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Pão branco: o assassino oculto

abril/2005


“A hiperinsulinemia possui papel relevante na fisiopatologia do infarto do miocárdio , do acidente vascular cerebral e do câncer” ou “Pão branco : O assassino silencioso”

José de Felippe Junior

 

“Quando você prospera na vida deve se preparar para ganhar falsos amigos e verdadeiros inimigos”

desconhecido do século XXI

 

Quando um país ganha o status da estabilidade econômica o povo prospera, aumenta o consumo de supérfluos e muda a sua dieta e seus hábitos. Começa a ingerir grandes quantidades de alimentos saborosos ricos em açúcar branco e farinhas refinadas, alimentos bonitos de se ver e péssimos de se comer e engordam e fazem menos exercícios. Ganham falsos amigos - alimentos refinados, embutidos e enlatados - e ganham verdadeiros inimigos – obesidade central , doenças degenerativas e sedentarismo.

Nestes países a ingestão de pão branco, pão francês , baguetes e pães de hamburguer é exagerada e de uma forma inocente acompanha todas as refeições, café da manhã , almoço e jantar, aumentando assustadoramente o índice glicêmico e a carga glicêmica . O aumento do índice glicêmico e da carga glicêmica são os fatores causais de várias doenças degenerativas como o infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e muitos tipos de câncer.

 

Hiperinsulinemia e Resistência à Insulina

Cada ano que passa se acrescenta na literatura médica, trabalhos epidemiológicos e prospectivos que relacionam, nos países desenvolvidos e economicamente estáveis, os fatores de risco que provocam hiperinsulinemia (sedentarismo, obesidade central, alta ingestão de carboidratos refinados) com o aumento da prevalência das principais doenças degenerativas (infarto do miocardio, diabete não dependente de insulina, câncer colo-retal, adenoma colo-retal, câncer de mama, câncer de próstata) sugerindo que a hiperinsulinemia pode ser considerada importante fator promotor destas doenças (McKeown-Eyssen – 1994 ; Giovannucci – 1992,1995,1997 ; Salmeron –1997 , Ludwig – 1999 ; Liu – 2000 ; Augustin – 2001 e Franceschi – 1995, 2001).

A ingestão de alimentos refinados provoca no período pós prandial, um aumento da glicose no sangue a qual é responsável pela produção exagerada de insulina: hiperinsulinemia. Com o passar do tempo, a persistência da hiperinsulinemia, acarreta a diminuição da sensibilidade dos receptores de membrana à insulina e surge a “resistência à insulina” a qual aumenta ainda mais a glicemia em um verdadeiro ciclo vicioso. O aparecimento de resistência à insulina provoca dificuldade de penetração da glicose do extracelular para dentro das células.

De importância prática é o fato de podermos diagnosticar em clínica esta dificuldade de passagem da glicose do extracelular para o intracelular: dosando a INSULINEMIA . Já ao olhar para uma pessoa podemos suspeitar fortemente da presença de hiperinsulinemia com resistência à insulina : presença de obesidade central – aumento do volume do abdome (aumento de gordura intra abdominal).

O normal estatístico da insulinemia está entre 2,5 a 25 microU/ml , porém o normal fisiológico, aquele que empregamos para prevenir doenças é aquele que mais se aproxima do valor inferior: 2,5 a 5 microU/ml.

Insulinemia elevada significa dificuldade de penetração da glicose no compartimento intracelular com o conseqüente estresse oxidativo metabólico (vide abaixo o elo esquecido) e os trabalhos epidemiológicos realmente mostram que populações com aumento da insulinemia têm maior probabilidade de apresentar as doenças degenerativas relacionadas ao estresse oxidativo: aterosclerose (infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral) e vários tipos de câncer. Acrescente-se pelos mesmos motivos a hipertensão arterial, o diabetes não dependente de insulina, as artrites, as artroses e as doenças neurodegenerativas (Doença de Parkinson e Mal de Alzheimer).

