncer. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema da semana de 23/10/06.
  53. Felippe JJ . Disulfiram e câncer.Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema da semana de 30/10/06.
  54. Felippe JJ. Benzaldeído e Câncer : leucemia mielocítica aguda, linfoma maligno, mieloma múltiplo, leiomiosarcoma e carcinomas de língua, parótida, pulmão, mama, esôfago, estomago, fígado, pâncreas, colon, reto, rins, cérebro, bexiga e seminoma de testículo. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar . www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema do mês de novembro de 2006.
  55. Felippe. JJ . Molibdênio e Câncer. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer Tema da semana de 06/11/06.
  56. Felippe JJ. Ácido linoleico conjugado (CLA) e câncer: inibição da proliferação celular maligna, aumento da apoptose e diminuição da neoangiogênese tumoral. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer.Tema da semana de 13/11/06
  57. Felippe JJ . Óleo de peixe ômega-3 e câncer : diminuição da proliferação celular maligna, aumento da apoptose, indução da diferenciação celular e diminuição da neoangiogênese tumoral. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema da semana de 20/11/06.
  58. Felippe, JJ. Genisteína e câncer : diminui a proliferação celular maligna, aumenta a apoptose, suprime a neoangiogênese e diminui o efeito dos fatores de crescimento tumoral. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar . www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema da semana de 27/11/06.
  59. Felippe JJ . Glicose-6-fosfatodehidrogenase (G6PD) e câncer : a inibição da enzima diminui drasticamente a proliferação celular maligna, aumenta a apoptose e suprime os efeitos de fatores de crescimento tumoral. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer . Tema do mês de Dezembro-2006.
  60. Felippe JJ . Alcaçuz (Glycyrrhiza glabra) e câncer : inibição da proliferação celular maligna com aumento drástico da apoptose . Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer . Tema do mês de janeiro de 2007.
  61. Felippe JJ . Tratamento nutricional e endócrino do câncer: benefícios da integração do médico clínico com o oncologista. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer . Tema do mês de fevereiro de 2007.
  62. Felippe JJ . Proposta de dieta inteligente para o tratamento coadjuvante do câncer Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer . Tema do mês de março de 2007.
  63. Felippe JJ . Dicloroacetato e Câncer: Aumenta a Apoptose e Diminui a Proliferação Celular Maligna . Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema do mês de maio de 2007.
  64. Felippe JJ. Câncer: Tratamento com Radio Freqüência e Oxidação Sistêmica. Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar. www.medicinacomplementar.com.br. Tema do mês de junho de 2007.
  65. Paula Viñas e Felippe JJ . Plantas que auxiliam no tratamento do câncer . Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema da semana de 12/12/05.
  66. Paula Viñas e Felippe JJ . Plantas com efeito na prevenção do câncer . Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Tema da semana de 12/12/05.
  67. Paula Vinãs e Felippe JJ. Plantas que possuem efeito antagonista dos canais de cálcio.Revista Eletrônica da Associação Brasileira de Medicina Complementar, www.medicinacomplementar.com.br . Biblioteca de Câncer. Janeiro. Tema da semana de 28/11/06.
  68. Congresso de Hipertermia – outubro de 1998. Vide www.medicinacomplementar.com.br . Setor « Biblioteca de câncer
  69. Congresso de Hipertermia – setembro de 1999. Vide www.medicinacomplementar.com.br. Setor « Biblioteca de câncer
  70. Congresso de Hipertermia – outubro de 2002. Vide www.medicinacomplementar.com.br. Setor « Biblioteca de câncer.

 

   

 

 

 

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