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ENERGIA - O QUE É ISTO

Visão Científica da Energia

 

Prof. Dr. Paulo Luiz Farber

Energia é uma palavra muito usada e pouco entendida. Todos sabemos o que a energia faz mas poucos sabemos o que é.


O problema é que nós utilizamos a energia, vamos pegar um exemplo, o interruptor da luz elétrica. Qual a explicação? Uma das explicações é que o elétron viaja por dentro do fio. Mas a velocidade do elétron é na ordem de centímetros por segundo, e a luz acende-se imediatamente. Outro erro comum é citar o remédio homeopático ou floral como “energético”, suscitando muitas criticas dos céticos. Obviamente que se você perguntar então o que que é energia nenhum dos dois vai saber, nem quem utiliza o floral nem o cético. Então a primeira coisa a ser mencionada para nós iniciarmos a discussão sobre terapias energéticas: o que é energia.

Em primeiro lugar, vamos ao dicionário, por exemplo o Aurélio (1) : Energia é a propriedade de um sistema que lhe permite realizar trabalho. É assim que está no dicionário. Fazendo essa pergunta ao Prof. Salvatore de Salvo, autor do livro “Sinfonia da Energética”, tive a seguinte resposta

“Algo parecido com microfone serve para segurar um livro. Se você definir por uma coisa pelo que ela pode servir, um microfone pode servir para dar na cabeça de alguém (2).”

Uma outra pergunta fundamental: Vácuo tem energia?

Para começar, vácuo não é vazio. Se nós pegarmos um cubo de 1 centímetro por 1 centímetro, e retirarmos a matéria, teremos um centímetro cúbico de vácuo.

Mas em 1 centímetro cúbico de vácuo ainda a muitas partículas reais e virtuais e 1 centímetro cúbico de vácuo tem uma energia razoável. Mais uma vez vou apelar para o Prof. Salvatore de Salvo. Essa foi a resposta quando perguntei quanto de energia havia no vácuo:

“Mais ou menos 20 milhões de toneladas de carvão, 10jaules. Um centímetro cubico? Daqui nós vemos muitos centímetros cúbicos. É impressionante que a gente ainda queime combustível fóssil para extrair energia. Como é que a gente não sente essa energia? Nós deveríamos estar eletrocutados aqui de tanta, ou queimados de tanta energia se cada centímetro cubico, eliminando a matéria, cada centímetro cúbico possui essa quantidade grande de energia. Dava para com um centímetro cúbico abastecer uma cidade de energia”

Então porque que nós não sentimos a energia? Porque essas partículas reais e virtuais, (fótons, elétrons, pósitrons, quarcs e partículas virtuais) que estão a nossa volta, não estão alinhadas, portanto não produzem nenhum fenômeno. Mas se colocarmos dois metais diferentes, uma parte dessas partículas vai orientar-se segundo a diferença de potencial. Um exemplo é a bateria de automóvel. Quem se lembra que, quando se completava a bateria do automóvel, encontrava-se várias placas e uma solução iônica (ácido sulfúrico). O objetivo dessas placas é promover o direcionamento dos íons da solução, produzindo assim energia.

Então como podemos definir energia? Energia é a organização vetorial das partículas reais e virtuais.

Vamos citar outro exemplo, o imã. O imã organiza as partículas no vácuo? Sim. Todo campo magnético gera um campo elétrico e vice-versa. Agora, se pegarmos um fio elétrico e darmos várias voltas no imã, e fizermos um orifício, passarmos um eixo no imã e faze-lo girar, vamos ter um alinhamento mudando alternadamente. Esse aparelho é o que chamamos de gerador ou alternador. Uma turbina de hidroelétrica nada mais é do que esse exemplo em maiores proporções. Se substituirmos as chapas de metal por uma nuvem carregada, o que vai acontecer? Uma organização vetorial das partículas, gerando um raio. Aí você percebe que com essa definição, com organização vetorial, é possível todo tipo de energia.

Mais uma vez acho pertinente citar uma das observações de aula do Prof. Salvatore de Salvo:

“Porque nós não percebemos a energia? Porquê nós estamos imersos num mar de energia, mas uma energia desintegrada, uma energia desordenada, totalmente desordenada. Por isso que não é energia, chama-se Anenergia. Embora existam quantidades infinitas de energia no vácuo, ninguém percebe nada porque nós estamos integrados, nós estamos organizados com corpo físico, mental, etc. Evidentemente não percebemos que estamos imersos num mar de energias que por estar desintegradas não se deixam perceber”.

Outro conceito fundamental para quem estuda terapias energéticas é o conceito de onda eletromagnética.

O eletromagnetismo é um fenômeno presente na nossa vida diária. Se pegarmos um fio de qualquer equipamento elétrico ligado na tomada e aproximarmos uma bússola, vamos ver a declinação do ponteiro. Isso demonstra que o campo elétrico gera um campo magnético. Vamos pegar a luz, por exemplo. A luz propaga-se numa velocidade de 300.000 quilômetros por segundo e também vibra constantemente, formando várias ondas. A distância entre essas ondas é muito pequeno, no caso da luz esta na ordem de nanômetros, ou seja, 10 -9 m. Os campos elétrico e magnético vibram na mesma velocidade, mas estão a 90 graus um do outro conforme figura abaixo.

Agora vamos pegar duas ondas eletromagnéticas idênticas, mas uma atrasada em relação a outra em 180 0 de modo que uma anula a outra.

