Genésio Pacheco da Veiga
José de Felippe Junior
Não se pode criticar e combater o que se desconhece
Genésio Pacheco da Veiga
Há 50 anos atrás enquanto o Dr. Genésio Pacheco da Veiga trabalhava no Rio de Janeiro com o objetivo de controlar a brucelose bovina, notou que os pacientes vacinados contra essa doença apresentavam também diminuição das dores articulares provocadas pela artrite reumatóide. Como um bom clínico dos velhos tempos, no qual a observação é uma das suas maiores qualidades, ficou muito intrigado com esse assunto. Começou a coletar mais dados, mudou o modo de administração da vacina, mudou as suas diluições, iniciou uma série exaustiva de extrações de endotoxina da bactéria que provoca a brucelose bovina e após alguns anos de intenso trabalho chegou à formulação que o satisfez. : alta eficácia em acabar com as dores ao lado da parada do processo evolutivo da doença.
Atualmente o Dr. Genésio nos seus quase 90 anos vive em Guarapari , no Espirito Santo e recebe pacientes do mundo inteiro. Ele é mais conhecido no exterior do que em seu próprio país. Nunca recebeu qualquer incentivo do governo para as suas pesquisas, mas apenas o descaso e ferrenhas críticas infundadas de arrogantes reumatologistas. Entretanto um pesquisador de vulto como o Dr. Genésio, médico abnegado, venceu a luta e conseguiu minimizar as dores dos pacientes que sofrem de artrite reumatóide, artrose, espondilite anquilosante, osteoartrite, gota, lesão por esforço repetitivo (LER), artrite psoriática, esclerodermia, esclerose sistêmica, dermatopolimiosite, polimiosite e lupus eritematoso sistêmico. Hoje é um homem feliz porque fez algo de muito precioso para a humanidade: encontrou um modo diferente de tratamento da inflamação , que hoje em dia é tida como a doença do século. A inflamação é o mecanismo intermediário de inúmeras moléstias, incluindo, mas, não se restringindo à aterosclerose , o câncer e as doenças degenerativas da idade.
Na literatura mundial alguns pesquisadores já haviam percebido a relação da artrite reumatóide e outras doenças reumáticas com a endotoxina da Brucella abortus e Brucella melitensis.
De fato, em 1957 Rejholec e colaboradores, injetaram endotoxina da brucela em um grupo de 900 crianças e verificaram títulos muito elevados de anticorpo anti brucela em um pequeno grupo. Todas as crianças foram avaliadas clinicamente no transcorrer de vários anos e os autores constataram o aparecimento de febre reumática apenas naquele pequeno grupo que havia desenvolvido o elevado título de anticorpos anti brucela.
Em 1961 Meiselas e colaboradores, utilizando endotoxina de Brucella abortus e melitensis verificaram que os títulos de anticorpos anti brucela eram significativamente mais elevados nos pacientes com artrite reumatóide quando comparado com controles normais e que este aumento corria paralelo ao aumento dos títulos de anticorpos de fixação de partículas do látex. Por ultracentrifugação do soro, os autores mostraram que esses dois tipos de anticorpos pertenciam à fração IgM - 19S.
Em 1988 Preza e colaboradores , pesquisadores cariocas, utilizaram a vacina do Dr. Genésio em ratos onde se provocou artrite experimental. Injetaram a cada 3 dias, endotoxina de Brucella abortus nas diluições: 1/500, 1/100, e 1/50 ou soro fisiológico a 4 grupos de ratos e após 30 dias, todos os animais foram inoculados com colágeno II para indução da artrite. Decorridas 4 semanas, todos os animais do grupo controle e aqueles que receberam a vacina a 1/500, apresentaram o estado artrítico, entretanto foi constatado algo notável : os ratos que receberam as vacinas nas diluições mais concentradas a 1/100 e a 1/50 não apresentaram a doença artrítica. Os autores concluíram que a vacina anti brucélica preveniu o aparecimento da artrite provocada pelo colágeno, forte agente agressor das articulações que provoca no rato uma artrite muito semelhante à dos seres humanos.
