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ABMC Janeiro de 2009 publicado em maio de 2009
José de Felippe Junior
“A água é a matéria, a matrix e a mãe da vida”
Albert Szent-Gyorgyi
“A estrutura molecular da água é a essência da vida”
Albert Szent-Gyorgyi
“A verdadeira causa das doenças e a MEDICINA ainda não fizeram as pazes. È porque a MEDICINA ainda é muito jovem. E o que dizer dos tratamentos ”
JFJ
“As enfermidades são muito antigas e nada a respeito delas mudou. Somos nós que mudamos ao aprender a reconhecer nelas o que antes não percebíamos”
Charcot
Hipótese da Carcinogênese: A inflamação crônica sub-clínica persistente evolui em meio hipotônico devido ao edema intersticial em torno das células do sítio inflamatório o que provoca leve “inchaço celular” e a conseqüente diminuição dos osmolitos kosmotropos citoplasmáticos os quais vagarosamente transforma a água B estruturada em água A desestruturada a qual gradativamente diminui o grau de ordem-informação do sistema termodinâmico celular que ao atingir o ponto máximo suportável de entropia provoca na célula um “estado de quase morte”. Neste ponto de baixa concentração de osmolitos, predomínio de água desestruturada e alta entropia celular as células se transformam e lutam para se manterem vivas e o único modo de sobreviver é através da proliferação celular. Elas colocam em ação mecanismos milenares de sobrevivência, justamente aqueles que mantiveram as células normais no Planeta durante a Evolução. Desta forma, ocorre ativação de fatores e vias de sinalização, alcalinização citoplasmática, predomínio do ciclo de Embden-Meyerhof, etc., os quais promovem a proliferação celular neoplásica, a diminuição da apoptose, a formação de novos vasos e o impedimento da diferenciação celular. O predomínio da água A no intracelular incrementa o aumento da hidratação e do volume celular provocado pela hipotonicidade do meio inflamatório. As estratégias que transformam a água A desestruturada em água B estruturada, hiperosmolaridade intersticial e osmolitos intracelulares, restauram a fisiologia e a bioenergética celular e as células neoplásicas se diferenciam em células normais e caminham para o processo fisiológico contínuo de morte celular programada.
A água é a substância mais extraordinária, mais surpreendente e mais misteriosa do corpo humano. É o caráter anômalo da água que a faz a substância mais importante do nosso organismo. É a estrutura molecular da água a responsável pela vida e sem água não há vida, como a conhecemos (Felippe- fevereiro de 2008).
A molécula de água tão simples na sua composição (H2O) é muita complexa nas suas propriedades porque suas características químicas e físicas se comportam do modo mais anômalo, imprevisível e irregular contrariando até a Tabela Periódica dos Elementos de Dimitri Ivanovich Mendeleev (1834-1907). Este comportamento anômalo se deve às pontes de hidrogênio: pontes água - água
As pontes de hidrogênio são ligações atômicas do átomo de hidrogênio de uma molécula de água com o átomo de oxigênio de outra molécula de água formando “clusters” de vários números de moléculas ou (H2O)n, onde n é o número de moléculas de água ligadas pelas pontes de hidrogênio.
Para Lo e Huang os “clusters” de água são parceiros ativos em qualquer reação bioquímica que ocorra dentro dos organismos vivos. Estes “clusters” são creados pela interação de minúsculas quantidades de substâncias orgânicas ou inorgânicas com a água.
As pontes de hidrogênio com força randômica para mais ou para menos são necessárias no intracelular para:
1- estabilizar a conformação das hélices do DNA e do RNA o que permite manter a estrutura da molécula e a sua característica especial de enrolar e desenrolar as hélices,
2- manter a estrutura tridimensional das enzimas e das proteínas,
3- estabilizar a estrutura terciária e quaternária das enzimas e das proteínas,
4- manter a hidratação das proteínas, ácidos nucléicos e macromoléculas,
5- estabilizar, manter e proteger a membrana citoplasmática e a membrana mitocondrial,
6- interferir no potencial de membrana citoplasmático (Em) e no potencial de membrana mitocondrial (Delta-psi mt),
7- interferir na homeostasia dos poros da membrana citoplasmática e mitocondrial,
8- interferir na velocidade das reações químicas intracelulares,
9- participar das reações de hidrólise,
10- veicular informações, etc....
Deste modo, as pontes de hidrogênio são fundamentais na fisiologia celular porque funcionam como solvente, soluto, estabilizador de estruturas, hidratante e veículo de informações para que as células consigam cumprir plenamente as suas funções e sejam consideradas normais.
