Tema do Mês de
Julho de 2004
Desacetilação como mecanismo
de controle epigenético do câncer: inibição da
proliferação celular maligna, aumento da diferenciação
celular e aumento da apoptose.
José de
Felippe Junior Introdução
| Inibidores | Perspectivas
| Bibliografia
Eventos epigenéticos são alterações na expressão
dos genes sem a mudança da seqüência dos códigos
do DNA, isto é , sem mutação. Tais eventos são
considerados por muitos pesquisadores como a força chave no desenvolvimento
do câncer , porque as alterações do epigenoma ocorrem
em todos os estágios da formação dos tumores, incluindo
as fases precoces e cada vez mais têm sido reconhecidos como o principal
mecanismo envolvido no silêncio de genes supressores de tumor.
A grande importância das alterações epigenéticas
reside no fato, de que elas podem ser revertidas pelo emprego de pequenas
moléculas, constituindo-se assim em alvos promissores para o desenvolvimento
de drogas ou procedimentos dietéticos para a prevenção
e o tratamento do câncer.
São duas as alterações epigenéticas de controle
transcricional: a metilação do DNA e a desacetilação
das proteinas histonas do DNA. Essas duas vias de controle do epigenoma
, estão integralmente ligadas.
O segundo principal mecanismo de controle transcricional , é a
desacetilação das proteinas histonas.
As proteinas histonas, servem como blocos de construção
para empacotar o DNA eucariótico em unidades de nucleosoma repetitivos
que são dobrados em fibras de cromatina de alta ordem. A estrutura
da cromatina desempenha importante papel na regulação da
expressão dos genes. Cromatina contendo lisinas hipoacetiladas
nas histonas, possui uma estrutura compacta que é repressiva para
a transcrição. Os inibidores das histona-desacetilases,
provocam a acetilação das histonas e convertem a cromatina
em uma estrutura aberta, ativando vários genes que inibem o crescimento
tumoral.
As histonas são susceptíveis a vários tipos de modificações
post-translacionais na sua cauda amino-terminal: acetilação,
metilação, fosforilação e ubiquitinação.
A acetilação, a mais extensivamente estudada, é controlada
por duas famílias de enzimas: as histonas-acetiltransferases (acetiladoras)
e as histonas- desacetilases (desacetiladoras).
Estudos de 1970, indicam que a cromatina ativa é a hiperacetilada
enquanto se torna inativa quando é desacetilada (ou metilada).
A acetilação está associada com a remodelação
do nucleosoma e com a ativação da transcrição,
enquanto que a desacetilação se associa com a repressão
da transcrição, via condensação da cromatina.
Os ativadores da transcrição se ligam e recrutam a família
de enzimas histona-acetiltransferases (acetilação), enquanto
os repressores da transcrição interagem com a família
de enzimas histona-desacetilases (desacetilação).
| Inibidores da Família das Histona-Desacetilases
( HDI ) |
 |
Os inibidores das histona-desacetilases ( HDI ),
provocam o acúmulo de histonas acetiladas. Este aumento da acetilação
das histonas acarreta o aumento da expressão de genes aberrantemente
silenciados e consequentemente diminuem a proliferação celular
maligna, aumentam o grau de maturação celular (diferenciação)
e aumentam a apoptose das células malignas.
Os inibidores das histona-desacetilases, provocam a parada do ciclo celular
na fase G1 e ou G2 do ciclo celular, apoptose e ou diferenciação
terminal de células transformadas em meios de cultura.
Na verdade os HDI possuem um elenco de atividades antitumorais tanto
diretas, como a indução da parada do ciclo celular, o estímulo
da diferenciação celular e o aumento da apoptose, quanto
indiretas, inibindo a angiogênese tumoral.
A atividade destas substâncias sobre a proliferação
maligna, foram demonstradas em uma grande variedade de células
tumorais humanas incluindo:
- linhagem de células de tumores sólidos: mama, próstata,
pulmão, colo-reto, neuroblastoma, gliomas e bexiga.