 

Classificação dos Carboidratos – Índice Glicêmico – Carga de Glicose

Os carboidratos podem ser classificados em “simples” e “complexos”, de acordo com o grau de polimerização ou “integrais” e “refinados” de acordo com a maior ou menor quantidade de nutrientes essenciais que possuem. Entretanto a interferência dos carboidratos na saúde e na doença são melhor entendidos do ponto de vista fisiológico e bioquímico, conhecendo-se a sua capacidade de aumentar a glicose no sangue quando ingeridos : ÍNDICE GLICÊMICO .

O conceito de índice glicêmico dos alimentos foi elaborado pelo brilhante pesquisador canadense David J.A. Jenkins em 1981.

O índice glicêmico é um parâmetro quantitativo que verifica quanto um determinado alimento é capaz de elevar a glicose no sangue no período pós prandial. Ele é a relação entre dois parâmetros a/b : a- é o nível glicêmico provocado pela quantidade fixa de um determinado alimento teste e b- é o nível glicêmico provocado pela mesma quantidade de um alimento padrão, glicose ou pão branco, na mesma pessoa ( Jenkins- 1981,1982, 1984, 1987a, 1987b, 1987c, 1988a, 1988b, 2002).

O índice glicêmico é expresso como a porcentagem de aumento da glicose no sangue provocado por determinado alimento, em relação a uma porção equivalente de pão branco ou glicose. (Wolever- 1985, 1986, 1991, 1992a , 1992b ,1994). Matematicamente o índice glicêmico é a área abaixo da curva glicêmica para cada alimento expresso como a porcentagem da área após a ingestão de uma mesma quantidade de glicose ou pão branco.

 

Outro parâmetro importante que provou sua utilidade em estudos epidemiológicos.

é a “carga de glicose” que reflete o efeito glicêmico total da dieta. A carga de glicose é o produto do índice glicêmico e o carboidrato total da dieta (Wolever – 1996 , Salmeron -1997a ,1997b , Liu – 2000).

Indice glicêmico de alguns alimentos em relação à glicose. Por definição o índice glicêmico da glicose em relação a ela mesma em porcentagem é de100.

tomate
arroz integral
lentilha
ervilha
frutose
“grapefruit”
leite
pêssego
feijão
banana pouco madura
pêra
maçã
macarrão
arroz parbolizado
musli tostado
laranja
lactose
manga
chocolate
Inhame
pão de trigo integral
batata doce
arroz branco
milho
musli não tostado
mamão papaia
banana madura
pizza
abacaxi
sacarose
maizena
coca-cola
farinha branca
pão branco
mel
“cornflakes”
batata
arroz instantâneo
GLICOSE

9
20
22-30
22-30
23
26
28
28
30-43
31
33
36
36-51
38 (Uncle Bem´s)
43
45
46
50
50
51
52-62
54
55
55
56
58
62
62
66
67
68
70
71
72
73
72-92
87
91
100

Nesta tabela podemos ver que o arroz instantâneo possui o maior índice glicêmico, isto é, ele aumenta mais os níveis da glicemia no pós prandial do que o próprio açúcar branco(sacarose) O “inocente” pão branco largamente consumido de uma maneira exagerada, também aumenta mais a glicemia no período pós prandial que o açúcar branco. Note o valor altíssimo do índice glicêmico da batata.

O índice glicêmico depende de vários fatores:

  1. tipo de açúcar que o alimento contém - glicose, sacarose, frutose, lactose, etc
  2. forma física do carboidrato - tamanho da partícula e grau de hidratação
  3. alimentos que acompanham o carboidrato na refeição – gordura e proteínas.

 

Quanto menor a velocidade de absorção do carboidrato menor é a elevação da glicemia no pós prandial e menor será o índice glicêmico.

Existem vários benefícios na ingestão de uma dieta com baixo índice glicêmico: redução das necessidades de insulina, melhor controle da glicose no sangue, redução do colesterol e triglicérides e manutenção da sensibilidade dos receptores de membrana os quais permitem a normal entrada de glicose para as células da economia o que permite e mantém a eficácia intracelular de proteção contra o estresse oxidativo metabólico. Todos esses fatores e particularmente o controle do estresse oxidativo desempenham relevante papel na fisiopatologia das coronariopatias, doença cerebrovasculares, diabetes, doenças degenerativas da idade e muitos tipos de câncer.