Philippa Wiggins, pesquisadora australiana que estuda a água há mais de 40 anos, cita os estudos de Henderson de 1913 e os de Robinson de 1994 (Vedamuthu), de 1997 (Cho) e de 1999 que culminaram em uma das mais importantes descobertas da fisiologia celular: no citoplasma dos mamíferos coexistem dois tipos de água ou a vida das células depende de dois tipos de água. Com finalidade didática vamos chamá-las de água A e água B.
Água A: Alta densidade, ativa e fluída por apresentarem pontes de hidrogênio fracas.
É uma água sem estrutura (desestruturada), com “clusters” pequenos, isto é, com o
“n” do (H2O)n muito baixo.
É a água predominante nas células em estado de proliferação.
Densidade: 1,18 g/ml
Água B: Baixa densidade, inativa e viscosa por apresentarem pontes de hidrogênio fortes.
É uma água estruturada, com “clusters” maiores, isto é, com o “n” do (H2O)n elevado. É a água predominante nas células em estado quiescente, sem proliferação.
Densidade: 0,91 g/ml
Quando a célula passa do estado quiescente para o estado de proliferação, a água intracelular muda o seu comportamento físico-químico e passa de água de baixa densidade, inativa e viscosa (água B) para água de alta densidade, ativa e fluída (água A).
Quando aumenta a quantidade de água desestruturada no intracelular, as células sofrem profundas modificações metabólicas, profundas modificações das vias de sinalização e aumento progressivo da entropia que culmina na diminuição do grau de ordem-informação do sistema termodinâmico aberto que é a célula. Na evolução deste processo o grau de ordem-informação chega a um ponto crucial e a célula atinge um nível quase não tolerável de desestruturação um estado de “estresse de quase morte” (Felippe- fevereiro de 2008, maio de 2008).
Ao chegar no “estresse de quase morte” desencadeiam-se mecanismos milenares de sobrevivência celular e as células começam a se dividir, entram em proliferação, entram em estado de mitose contínua, único modo de continuarem vivendo.
A célula normal quando agredida é capaz de colocar em ação todo potencial adquirido nos milhões de anos de planeta Terra para sobreviver. A células assim chamadas de “malignas”, são carne de nossa própria carne e portanto, também são capazes de colocar em ação este potencial ativando todos mecanismos disponíveis de sobrevivência, isto é, a ativação de fatores e vias de sinalização que: 1- promovem a proliferação celular; 2- impedem a apoptose; 3- aumentam a geração de novos vasos , 4- aumentam a produção de matrix-metaloproteinases (MMPs), etc...
O mecanismo principal que permitiu a sobrevivência do Homem no planeta foi justamente a capacidade de regeneração e cicatrização das lesões, feridas e traumatismos e estes mecanismos estão na intimidade dos genes tanto das células normais como das células ditas “malignas”.
De fato, Dauer em 2005 mostrou que tanto a regeneração das feridas como o câncer são caracterizados por proliferação celular, remodelamento da matrix extracelular, invasão e migração celular e a formação de novos vasos; e que tanto a regeneração tissular como o câncer utilizam mecanismos comuns de sinalização, entre eles o STAT 3 , o NF-kappa-B, o SAP/MAPK, os NFATs, etc. (Felippe- fevereiro de 2004 , outubro de 2007 , abril de 2008).
Todos esses fatores têm sido utilizados pelas células normais desde os primórdios da nossa existência, quando ainda éramos apenas seres unicelulares. Foram estes fatores que nos permitiram sobreviver aos extremos de temperatura, à escassez de alimentos, ao ar rarefeito (hipoxia), aos traumatismos, às feridas e às fraturas (Felippe- fevereiro de 2004). As agressões com perigo de “quase morte” ativam as vias de sinalização e permitem que as células se protejam e sobrevivam aos insultos e às lesões. As células doentes e que chamam de malignas são “carne da nossa própria carne” que estão lutando desesperadamente para sobreviver e elas sabem muito bem colocar em ação todas as artimanhas de sobrevivência (Felippe- maio de 2003 , maio de 2005 , outubro de 2007).
Desta forma, ao atingir o estado de “estresse de quase morte” desencadeiam-se os fatores de sobrevivência e as células começam a proliferar, a se proteger da apoptose, a criar novos vasos para se nutrir e a produzir enzimas para degradar a matrix extracelular para invadir territórios vizinhos.