- linhagem de células hematológicas: linfomas, leucemias
e mieloma múltiplo.
As histona-desacetilases são constituídas por 3 diferentes
classes: I , II e III . A revisão de Kelly e colaboradores de 2002,
mostra o local que cada uma dessas enzimas agem nos diferentes cromossomas.
Os seus inibidores mostram largo espectro de atividade e geralmente são
capazes de inibir 10 ou mais enzimas da classe I e II.
É importante ressaltar que as células tumorais são
muito mais sensíveis à inibição da proliferação
e à apoptose do que as células normais e que somente 2 a
14% dos genes são atingidos pela acetilação.
Os inibidores das histona-desacetilases, podem ser naturais ou sintéticos.
Eles possuem estruturas diversas indo de compostos muito simples (butirato),
até compostos bem complexos como o ácido hidroxamico (ácido
suberoil-anilido-hidroxamico ou SAHA).
A estrutura dos compostos que inibem as histona-desacetilases, incluem:
- ácidos graxos de cadeia curta: derivados do ácido butírico
e ácido valpróico
- ácidos hidroxamicos: SAHA, piroxamida, TSA, ácido cinamico-bishidroxamico
e scriptaid.
- tetrapeptídeos cíclicos: trapoxin, apicidin e depsipeptídeo
- benzamidas: MS-275 e outros
Os compostos derivados do ácido hidroxamico são ativos
em concentrações nanomolares e sub-nanomolares em estudos
in vitro ,com células transformadas.
O mecanismo mais simples e quase dogmático para explicar os efeitos
antitumorais dos HDI , residem na transcrição gênica,
porém, isto não foi rigorosamente provado e já se
comprovaram outros mecanismos de ação destas substâncias.
Os HDI Induzem Diferenciação na Leucemia Aguda
Na leucemia aguda, onde a expressão alterada do gene está
claramente relacionada ao início e à progressão da
doença, o cessar da repressão transcricional possui efeitos
clínicos benéficos.
Os HDI como Monoterapia Induzem à Parada do Ciclo Celular, Maturação
Celular e Mudanças na Expressão do Gene
O tratamento de linhagens de células tumorais com inibidores das
histona-desacetilases, frequentemente induzem à parada do ciclo
celular em G1 e diferenciação celular (maturação).
Esses efeitos se correlacionam com a ativação trancricional
do CDK-N1A, que codifica o inibidor p21 do CDK de uma forma independente
do p53 (Johnstone-2003). O aumento da expressão do gene p21 é
um importante fator de inibição da proliferação
das células transformadas. Células desprovidas de p21 são
resistentes aos efeitos dos HDI.
A parada do ciclo celular pelos HDI , pode também ser mediada
pela expressão alterada das ciclinas A, D e p27, resultando na
diminuição da atividade da cdk4 e da cdk2. São conhecidos
ainda outros mecanismos inibidores do crescimento que induzem outros tipos
de genes que regulam o ciclo celular.
Existem outros substratos dos inibidores das histona-desacetilases, ao
lado das proteinas histona:
- Proteina Retinoblastoma pRB . A acetilação da pRB
impede a sua fosforilação pelas cdks (kinases dependentes
das ciclinas) o que leva ao bloqueio do ciclo celular.
- Outros fatores de transcrição . Os inibidores das histona-desacetilases
também age em outros fatores de transcrição nucleares,
incluindo: p53, E2F, GATA1 , IIE e IIF .
- Outro gene afetado é o TBP2, que regula a tioredoxina. O SAHA,
inibidor derivado do ácido hidroxamico, aumenta a expressão
do TBP2, o qual se liga à tioredoxina e inativa esta importante
proteina que regula a oxi-redução. Desta forma a célula
fica mais susceptível ao estresse oxidativo e como já
descrevemos em outros artigos, a oxidação da célula
maligna provoca diminuição da proliferação
celular e ativa fortemente a apoptose .