O presente trabalho baseia-se nas observações pioneiras de Pacheco da Veiga que notou há mais de 50 anos, melhoria da artrite reumatóide em pacientes vacinados contra a brucelose. Empregou-se neste estudo a vacina no seu estagio atual de desenvolvimento.
CASUÍSTICA E MÉTODOS
Durante o período de 1986 a 1989, 1750 pacientes com vários tipos de doenças reumáticas foram submetidos a vacina anti brucélica. Destes, 400 pacientes preenchiam os critérios de diagnóstico clássico de artrite reumatóide, de acordo com a classificação da Associação Americana de Reumatismo (American Council of Rheumatology) , isto é, todos pacientes incluídos neste estudo apresentavam os critérios de doença ativa e eram soropositivos para artrite reumatóide.
Em 1991 enviamos pelo correio formulários padronizados aos 400 pacientes e após somente 1 solicitação obtivemos 377 respostas (94%). O presente trabalho foi baseado nas respostas elaboradas por estes 377 pacientes.
A vacina anti brucélica foi preparada a partir da Brucella abortus e a endotoxina foi separada em 5 diluições: 1/5000, 1/1000, 1/500, 1/50 e 1/5.
A imunoterapia foi administrada por via intradérmica, 0.1 ml 4/4 dias, aumentando-se 0.1 ml cada 4 aplicações até atingir 0.4 ml por 4 vezes quando passava-se para o frasco imediatamente mais concentrado.
Após 4 a 6 meses do início da imunoterapia, iniciou-se as tentativas de diminuição dos anti-inflamatórios, dos corticosteróides e das drogas de ação lenta (sais de ouro, anti maláricos e imunosupressores)
RESULTADOS
Dos 377 pacientes que se submeteram a imunoterapia, 322 eram do sexo feminino (85%) e 55 do sexo masculino (15%). A idade variou de 21 a 80 anos.
A maioria dos pacientes apresentavam o diagnóstico de artrite reumatóide a mais de 5 anos, sendo que 37% deles a mais de 10 anos (quadro1).
Por ocasião do início da imunoterapia, 100% dos pacientes apresentavam dores articulares e a grande maioria se queixava de: rigidez matinal (84%), aumento do volume articular (84%), dor em articulações simétricas com calor e edema (82%), nódulos subcutâneos (53%) acrescidos de sintomas gerais como fadiga (75%), diminuição do apetite(42%) e febre (37%), apesar do uso de anti-inflamatórios não hormonais, corticosteróides e drogas de ação lenta (quadro 2).
Em 25% dos pacientes estavam acometidas de 1 a 2 articulações, em 33% de 3 a 4, em 18% de 5 a 7 e em 24% todas as articulações haviam sido atingidas pela doença (quadro 3) . A dor., avaliada pelo próprio paciente sem a interferência do médico, era de intensidade forte ou muito forte em 71.5% da população estudada ( quadro 4 ).
Imediatamente antes do início da imunoterapia, 41% dos pacientes apresentavam dificuldade em movimentar as mãos e o punho, em 29% a dificuldade era na deambulação, em 28% nos movimentos dos braços e pés e 23% não conseguiam flexionar os joelhos (quadro 5).
Nos meses que antecederam a imunoterapia até o seu início, 100% dos pacientes estavam recebendo anti inflamatórios não hormonais, 94% anti inflamatórios não hormonais e corticosteróides e 51% anti inflamatórios não hormonais, corticosteróides e drogas de ação lenta. Quase metade do grupo estudado já havia se submetido a infiltração de uma ou mais articulações (quadro 6).
O tratamento com anti inflamatórios, corticosteroides e drogas de ação lenta estava provocando efeitos colaterais em 84% dos pacientes (quadro 7), sendo que 57% deles apresentavam gastrite, 18% aumento de peso, 10% hemorragia digestiva , 7% úlcera gastro duodenal e 7% erupção cutânea (quadros 8).