Não são células malignas, não são células cancerosas, são apenas células doentes lutando para sobreviver. São células que precisam de cuidados, precisam de tratamento para retornarem às suas características iniciais em um fenômeno chamado diferenciação celular (Felippe – maio de 2004, maio de 2005).
Equilíbrio dinâmico, constante e ininterrupto entre água estruturada e desestruturada no intracelular: SAÚDE .
A saúde é caracterizada pelo equilíbrio dinâmico e constante entre a água estruturada e a água desestruturada. Este equilíbrio dinâmico é mantido por fatores dependentes do meio intracelular e do meio intersticial:
- Fatores dependentes do intracelular: metabolismo energético do ciclo de Embeden-Meyerhof e da Fosforilação Oxidativa.
- Fatores dependentes do meio intersticial: cuidadosa seleção celular de uma mistura de substâncias kosmotropas (estruturadoras da água) e caotropas (desestruturadoras da água).
- Fatores dependentes do intracelular.
Na fisiologia normal os dois tipos de metabolismo energético, o ciclo de Embeden-Meyerhof citoplasmático e a Fosforilação Oxidativa mitocondrial se encontram em equilíbrio dinâmico e constituem poderoso e contínuo mecanismo de modificações físicas da água citoplasmática, o primeiro desestruturando e o segundo estruturando o citoplasma. A célula normal apresenta moderado predomínio da fosforilação oxidativa e assim também apresenta moderado predomínio da água estruturada.
O ciclo de Embeden-Meyerhof, glicólise anaeróbia citoplasmática, inicia-se com a glicose (desestruturador fraco) e termina com o lactato (desestruturador forte). Cada mol de desestruturador fraco produz dois moles desestruturador forte, lactato : H3C - CH2O – COO- .
A mitocôndria recebe o piruvato do ciclo de Embeden-Meyerhof e durante a fosforilação oxidativa na cadeia de elétrons produz na bomba de prótons o cátion monovalente H+ , forte estruturador da água .
Nas células normais contínua e ininterruptamente acontece o ciclo de Embeden-Meyerof, (desestruturador) seguido da fosforilação oxidativa (estruturadora) nem sempre acoplados, mas em equilíbrio dinâmico com leve predomínio da fosforilação oxidativa e portanto da água estruturada o que proporciona as condições normais de funcionamento celular.
2. Fatores dependentes do meio intersticial.
De fundamental importância na fisiologia normal é a função da membrana celular. Ela seleciona “substâncias” ou “solutos” ou “osmolitos”, sejam iônicos ou não iônicos, que promovem o equilíbrio entre os dois tipos de água, estruturada e desestruturada . São substâncias capazes de modificar o estado físico-químico da água intracelular e que devem estar presentes no líquido intersticial para ficarem disponíveis para as células.
As substâncias que podem interferir na estrutura da água podem ser divididas em dois tipos:
- Substâncias estruturadoras ou kosmotropas (order-maker)
- Substâncias desestruturadoras ou caotropas (disorder-maker)
I- Substâncias Estruturadoras
As substâncias estruturadoras se dissolvem na água de alta densidade (tipo A - desestruturada) e a transforma em água de baixa densidade (tipo B - estruturada).
Em geral as substâncias hidrófobas se dissolvem mais facilmente na água tipo A de alta densidade.
Substâncias Estruturadoras
Água A -------------------------------------------------> Água B
Substâncias Hidrófobas
As substâncias estruturadoras ou kosmotropas correspondem aos anions polivalentes, aos cátions monovalentes e polivalentes e a alguns compostos não iônicos.
Em geral são anions e cations pequenos.
- Anions polivalentes estruturadores
- SO4 - -
- HPO4 - -
- S2O3 - -
- CO3 --
- Cátions monovalentes estruturadores
- H+
- Li+
- Na+
- Cátions polivalentes estruturadores
- Mg++
- Ca++
- Mn++
- Zn++
- Cu++
- Solutos não iônicos estruturadores
- etanol
- butanol
- álcool benzílico
- uréia em baixa concentração
II. Substâncias Desestruturadoras
As substâncias desestruturadoras se dissolvem na água de baixa densidade (tipo B - estruturada) e a transforma em água de alta densidade (tipo A - desestruturada).
Em geral as substâncias hidrófilas se dissolvem mais facilmente na água tipo B de baixa densidade.
Substâncias Desestruturadoras
Água B -------------------------------------------------> Água A
Substâncias Hidrófilas
As substâncias desestruturadoras ou caotropas correspondem aos anions monovalentes, aos cátions monovalentes e a alguns compostos não iônicos.
Em geral são anions e cátions grandes.