Mecanismo Alternativo de Indução da Apoptose
Os inibidores das histona-desacetilases induzem apoptose das células
cancerosas pela sua habilidade de ativar genes pró apoptóticos
, como o Fas e o Bak, sugerindo mecanismo de regulação transcricional.
Entretanto a apoptose pode vir por outras vias que não a expressão
gênica:
- Os HDI podem promover a acetilação do centrômero
e provocar segregação anormal dos cromossomas, o que provocará
mitose aberrante e parada do ciclo celular, lesão do DNA e finalmente
, apoptose.
- Os HDI podem ativar a via calpaina/mitocondrial que desencadeia a
apoptose.
A seguir vamos transcrever um elenco de mecanismos pelos quais os inibidores
das histona-desacetilases podem funcionar na terapia do câncer:
I- Inibição da Proliferação Celular
- aumento da resposta de receptores nucleares levando à diferenciação
- reversão da repressão por fusão de fatores de
transcrição
- indução do p21, parada do ciclo celular em G1 e diferenciação
celular
- reativação de genes supressores de tumor, que estavam
silenciados: em conjunto com os agentes inibidores das DNA metil-transferases
- supressão da expressão gênica da telomerase
II- Indução de Apoptose
- ativação da apoptose dependente da calpaina/mitocondria
- ativação e ou sensibilização do receptor
da morte celular
- disfunção mitótica, segregação
cromossomica aberrante e lesão do DNA, devido à acetilação
do centromero
- indução da topoisomerase II alterando a sensibilidade
do DNA a vários agentes
III- Outros mecanismos
- alteração da sinalização angiogênica,
inibindo a angiogênese tumoral
- alteração da função dos microtubulos
- indução de antigenos MHC na superfície celular,
para aumentar a resposta imune
- supressão da expressão gênica mediada pela IL-2
| Perspectivas |
 |
Os efeitos trancricionais dos inibidores das histona-desacetilases,
são apenas uma faceta das suas ações. O uso de tais
substâncias são promissoras na leucemia, porém seus
efeitos sobre as células de tumores sólidos são pleiotrópicos
com efeitos na diferenciação, na parada do crescimento e
na apoptose, além de inibirem a angiogênese tumoral. Nos
tumores sólidos a transcrição possivelmente não
seja o alvo principal desses inibidores e o mais importante seja na verdade
a acetilação dos centromeros induzindo mitose aberrante
com a conseqüente apoptose.
Os plenos efeitos da estratégia acetiladora , somente serão
conseguidos com a presença do exército de substâncias
demetiladoras , agindo em outros flancos de ataque às células
malignas. Desta forma teremos a ação conjunta dos dois mecanismos
chaves que governam o epigenoma das células tumorais.
As células transformadas , caracterizadas pela inapropriada proliferação
celular, exibem instabilidade de vários de seus componentes e cada
ano que passa , os pesquisadores vêm demonstrando que essas células
transformadas , não perdem necessariamente a capacidade de parar
a sua proliferação, se diferenciarem e sofrerem apoptose,
quando submetidas à terapêutica adequada.
Quando tentamos simplesmente matar as células malignas, ela lançam
mão de inúmeros mecanismos de defesa para sobreviver. Entretanto
quando usamos medidas que promovem a diferenciação celular,
cessa a necessidade de ativar os mecanismos de sobrevivência e assim
; as células malignas se diferenciam, tornam-se maduras e como
as células normais caminham para a natural apoptose, isto é,
morrem, são metabolizadas e se tornam substâncias químicas
rudimentares.
A estratégia epigenética, acordando genes silenciados é
uma das maneiras existentes, que proporciona a chance das células
malignas se regenerarem, se diferenciarem, se tornarem maduras e pertencerem
novamente à comunidade do organismo saudável.
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José de Felippe Junior
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