A auto avaliação da melhoria clínica com o tratamento convencional mostrou o mau desempenho da terapêutica até então empregada: somente 15.5% assinalaram resultados ótimo ou bom, 47% regular e 37.5 ruim ou péssimo (quadro 9).
Quanto ao uso da vacina anti brucélica, 28% dos pacientes receberam de 1 a 3 frascos, 46% de 4 a 6 e 26% a mais do que 6 ( quadro 10 ). Desta forma, 2/3 dos pacientes referidos no presente estudo receberam no máximo 6 frascos da vacina.
Os efeitos colaterais da imunoterapia com a vacina anti brucélica foram observados em apenas 12% dos pacientes, sendo os mais freqüentes: aumento das dores articulares (14/275) e o aumento dos sinais inflamatórios em alguma articulação (7/275). Outros efeitos bem mais raros foram: fadiga, tontura, erupção cutânea, náuseas, taquicardia, caimbra, sonolência, cefaléia e reação local (quadros 11 e 12). Oitenta e cinco por cento desses efeitos colaterais desapareceram ao diminuir a dose da vacina ou com a continuação do tratamento.
No transcorrer da imunoterapia, 80% dos pacientes apresentaram grande melhoria ou regressão total das dores articulares, dos sinais inflamatórios, da impotência funcional e dos sintomas gerais. Foi notado o desaparecimento dos nódulos subcutâneos em metade dos pacientes tratados (quadro 13). As deformidades congestivas, isto é as reversíveis também desapareceram em 40% dos casos.
A auto avaliação da melhoria clínica, sem a interferência do médico, mostrou o bom desempenho da imunoterapia nos pacientes estudados: 79.5% assinalaram resultados ótimo e bom, 16% regular e 4.5% ruim ou péssimo (quadro 14).
É importante ressaltar que após a abordagem imunológica, foi possível suspender os corticoseróides e os anti inflamatórios em 40 % dos pacientes. Em 54,5% foi possível reduzir tais medicamentos e em 4,5% a necessidade de tais drogas permaneceu inalterada (quadro 15).
DISCUSSÃO
Há mais de 50 anos diversos pesquisadores vem tentando abordar imunologicamente a artrite reumatóide, mas, foi um pesquisador brasileiro que obteve maior sucesso.
Em 1978 no Simpósio Internacional de Antuérpia, foram resumidos os efeitos de um imunoestimulante, o levamisol, na artrite reumatóide: bom em 25%, moderado em 50% e ausentes em 25% dos pacientes.
Em 1983, Bogdanikowa e colaboradores usando levamisol em 20 pacientes com artrite reumatoide, notaram melhoria parcial dos sintomas em quinze pacientes e nenhum efeito em cinco. O efeito imunológico mais expressivo foi a estimulação dos linfócitos T.
Em 1985, Meske e colaboradores utilizaram o imunomodulador bestatina por 6 meses em um grupo de 10 pacientes com artrite reumatóide, observando remissão parcial dos sintomas. Observaram neste estudo aumento significativo da geração do radical superóxido dos monócitos periféricos e uma diminuição dos parâmetros inflamatórios humorais. Encontraram também leve aumento dos linfócitos T e diminuição dos linfócitos B no sangue periférico.
O presente trabalho baseou-se nas antigas observações de Pacheco da Veiga da melhoria dos sintomas da artrite reumatóide em pacientes vacinados contra a brucelose, agora utilizando-se a vacina em seu estágio mais atual de desenvolvimento.
O grupo por nós estudado preenchia os critérios de diagnóstico de artrite reumatóide e todos os pacientes apresentavam a doença em plena atividade clínica e laboratorial. A maioria deles tinham sido diagnosticados há mais de 5 anos e por ocasião do início da imunoterapia todos estavam com dor articular e a maioria com impotência funcional importante, apesar do uso de anti inflamatórios, corticosteróides e drogas de ação lenta. Tratava-se portanto de um grupo particularmente grave de reumatóides.
