A Medicina Biomolecular foi regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina na Resolução 1500/1998 e homologada na Resolução 1938/2010 com a assessoria da Associação Brasileira de Medicina Biomolecular.
 

AIDS / HIV

 

 

                 

Guia alimentar

Proteger e estimular o sistema imune através de um regime alimentar e da suplementação de nutrientes, são de máxima importância. Estudos confirmam que indivíduos que sofriam de estresse contínuo do sistema imune e  deficiência de nutrientes em casos com AIDS resultou em diferentes patologias relacionadas com as imunodeficiências. Além disso, qualquer um que sofra com um comprometimento do sistema imune precisa de um suprimento nutricional rigoroso.

  • A ingestão diária recomendada (RDA) não trata das necessidades nutricionais do organismo quando este está combatendo alguma doença. Frequentemente as pessoas com AIDS sofrem de má-nutrição e enquanto muitas drogas podem ajudar a estancar a doença, os efeitos colaterias desta contribuem, com frequência, para um enfraquecimento e debilidades ainda mais marcantes. Estudos mostram que as vítimas da AIDS sofrem de baixos níveis de zinco sérico e má-absorção intestinal. 1 Este fato isolado é raramente abordado por praticantes ortodoxos. Os intestinos e o fígado devem ser fortalecidos. As deficiências nutricionais , incluindo a falta de vitamina A, zinco e piridoxina podem causar  queda no sistema imune.

 

  • Níveis adequados de vitamina A, tiamina, riboflavina, ácido pantotênico, piridoxina, ácido fólico, vitamina E, vitamina C, magnésio, ferro, zinco e de diversos aminoácidos devem ser mantidos para que o sistema imune funcione adequadamente.
  • Diversos fitoterápicos e outros suplementos podem contribuir para as defesas imunes. Os fatores mais importantes do tratamento físico para ajudar a combater a patologia são o estímulo e a expansão do sistema imune.

 

  • Terapias adicionais elaboradas a fim de estimular o paciente emocionalmente e espiritualmente  são também intrinsícamente importantes para o sucesso das estratégias do tratamento.
  • Aprender a se alimentar com dietas com alto teor de alimentos crus. Enfatizar frutas frescas e verduras com uma atenção particular para cebolas, vegetais amarelos , vegetais verde-escuros, sementes, grãos integrais e alfafa. Recomenda-se tomar sucos  de frutas e verduras, recém feitos,  com a adição de alho e cebola.

 

  • Sucos verdes são excelentes e a adição de clorofila os faz ainda melhor.
  • Os alimentos que devem ser enfatizados incluem os da família das crucíferas, que incluem repolho, brócolis, couve-flor e couve de Bruxelas; legumes como o painço, lentilhas, feijão vermelho e arroz integral; nozes e sementes sem sal, e iogurtes desnatados ou semi desnatados com bacilos ativos.

 

  • Usar azeite extra virgem e consumir peixe (salmão ou outras variedades de águas frias) como proteína.
  • Usar um bom suplemento proteíco para ajudar a manter o aprte proteíco  adequado, sem ingerir carne vermelha ou queijo.

 

  • Evitar todos os alimentos processados, sal, bacon, cachorro quente, picles, gorduras hidrogenadas e poliinsaturadas, batatas fritas, refrigerantes, carnes e queijos de lanches, álcool, cafeína e açúcar.

 

Suplementos nutricionais recomendados

 

NUTRIENTES PRIMÁRIOS

Acidófilos: Repõem bactérias úteis, que foram destruídas com a terapia com antibióticos e ajuda a prevenir infecções com fungos que geralmente ocorrem quando o sistema imune está comprometido. Ingerir pela manhã em jejum e à noite antes de deitar. Usar tipos que não sejam lácteos  e mantenha refrigerado. Procure variedades que garantam a contagem de bactérias.

Cápsulas de alho: Ajudam a estimular o sistema imune. O alho é considerado um agente antiviral natural. Produtos deodorizados estão disponíveis.

Carotenos: Foi demonstrado que a ingestão de doses altas de beta caroteno estimula a produção de células T-helper, que são diretamente afetadas pelo vírus da AIDS. 3  Diferentemente da vitamina A, os carotenos podem ser consumidos sem o risco de toxicidade.

Selênio: Estudos mostram que indivíduos com AIDS podem estar deficientes em selênio. O selênio também ajuda na varredura de radicais livres, que são produzidos quando a patologia se manifesta. 4 Dose sugerida: no HIV positivo podemos usar até 500 mcg por dia durante 6 meses sem perigo de superdosagem.

Germânio: Auxilia a oxigenação dos tecidos e acredita-se que contribua na produção de interferon. Em estudo recente, 80 % dos pacientes com AIDS melhoraram a saúde em geral após 18 meses com o uso de germânio. 5 Dose sugerida: 200mg por dia. 