- Anions monovalentes desestruturadores
- HSO4 -
- H2PO4 -
- HCO3 -
- I -
- Cl -
- NO3 -
- Cátions monovalentes desestruturadores
- K+
- Cs+
- NH4 +
- Solutos não iônicos desestruturadores
- uréia em alta concentração
Philippa Wiggins ainda divide as substâncias em estruturadoras fracas e desestruturadoras fracas.
1.Substâncias Estruturadoras Fracas
- Trimetil-glicina
- Aminoácidos apolares (hidrófobos)
b1- Essenciais
- Leucina
- Isoleucina
- Metionina
- Valina
- Triptofano
- Fenilalanina
b2- Não Essenciais
- Alanina
- Glicina
- Prolina
2.Substâncias Desestruturadoras Fracas
- Glicose
- Trealose
- Taurina
- Aminoácidos polares (hidrófilos)
d1- Neutros
- Asparagina
- Cisteína
- Glutamina
- Serina
- Treonina (essencial)
- Tirosina
d2- Ácidos
- Ácido aspártico
- Ácido glutâmico
d3- Básicos
- Arginina
- Histidina
- Lisina (essencial)
Martim Chaplin, físico que muito estudou o comportamento da água, considera a trealose o mais importante estruturador da água em total desacordo com Wiggins. Ele considera a trimetilglicina um forte e não fraco estruturador da água.
Trabalhos científicos mostrando os efeitos da estruturação da água intracelular na carcinogênese.
I- Tiosulfato de sódio: estruturador inorgânico forte
II- Benzaldeído: estruturador forte
III- Mistura de solutos kosmotropos orgânicos
I- Tiosulfato de sódio: estruturador inorgânico forte
O tiosulfato de sódio (Na2S2O3) é um dos fortes estruturadores da água intracelular. Norbert Viallet em 2005 empregando apenas o tiosulfato de sódio como estruturador das pontes de hidrogênio conseguiu diminuir drasticamente (quase 50%) a proliferação do carcinoma epidermoide humano implantado em camundongo.
Os camundongos foram implantados com células FACU do carcinoma epidermoide humano e a seguir receberam uma única injeção intraperitoneal de salina (controle) ou somente tiosulfato (1600 mg/Kg). No grupo salina o volume do tumor atingiu 1200 mm3 em 25 dias de evolução e no grupo com somente tiosulfato atingiu 650 mm3, isto é, houve diminuição de quase 50% do volume tumoral empregando-se apenas um dos tipos de estruturador kosmotropo.
II-Benzaldeído: estruturador forte
O benzaldeído é um soluto inorgânico francamente hidrófobo de fórmula: C6H5CHO. Por ser hidrófobo e de relativo baixo peso molecular acredita-se que ele tenha a capacidade de estruturar as moléculas de água.
Na literatura médica encontramos trabalhos científicos bem desenhados que mostraram forte efeito anticarcinogênico do aldeído benzóico administrado por via oral, nos mais variados tipos de câncer e que se apresentavam clinicamente em estado terminal. Em 1980, Mutsuyuki Kochi e colaboradores publicam o trabalho mais importante da literatura médica sobre a atividade antitumoral do benzaldeído em seres humanos, medicamento de baixo custo, atóxico e além do mais de sabor agradável (amêndoas).
Noventa pacientes com carcinoma inoperável em estagio terminal e 12 pacientes em sérias condições clínicas com outros tipos de tumores receberam por via oral ou retal o benzaldeído, na forma de betaciclodextrina - benzaldeído (CDBA), na dose de 10mg/kg/dia de benzaldeído, divididas em 4 doses.
Somente se considerou os pacientes que tomaram regularmente o benzaldeído por um período superior há 1 mês. Desta forma, 57 pacientes foram considerados no estudo clínico. Destes 57 pacientes, 19 responderam completamente (desaparecimento do tumor), 10 responderam parcialmente (acima de 50% de regressão) e 26 apresentaram leve melhora ou permaneceram estáveis. Para todos os pacientes que responderam, houve uma longa duração da resposta , porém, dependente de um longo período de tratamento com o CDBA. Foi possível verificar algo muito interessante: no carcinoma epidermoide houve a diferenciação do tumor em células epidermoides normais queratinizadas. Observou-se também diferenciação de um adenocarcinoma retal estenosante.