Nos meses e anos que antecederam a administração da vacina anti brucélica, apesar de praticamente todos os reumatóides estarem recebendo anti inflamatórios e corticosteróides e metade deles, drogas de ação lenta, a grande maioria não estava obtendo resultados clínicos razoáveis, com o agravante de que os efeitos colaterais chegava a atingir 84% deles. Estes parâmetros nos ajudam a entender a busca por parte destes pacientes de métodos diferentes de abordagem para os seus problemas.
A nossa experiência clínica com a vacina anti brucélica mostrou que esta estratégia é segura e muito eficaz, pois com um mínimo de efeitos colaterais conseguimos obter em 80% dos pacientes tratados, grande melhoria ou regressão total das dores articulares, dos sinais inflamatórios, da impotência funcional e dos sintomas gerais. Digno de se ressaltar foi o desaparecimento dos nódulos subcutâneos em metade dos doentes tratados e também das deformidades reversíveis.
A auto avaliação da melhoria clínica foi muito satisfatória, pois, 79.5% dos pacientes assinalaram resultados ótimo ou bom, com apenas 12% experimentando algum tipo de efeito colateral, os quais foram facilmente contornáveis.
Muito interessante foi a constatação que em 40% dos pacientes foi possível suspender totalmente os anti inflamatórios e os corticosteróides e que em 57.5% foi possível reduzir a dosagem de tais medicamentos.
É importante salientar que a imuno-estimulação provocada pela vacina anti brucélica não tem efeito analgésico: quando a dor termina é porque terminou a inflamação. Muitos dos pacientes imobilizados em cadeira de rodas, dependentes de auxílio para locomoção ou movendo-se com dificuldade voltaram aos afazeres domésticos ou profissionais. Numerosos casos tratados há 8 –10 anos permanecem sem sintomas e sem medicamentos com total recuperação e aqueles com deformidades irreversíveis conseguiram eliminar as dores, sem efeitos colaterais.
Devemos tomar muito cuidado com os resultados aqui obtidos e devemos interpreta-los com bom senso. O mau desempenho da terapêutica convencional, acrescido do alto índice de efeitos colaterais nos forneceu um grupo de pacientes altamente motivados a tentar um tipo diferente de tratamento, entretanto, fica muito difícil explicar melhorias da ordem de 80% em vários parâmetros, somente como efeito placebo.
Concluímos que a vacina descoberta pelo Dr. Genésio Pacheco da Veiga é altamente eficaz no tratamento da artrite reumatóide ao lado de ser muito segura e com mínimos efeitos colaterais facilmente contornáveis.
Nas palavras do Dr. Genésio: “ A imuno-estimulação é incontestavelmente o melhor tratamento da artrite reumatóide até hoje conhecido, com aceitação cada vez maior de doentes, médicos e até reumatologistas. Apesar de todas os sofismas e campanhas dos interessados em manter o esquema antigo , a imunoterapia será o TRATAMENTO DO FUTURO ”
Quadro 1: Intervalo de tempo entre o diagnóstico e o início da imunoterapia de 377 pacientes com artrite reumatóide.
| INTERVALO DE TEMPO |
NÚMERO DE PACIENTES |
% |
| Até 5 anos |
143 |
42.5 |
| 5 a 10 anos |
69 |
20.5 |
| Superior a 10 anos |
125 |
37.0 |
| Não responderam |
40 |
11.0 |
Quadro 2: Sintomas gerais e específicos em 377 pacientes com artrite reumatóide por ocasião do início da imunoterapia.
SINTOMAS |
NÚMERO DE PACIENTES |
% |
Dor articular |
377 |
100 |
Rigidez matinal |
315 |
84 |
Aumento de volume articular |
317 |
84 |
Dor em articulações simétricas |
310 |
82 |
Fadiga |
284 |
75 |
Calor |
279 |
74 |
Nódulos subcutâneos |
200 |
53 |
Diminuição do apetite |
157 |
42 |
Febre |
141 |
37 |
Quadro 3: Número de articulações atingidas pela artrite reumatóide em 320 pacientes por ocasião do início da imunoterapia.