Zinco: Alguns estudos demonstraram que pacientes com AIDS   apresentavam baixos níveis de zinco, o qual estimula a atividade glandular do timo e auxilia o sistema imune.6 A forma picolinada parece ser absorvida mais eficientemente e deve ser ingerida com as refeições. Dose sugerida: Não ingerir mais que 150mg por dia.

Coenzima Q10: Ajuda a estimular a função imune e “varre” os radicais livres. A sua capacidade de contra-atacar a imunosupressão celular é o que faz ser importante para pacientes com o HIV. 7 Dose sugerida: 100mg por dia.

Extrato lipídico de ovos: Essa substância extraída da gema de ovos ajuda a proteger a membrana celular, o que pode retardar a propagação do HIV. 8 Dose sugerida: 10g após o jejum ou com o estômago vazio.

Formas livres de aminoácidos: ( uma combinação incluindo arginina, cisteína, cistina e metionina) Vários estudos mostraram que a suplementação com estes aminoácidos aumenta a atividade de células natural killer e pode inibir o processo reprodutivo do HIV. 9 Dose sugerida: Ingerir como indicado com o estômago vazio com suco de frutas.

Enzimas proteolíticas: Pode ajudar a reduzir a deficiência imune e também auxilia os mecanismos de defesa imune. 10

Unha de gato (Uncaria tomentosa) : Constituintes dessa erva da floresta tropical  foram usados no tratamento de pacientes com AIDS sozinhos ou com o AZT. Compostos da unha de gato ajudam a inibir a reprodução do HIV e simultaneamente, ativa o sistema imune. Dose sugerida: Ingerir como indicado nos produtos com qualidade garantida. Não usar durante a gravidez , amamentação ou se for transplantado.

St. John’s wort (Hypericum perforatum): Estudos recentes com a hipericina, o composto bioativo principal desta erva, demonstram que esta pode proteger as células T da infecção com o HIV em culturas de células. 12 É considerado um tratamento fitoterápico promissor contra a AIDS. Procure produtos com qualidade garantida.

Glutationa: Ajuda a prevenir os danos celulares  causados por radicais livres na invasão viral e pode estar deficiente em indivíduos sofrendo com o HIV. 13

Ácido alfa lipóico: Estudos recentes realizados pelo Dr. Lester Packer da Universidade da California, Berkeley mostram que a ingestão de ALA pode estimular os níveis de gluationa e assim, inibir a fase de replicação do vírus HIV. 14

Cartilagem de tubarão: Ajuda a tratar as infecções oportunistas que podem acompanhar a AIDS, como o sarcoma de Kaposi , inibindo o crescimento do tumor. 15 Dose sugerida: Ingerir doses terapêuticas elevadas das formas puras, secas, a granel.

Ácidos graxos essenciais: Estes ácidos graxos ajudam a prevenir a ruptura da prostaglandina E1 que desempenha um papel importante na regulação dos linfócitos T. 16 Óleos de peixes, prímula , borage, sementes de linho e óleo de soja podem fornecer estes ácidos graxos.  Cápsulas estão disponíveis.

Sulfato de condroitina: Este composto, atualmente usado com a glucosamina para artrites, apresenta uma impressionante atividade antiviral em testes de laboratório. 17 Dose sugerida: Ingerir como indicado com glucosamina. Procure produtos que combinem ambos.

Complexo de vitamina B: Estudos com a vitamina B12 mostram que a suplementação pode ajudar a reverter sintomas neurológicos associados à AIDS. 18 Ingerir de acordo com as indicações usando variedades de alta potência.

Vitamina C com bioflavonóides: Experimentos com a administração da vitamina C por via intravenosa para a AIDS apresentaram resultados positivos. 19 A vitamina C pode ajudar a proteger o fígado e também tem propriedades anti-virais e bacterianas. Quando combinada com bioflavonóides, ela age como um antioxidante mais poderoso. Dose sugerida: Até 20.000mg por dia com as refeições em doses parceladas.

Vitamina E: Ajuda a manter a integridade da membrana celular que inibe o curso da peroxidação das membranas das células T4. 20 Dose sugerida: Ingerir como indicado.

Combinação de ervas: Esta combinação deve incluir astragalus, ginseng siberiano, cogumelo shiitake, cogumelo reishi, St. John’s wort, schizandra, raiz de gengibre, raiz de alcaçuz e musgo da Irlanda. Dose sugerida: Quatro a oito cápsulas ao dia.