A ingestão de dietas de elevado índice glicêmico com a rápida liberação de açúcar simples e os altos níveis de glicose pós prandial provocam como já vimos o aumento da produção de insulina. O resultado é a hiperinsulinemia a qual com o passar do tempo provoca a característica resistência à insulina devido à diminuição da sensibilidade periférica dos seus receptores. Para nós clínicos “hiperinsulinemia” é o mesmo que “resistência à insulina”.

A seqüência bioquímico-fisiológica é : a ingestão de alimentos com elevado índice glicêmico provoca aumento da glicose no sangue a qual provoca o aumenta dos níveis de insulina no sangue (hiperinsulinemia) a qual provoca diminuição da sensibilidade dos receptores de membrana à insulina (resistência à insulina) dificultando a entrada da glicose do extracelular para o intracelular fechando o círculo vicioso e provocando aumento da glicose no sangue ( Jenkins – 2000).

Os efeitos da ingestão de dietas de baixo índice glicêmico sobre as doenças crônico-

degenerativas são enumerada a seguir ( Jenkins – 2002):

  1. menor elevação pós prandial da glicemia ( Jenkins – 1990,1992)
  2. redução da produção diária de insulina (Bertelsen – 1993 e Jones – 1993)
  3. diminuição da excreção urinária de peptídeo-C (Jenkins – 1989 , 1992)
  4. supressão prolongada de ácidos graxos no plasma (Jenkins – 1990 e Bertelsen-1993)
  5. redução da produção de catecolaminas (Jenkins – 1990)
  6. redução do colesterol total e do LDL-colesterol (Jenkins-1993, Arnold-1993 e Cohn-1964)
  7. redução da síntese hepática de colesterol ( Jones – 1993)
  8. diminuição dos níveis de apolipoproteina B (Jenkins – 1989)
  9. diminuição dos níveis de ácido úrico (Jenkins – 1995)
  10. aumento da excreção urinária de ácido úrico (Jenkins – 1995)

Fatores que reduzem a velocidade de absorção da glicose reduzindo portanto os níveis de insulina no sangue ( Jenkins-2002)

  1. alimentos de baixo índice glicêmico
  2. fibras solúveis
  3. aumento da freqüência das refeições
  4. ingestão de proteínas juntamente com o carboidrato
  5. ingestão de gordura juntamente com o carboidrato
  6. inibidores da amilase – acarbose

Fatores que diminuem o índice glicêmico

  1. presença de amilopectina / amilose
  2. frutose
  3. galactose
  4. fibras viscosas: guar , beta-glucan
  5. arroz integral
  6. partículas grandes
  7. presença de inibidores da amilase: lectinas , fitatos
  8. presença de proteínas e gorduras na refeição

Fatores que aumentam o índice glicêmico

  1. ausência de amilopectina /amilose
  2. glicose
  3. batata
  4. ausência de fibras viscosas: guar , beta-glucan
  5. carboidrato em partículas pequenas ou dissolvido em água (refrigerantes)
  6. arroz branco completamente desprovido do seu farelo
  7. ausência de inibidores da amilase: lectinas , fitatos
  8. ausência de proteínas e gorduras nas refeições

 

O Elo Esquecido : Associação entre Hiperinsulinemia e Estresse Oxidativo

Inúmeros trabalhos da literatura médica apontam para a importância das reações de oxido-redução na fisiopatologia das doenças degenerativas como a aterosclerose e o câncer.

A hipótese lógica é: se combatermos o estresse oxidativo com antioxidantes (vitamina E, vitamina C, n-acetil-cisteina, polivitaminicos antioxidantes, etc) estaremos prevenindo o aparecimento e o agravamento dessas doenças. Esta hipótese foi amplamente demonstrada em animais de laboratório onde a alimentação e o ambiente são muito bem controlados. Entretanto, o raciocínio simplório e ingênuo de combater o estresse oxidativo simplesmente ingerindo pílulas mágicas, isto é, os muito dispendiosos antioxidantes ( vitamina E , vitamina C , n-acetilcisteina, selênio, polivitaminicos antioxidantes, etc) não provocou mudança sensível da prevalência de câncer ou aterosclerose em vários estudos epidemiológicos.