Nº ARTICULAÇÕES ATINGIDAS |
NÚMERO DE PACIENTES |
% |
1 a 2 |
79 |
25 |
3 a 4 |
105 |
33 |
5 a 7 |
58 |
18 |
Todas |
78 |
24 |
Não responderam: 57 pacientes (15%)
Quadro 4 : Intensidade das dores articulares em 377 pacientes com artrite reumatóide no início da imunoterapia.
INTENSIDADE DA DOR |
NÚMERO DE PACIENTES |
% |
Fraca |
23 |
6.0 |
Média |
85 |
22.5 |
Forte |
150 |
40.0 |
Muito forte |
119 |
31.5 |
Quadro 5 : Impotência funcional em 377 pacientes com artrite reumatóide, por ocasião do início da imunoterapia
IMPOTÊNCIA FUNCIONAL |
NÚMERO DE PACIENTES |
% |
Mão – punho |
155 |
41 |
Deambulação |
109 |
29 |
Braços – pés |
104 |
28 |
Flexão dos joelhos |
86 |
23 |
Abaixar-se |
22 |
6 |
Em cadeira de rodas ou muletas |
21 |
6 |
Ombros |
20 |
5 |
Carregar peso |
20 |
5 |
Descer ou subir escadas |
19 |
5 |
Levantar-se |
16 |
4 |
Virar o pescoço |
12 |
3 |
escrever |
10 |
3 |
Quadro 6: Terapêutica em uso imediatamente antes do início da imunoterapia com a vacina anti brucélica em 377 pacientes com artrite reumatóide.
MEDICAMENTOS |
NÚMERO DE PACIENTES |
% |
AINH |
377 |
100 |
Corticosteroídes e AINH |
354 |
94.0 |
Drogas de ação lenta, Corticosteróides e AINH |
192 |
51.0 |
Infiltrações articulares |
142 |
38.0 |
AINH: Anti inflamatória não hormonais
Drogas de ação lenta: sais de ouro, anti maláricos e imunosupressores
Quadro 7: Efeitos colaterais da terapêutica com anti inflamatórios não hormonais, corticosteróides e drogas de ação lenta em 283 pacientes com artrite reumatóide.
EFEITOS COLATERAIS |
NÚMERO DE PACIENTES |
% |
Presentes |
238 |
84 |
Ausentes |
45 |
16 |
Não responderam: 94 pacientes (25%)
Quadro 8: Efeitos colaterais da terapêutica convencional em 279 pacientes com artrite reumatóide.
EFEITO COLATERAL |
NÚMERO DE PACIENTES |
% |
Gastrite |
135 |
57 |
Aumento de peso |
44 |
18 |
Hemorragia digestiva |
23 |
10 |
Náuseas |
21 |
9 |
Úlcera gastro-duodenal |
17 |
7 |
Erupção cutânea |
17 |
7 |
Cefaléia |
12 |
5 |
Diarréia |
10 |
4 |
Não responderam : 98 pacientes (26%)
Quadro 9 : Auto avaliação de 330 pacientes com artrite reumatóide submetidos a terapêutica clássica ou habitual.
AUTO AVALIAÇÃO |
NÚMERO DE PACIENTES |
% |
Ótimo |
8 |
2.5 |
Bom |
44 |
13.0 |
Regular |
154 |
47.0 |
Ruim |
63 |
19.0 |
Péssimo |
61 |
18.5 |
Não responderam: 47 pacientes (12%)
Quadro 10 : Número de frascos da vacina anti brucélica, administrados a 346 pacientes com artrite reumatóide.
