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A. Tenenbaum ( traduzido por JFJ)
Estudos recentes sugerem que o uso de diuréticos por longo tempo pode se associar com o aumento do risco de carcinoma renal. Este carcinoma não é um câncer comum, mas compartilha fatores de risco com o câncer colo-retal. Neste estudo os autores testaram a hipótese da terapia diurética de longo prazo, 5,6 anos, estar associada com o aumento da mortalidade por câncer colo-retal.
Pacientes e Métodos:
O estudo envolveu 14.166 pacientes com idade variando entre 45 e 74 anos que apresentaram infarto do miocárdio e ou angina estável no passado e que pertenceram ao estudo de prevenção do infarto com bezafibrato (estudo BID). Neste estudo, 2.153 pacientes receberam diuréticos e 12.013 não receberam.
Resultados:
Durante o seguimento de 5,6 anos, 139 (6,5%) novos casos de câncer foram diagnosticados no grupo tratado com diuréticos comparado com 622 (5,2%) no grupo não recebendo diuréticos (p = 0,02 e portanto significante). A mortalidade por câncer de colon foi marcantemente alta no grupo tratado com diuréticos (0,1 vs 0,5% , p = 0,001) , enquanto a mortalidade para outros tipos de câncer não foram documentadas (possivelmente também foram maiores).
A análise multivariada, procedimento estatístico de grande valor, identificou os diuréticos como fator independente de maior incidência e de fator independente de maior risco de morte por câncer de colon (índice de confidencia de 95%).
Conclusão:
O uso de diuréticos por longo tempo pode se associar com o aumento da incidência e da mortalidade por câncer colo-retal.
Referência: Tenenbaum A , Grossman E , Fisman EZ , Adler Y , Boyko V , Jonas M , Behar S , Motro M and Reicher-Reiss H. feito em Israel e publicado: J Hum Hypertens. , 15(6):373-9 , 2001.
Nota do tradutor: O uso de diuréticos aumenta a excreção de potássio e de magnésio, além de outros eletrólitos. Os médicos se lembram de repor potássio mas, se esquecem do magnésio, e o paciente apresenta câimbras e tremores e vemos aumentar o aparecimento de arritmias , algumas fatais. Por outro lado, vemos neste trabalho o aumento da incidência e mortalidade por câncer, possivelmente pela perda de um forte estruturador da água intracelular. A perda de magnésio aumenta a desestruturação da água o que prepara o terreno para o aparecimento dos mais variados tipos de câncer ( Felippe JJ. Água : vida – saúde – envelhecimento – doença – morte. Tema do mês de fevereiro de 2008. Revista eletrônica da ABMC; www.medicinacomplementar.com.br)
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