O estresse oxidativo deve ser combatido não com pílulas mágicas e sim com mudanças dos hábitos de vida : dieta inteligente, atividade física moderada, maneira de encarar os problemas do cotidiano, higiene do sono, livrar-se dos metais tóxicos, abolir o fumo e o excesso de álcool, afastar-se dos campos eletromagnéticos prejudiciais e no final e apenas quando os anteriores forem cumpridos o uso de antioxidantes ( Felippe-1990-1994, 2000, 2001)

Elo esquecido: Ao entrar na célula a glicose é fosforilada e se transforma em glicose 6-fosfato. A partir deste ponto ela pode seguir por duas vias: glicólise anaeróbia e ciclo das pentoses. A glicólise anaeróbia forma piruvato e o ciclo das pentoses, NADPH.

O piruvato, além de substrato para a formação de acetil-CoA que entra como metabolito energético no ciclo de Krebs é um potente varredor de peróxido de hidrogênio e outros hidroperóxidos (Nath – 1995).

O NADPH é um agente antioxidante equivalente ao GSH (glutationa reduzida) principal antioxidante intracelular, que funciona como potente e contínuo varredor do peróxido de hidrogênio e dos hidroperóxidos orgânicos (Tuttle – 1992).

Assim sendo, a glicose em seu metabolismo, além de produzir energia, gera substâncias redutoras (antioxidantes) que promovem a desintoxicação dos hidroperóxidos e radicais livres formados como subprodutos da fosforilação oxidativa mitocondrial. De fato o aumento da concentração de glicose em culturas de células protege tais células da citotoxicidade induzida pelo peróxido de hidrogênio (Averill-Bates -1994, Przybytkowski - 1996).

Durante o seu processo metabólico a glicose produz continuamente no citoplasma via ciclo das pentoses e glicólise anaeróbia, substâncias redutoras como o NADPH e o piruvato e no mitocôndria via fosforilação oxidativa, substâncias oxidantes o radical superóxido, o peróxido de hidrogênio e o radical hidroxila. Estes últimos são chamados de espécies reativas tóxicas de oxigênio ou radicais livres do oxigênio e desta forma o equilíbrio redox é continuamente e fortemente mantido, impedindo o estresse oxidativo.

A hiperinsulinemia com resistência à insulina dificulta a entrada da glicose na célula e diminui contínua e ininterruptamente a produção de redutores (NADPH, GSH e piruvato) enquanto se mantém a contínua e ininterrupta produção de oxidantes (espécies reativas tóxicas do oxigênio) o que leva o equilíbrio redox tender para a oxidação, isto é, para o estresse oxidativo. Lembrar que na ausência de glicose a fosforilação oxidativa se mantém com outros substratos como os ácidos graxos e os aminoácidos.

 

Conclusão

A estratégia para prevenir vários tipos de doenças é em si muito simples e salta aos nossos olhos dos trabalhos científicos de bom nível: ingerir alimentos de baixo índice glicêmico, ingerir moderada a baixa carga de glicose, aumentar a freqüência das refeições ( seis ao dia) e praticar atividade física moderada.

Foster-Powell e Brand Miller publicaram em 1995 excelente tabela do índice glicêmico dos alimentos e Wolever em 1994 publicou o índice glicêmico de 102 alimentos em diabéticos (citado por Augustin – 2002).

Estas tabelas são de capital importância na elaboração de dietas para aumentar a eficácia da estratégia preventiva nas doenças crônico-degenerativas e que permitirá aos médicos saírem do curto circuito cerebral “diagnóstico- tratamento com a pílula mágica mais moderna” que a industria farmacêutica tanto aprecia, para um tratamento realmente baseado na bioquímica , na fisiologia e nos trabalhos randomizados, duplo cegos e controlados da medicina com evidência.

É árduo o caminho da busca da verdade e da melhor estratégia que devemos empregar nos pacientes que nos confiam a própria vida. Neste sentido, Charcot no século passado cunhou uma frase na qual devemos meditar com extrema seriedade:

“As enfermidades são muito antigas e nada a respeito delas mudou. Somos nós que mudamos ao aprender a reconhecer nelas o que antes não percebíamos”

 

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