NÚMERO DE FRASCOS |
NÚMERO DE PACIENTES |
% |
1 a 3 |
98 |
28 |
4 a 6 |
159 |
46 |
Superior a 6 |
89 |
26 |
Não responderam: 31 pacientes (8%)
Quadro 11 : Efeitos colaterais da vacina anti brucélica em 275 pacientes com artrite reumatóide
EFEITOS COLATERAIS |
NÚMERO DE PACIENTES |
% |
Presentes |
32 |
12 |
ausentes |
243 |
88 |
Não responderam: 102 pacientes (27%)
Quadro 12 : Efeitos colaterais da vacina anti brucélica em 32 pacientes com artrite reumatóide do total de 275 pacientes que responderam a este quesito.
EFEITOS COLATERAIS |
NÚMERO DE PACIENTES |
% |
Aumento da dor articular |
14 |
5.0 |
Aumento da inflamação |
7 |
2.5 |
Fadiga |
3 |
1.0 |
Tontura |
3 |
1.0 |
Erupção cutânea |
3 |
1.0 |
Náuseas |
2 |
0.7 |
Taquicardia |
2 |
0.7 |
Caimbra |
2 |
0.7 |
Sonolência |
1 |
0.3 |
Cefaléia |
1 |
0.3 |
Reação local |
1 |
0.3 |
Quadro 13 : Resultados do tratamento com a vacina anti brucélica em 377 pacientes com artrite reumatóide
NÚMERO DE PACIENTES |
SINTOMA |
REGRESSÃO TOTAL |
% |
377 |
Dor articular |
294 |
78 |
349 |
Dificuldade nos movimentos |
282 |
81 |
313 |
Sintomas gerais |
251 |
80 |
292 |
Aumento de volume/edema |
230 |
79 |
242 |
Calor |
181 |
75 |
192 |
Nódulos subcutâneos |
106 |
55 |
Quadro 14: Auto avaliação de 365 pacientes com artrite reumatóide que receberam a vacina anti brucélica
AUTO AVALIAÇÃO |
NÚMERO DE PACIENTES |
% |
Ótimo |
138 |
38 |
Bom |
152 |
41.5 |
Regular |
58 |
16 |
Ruim |
15 |
4 |
Péssimo |
2 |
0.5 |
Não responderam: 12 pacientes (3%)
Quadro 15 : Necessidade de anti inflamatórios e corticosteróides, após o emprego da vacina anti brucelica em 333 pacientes com artrite reumatóide.
DOSE DE ANTI INFLAMATÓRIOS E CORTICOSTERÓIDES |
NÚMERO DE PACIENTES |
% |
Diminuída |
182 |
54.5 |
Suspensa |
133 |
40.0 |
Igual |
15 |
4.5 |
aumentada |
3 |
1.0 |
Não responderam: 44 pacientes (12%)
Referências Bibliográficas
- Bogdawkowa B , Pietruska Z , Gorska M , Stasiewicz A , Waszkiel B. Levamisole in immunomodulative treatment of rheumatoid arthritis. Materia Medica. Polona, 15 (1-2),1983
- Meiselas LE , Zingale SB , Lee SL , Richman S , Siegel M . Antibody production in rheumatic diseases. The effect of Brucella antigen. J.Clin. Invest.,40:1872,1961.
- Meske S , Vogt P , Maly FE , Seitz M , Muller W. Erste Ergegnisse der Klinischen Anwendung des Immunstimulans Bestatin (3-amino-2-hydroxy-4-phenyl butyryl-leucin) bei patienten nut chrnischer polyarthritis. Z.Rheumatol , 44:231,1985.
- Preza FB , Amorim LMF ,Preza PCA . Quantification of anticollagen IgG antibodies in mice Balb/c strain, vaccined with Brucella abortus endotoxin. Deprtamento de bioquímica da UERJ. Apresentado na X Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular, pg. 173, abril de 1991.
- Rejholec V. Incidence of rheumatic fever in relation to immunologic reativity. Ann. Rheum. Dis. , 16:23,1957.
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