ASTRAGALUS: Estudos científicos recentes confirmas os benefícios do astragalus para a função imune. O astragalus aumenta a fagocitose e a produção de interferon. 21 Em um outro estudo foi demonstrado que este aumenta a ação da interleucina II, um agente quimioterapêutico do câncer. Também foi demonstrado que o astragalus aumenta os linfócitos T do tipo helper. Não use em casos com febre. GINSENG SIBERIANO: O ginseng siberiano tem uma reputação , clinicamente sustentada, como um combatente do estresse. Ele melhora os níveis de energia e  a função mental  que com frequência, faltam em pessoas doentes cronicamente. Nos últimos dez anos, a pesquisa demonstrou a capacidade do ginseng siberiano de aumentar os importantes linfócitos T do tipo helper. Estes linfócitos estão significamente reduzidos nas infecções com o HIV. COGUMELOS SHIITAKE E REISHI: Os cogumelos shiitake receberam atenção considerável por suas capacidades de “edificar” o sistema imune. Este cogumelo foi estudado cientificamente e foi demonstrado que estimula a produção de interferon e ajuda os linfócitos T-helper. Shiitake é seguro e é usado em alimentos no mundo todo.O cogumelo agaricus silvaticus ( cogumelo do sol) aumenta as células natural killer de acordo com pesquisador da California. ST JOHN’S WORT: St. John’s wort contribue para esta fórmula de ervas  de duas maneiras. Em primeiro lugar,  St. John’s wort apresenta uma atividades antiviral potente. Esta tem sido usada para combater viroses associadas a fadiga crônica, herpes simples, mononucleoses e AIDS. Segundo, ela apresenta atividade antidepressiva clinicamente comprovada, o que pode beneficiar os pacientes crônicos. St. John’s wort pode causar uma reação de pele quando exposta ao sol. RAIZ DE GENGIBRE: A raiz de gengibre apresenta uma ação carminativa ( acalmando o trato gastrointestinal). É também uma das melhores ervas para estimular e melhorar a digestão e a circulação. Estas propriedades podem melhorar a eficiência das demais ervas nesta fórmula. Para aqueles que sentem náuseas com as suas indisposições crônicas, a raiz de gengibre foi comprovada clinicamente ser mais efetiva que a prescrição médica para náuseas. RAIZ DE ALCAÇUZ: A raiz de alcaçuz é uma das plantas mais usadas na medicina chinesa e é denominada o “grande suplemento” por aumentar a eficácia das outras ervas. Além disso, estudos mostram que o alcaçuz  aumenta a produção de interferon e a atividade dos macrófagos. 22 Não use por mais de uma semana por vez  e se você estiver grávida, amamentando, tiver pressão alta ou sofrer de diabetes, glaucoma, males do coração, dificuldades menstruais ou um histórico de derrame cerebral. MUSGO DA IRLANDA: O musgo da Irlanda contém iodo e grandes quantidades de mucilagem. A deficiência de iodo foi associada com a redução da capacidade de alguns leucócitos de combater infecções bacterianas. A mucilagem é nutritiva e acalma o trato gastrointestinal.

 

NUTRIENTES SECUNDÁRIOS

Bebida com suplemento proteíco: Ajuda a fornecer formas de proteínas que são facilmente assimiladas para o reparo das células. Procure por variedades sem leite.
Polyporus umbellatus:  Um cogumelo chinês tônico que aumenta a resistência às infecções.
Manganês: É essencial para anemias com deficiência em ferro e também estimula o sistema imune. Dose sugerida: 1 –3 mg / dia. Não tome com cálcio/magnésio, que competiriam com a absorção do manganês.
Silimarina: Acelera o reparo de danos no fígado que ocorrem como  complicação da AIDS. Dose sugerida: 100 a 500 mg / dia. Procure variedades com potência garantida.
Pau d’arco: Uma arvore  tropical que tem sido usada no tratamento da AIDS na América do Sul e que tem uma atividade antiviral significativa. Não usar em casos de gravidez ou amamentando.

 

OUTRAS TERAPIAS DE APOIO

HIPNOTERAPIA: Pode ajudar a contra-atacar os efeitos do estresse, permitindo que o sistema imune funcione melhor. Testes clínicos indicam que  um estado positivo da mente e um corpo relaxado podem ajudar  a aumentar a contagem de células T.
MEDITAÇÃO: Disciplinas como a ioga podem ajudar a melhorar o alívio do estresse e a relaxar.
MASSAGEM: As técnicas de massagem elaboradas para acelerar o fluxo linfático podem ajudar na eliminação de toxinas do corpo através do sangue, ajudando o corpo a desintoxicar.

 

FATOS CIENTÍFICOS DE RELANCE
        
         Pesquisas recentes mostram que indivíduos infectados com o HIV sofrem, com frequência, de um desequilíbrio de compostos antioxidantes ricos em enxofre como a glutationa (GSH) e a cisteína. 23 A suplementação com a gluationa e cisteína podem ajudar a estimular as defesas imunes, que estariam comprometidas com o estresse oxidativo criado pela resposta imune desencadeada pelo vírus.  Engenheiros genéticos identificaram, recentemente, uma molécula natural que previne o HIV de infectar células por bloquear fisicamente o portal usado pelo vírus para invadir os linfócitos. Esta terapia, está sendo desenvolvida na Universidade de Maryland.

 

 

        

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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