Teoricamente uma anula a outra, portanto matematicamente, zero. Somando-se os potenciais elétricos, a quantidade de energia é igual a zero. Mas se pegarmos duas ondas dessas e interferirmos uma na outra, teremos energia aparecendo do “nada”. A razão é que as duas ondas contém energia, embora indetectável, conhecida como energia virtual e a onda é conhecida como onda escalar. No livro “Sinfonia da energética”, Salvatore de Salvo explica esse fenômeno:

“O sistema de vetor nulo (SISTEMA ESCALAR) produz alguma TENSÃO e, se essa soma acontecer no próprio vácuo, produziria TENSÃO NO PRÓPRIO ESPAÇO-TEMPO DO VÁCUO (3).”

Vamos exemplificar para facilitar o entendimento. Pegue um objeto, uma caneta por exemplo, segurando firme com as duas mãos, de modo que o encontro das duas mãos fique na metade da caneta.

Agora continuem segurando firme e faça uma pressão para fora, como se quisesse esticar a caneta e a seguir para dentro, como se quisesse encolhe-la. Para fora e para dentro sucessivamente. Essa onda criada no ponto médio da caneta, tem energia matematicamente igual a zero, mas com certeza há energia nesse local. Esse é um tipo de energia virtual, e esse tipo de onda chama-se onda escalar. E aí passo a palavra para o Prof. Salvatore de Salvo:

“O nosso cérebro funciona com ondas escalares. Utilizamos os dois hemisférios para poder fazer as duas ondas, que resulta em uma onda só, para isso temos dois hemisférios.”

Essa observação me remeteu ao meu doutorado, que fiz no laboratório de Neurofisiologia da Faculdade de Medicina da USP. Esse laboratório estudava a consciência de ratos e media a freqüência das ondas cerebrais com a ajuda de um polígrafo, em áreas corticais e subcorticais, e uma das coisas curiosas era verificar que durante o sono do rato, diversas partes da córtex e subcórtex do cérebro sincronizavam.

Portanto com esses dados podemos teorizar:

“O organismo humano utiliza e necessita de ondas escalares”

Embora essa teoria não seja ainda comprovada, ela ajuda entender como determinados medicamentos atuam energeticamente no nosso corpo. Também ajuda a compreender o Bi-digital O Ring Test.

 

CAMPO INFORMACIONAL?

Uma nova luz sobre esse assunto foi lançada no I Simpósio Científico de Medicina Complementar.

Inicialmente vamos pegar o trabalho de mestrado da Profa. Maria Eugênia Garcia Porto. Uma das conclusões mais importantes foi a viabilidade da “solução imagem (4).

 

Solução imagem

Se nós pegarmos dois imãs, e entre eles colocarmos um frasco de vidro contendo água deionizada, e separado fisicamente desta uma cerâmica porosa conténdo uma solução, teremos água sem íons, mas com uma informação diferente, chamada de “Solução Imagem”.

Vamos verificar dois dados interessantes do trabalho da Profa Maria Eugênia:

a - A solução imagem de curare tem o mesmo efeito do curare, ou seja, paralisa músculos. Foi testada em pintainhos.

b - A solução imagem da atropina tem o mesmo efeito da atropina, testado como colírio em cachorros, onde foi constatada a midríase, ou seja, a dilatação fixa das pupilas

E isso somente para citar dois achados, já que a dissertação tem dados de outros testes, sempre com o mesmo resultado. Ou seja, uma porção de água, sem íons é capaz de ter o mesmo efeito biológico de uma solução química. E a conclusão é estarrecedora:

***A água é capaz de armazenar informação retirada de outro meio!***

Mas como essa informação passa da substância para a água. Há 3 hipóteses:

a) A Profa. Maria Eugênia trabalha com a hipótese da água organizar-se com pequenos grupamentos de moléculas chamadas de “clusters”. A informação modificaria a formação de clusters.

b) A informação ser veiculada por ondas eletromagnéticas e/ou ondas escalares.

c) A hipótese de “campos informacionais”

Essa terceira possibilidade foi levantada pelo Prof. Carlos Renato Zacharias durante o simpósio. O prof. Zacharias é físico da Unesp de Guaratinguetá e formulou a seguinte possibilidade:

“Além dos campos elétricos e magnéticos, há mais um campo que não é detectado por aparelhos por não termos aparelhos adequados para essa avaliação”. Esse campo é responsável pela informação (5).

E ainda segundo o Prof. Zacharias, essas informações seriam processadas por organismos vivos. E poderiam ser avaliadas por testes, como por exemplo o Bi-Digital O-Ring Test.

Holanda, A. B. Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 2 a Edição, 1986.

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(1) Citado na sala de aula do CEAC no dia 28/02/2004

(2) Salvo, S. Sinfonia da Energética. Casa Editorial Schmidt, São Paulo, 3 a edição, pg 29

(3) Porto, M E G, Alterações de Propriedades Biológicas e Físico-quimicas da Água Induzida por Campos Magnéticos.TESE DE MESTRADO, IQ-UNICAMP, 1998.

(4) Aula do Prof. Carlos Renato Zacharias durante o I Simpósio Científico de Medicina Complementar, promovido pela Associação Brasileira de Medicina Complementar e realizado na Universidade Anhembi-Morumbi, em São Paulo, de 13 a 15 de Setembro de 2004.

 

 

 

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