Histórico:
Os estudos se iniciaram com Takeuchi que empregou uma fração volátil extraída do figo, no carcinoma de Ehrlich de camundongos. Entre 1965 e 1975, 83 pacientes foram tratados pela via intravenosa com a fração volátil do figo. Esta fração, de difícil padronização, foi efetiva em apenas 12 pacientes, 4 dos quais responderam com remissão total, enquanto que não se observou resposta nos 71 pacientes restantes. Estudando o componente carcinostático da fração volátil do figo, identificou-se que o agente eficaz era o benzaldeído, elemento hidrófobo, capaz de provocar alterações físico-químicas na água: produtor de pontes de hidrogênio.
Medicamento:
Como o benzaldeído é muito pouco solúvel em água ele não é adequado para injeção intravenosa, intramuscular ou subcutânea. Desta forma preparou-se uma inclusão betaciclodextrina-benzaldeido que foi administrada na forma de tabletes ou de supositórios. A quantidade de benzaldeído no CDBA é de 8.3%, e assim 6g de CDBA contém cerca de 500mg de benzaldeído.
Resultado do estudo:
Todos os pacientes que entraram no estudo possuíam confirmação histológica do diagnostico tumoral. Os pacientes já haviam se submetido a todo tipo de tratamento convencional tais como, cirurgia, quimioterapia e ou radioterapia, sem sucesso terapêutico e com progressão da doença maligna.
Desta forma, de acordo com a Declaração de Helsinke o médico tem não somente o DIREITO, mas o DEVER de procurar uma alternativa segura dentro da Lei. Digo dentro da Lei e não da Resolução ou Decreto.
Dos 57 pacientes, 32 eram homens, 15 eram mulheres e todos se encontravam em estágio bem avançado da doença maligna, sendo considerados pacientes terminais. A idade dos pacientes variou de 4 a 82 anos com média de 53 anos. Os tipos de câncer eram os mais variados: leucemia mielocítica aguda (2), linfoma maligno (2), mieloma múltiplo (1), leiomiosarcoma (1) e os seguintes carcinomas: língua (4), parótida (2), pulmão (9), mama (2), esôfago (2), estomago (10), fígado (6), pâncreas (4), colon (1), reto (3), rins (2), cérebro (3), bexiga (2) e seminoma de testículo (1).
Neste estudo a administração do benzaldeído durou 2 anos e 5 meses e todos os pacientes foram observados por 2 - 4 semanas a mais de 2 anos.
Segundo Kochi, dos 57 pacientes com câncer terminal, 19/57 ou 33% apresentaram remissão completa do tumor; 10/57 ou 17,5% apresentaram remissão parcial (acima de 50% de regressão); 19/57 ou 33% estavam melhorando ao ser escrito o trabalho; 7/57 ou 12,3% permaneceram com a doença estável e em 2 pacientes houve progressão da doença.
Dos 9 carcinomas de pulmão, 3 apresentaram remissão completa, 3 remissão parcial, 1 se estabilizou e 2 apresentaram progressão da doença.
Três dos 4 pacientes com carcinoma epidermoide de língua haviam recebido previamente radioterapia e quimioterapia e todos se encontravam em péssimas condições clínicas no início do tratamento com o benzaldeído. Após 1,5 a 6 meses de CDBA, todos os pacientes com câncer de língua alcançaram remissão completa. Nestes 4 pacientes houve um fato muito interessante: a diferenciação do carcinoma epidermoide para células epidermoides normais e queratinizadas.
Uma paciente de 83 anos com adenocarcinoma de reto e obstrução quase completa do canal anal, respondeu completamente ao CDBA não sendo necessária a cirurgia, pois as fezes agora passavam livremente pelo reto. Aqui também se observou diferenciação do adenocarcinoma em células intestinais normais.
Um menino de 4 anos com leucemia mielocítica aguda, já havia recebido nos últimos 10 meses, adriamicina, arabinoside citosine, vincristina , prednisolona e como manutenção o methotrexate, entretanto, sem conseguir a remissão do quadro leucêmico . Dez dias após o início do tratamento com CDBA, ele obteve remissão completa do quadro leucêmico e na evolução as plaquetas, leucócitos e hemoglobina retornaram aos valores normais. A remissão completa durou mais do que 4 meses e não houve efeitos tóxicos durante o tratamento.
Apesar da persistente administração oral do CDBA, cerca de 500mg/dia de benzaldeído por mais de 1 ano , não se observou efeitos tóxicos ou reações colaterais hepáticas ou renais, nem se observou leucopenia, trombocitopenia, anemia, anorexia, vômitos ou queda de cabelo. A resposta terapêutica perdurou enquanto o paciente ingeriu o medicamento.
Vários tipos de tumor apresentam diferentes sensibilidade ao benzaldeído, assim no leiomiosarcoma doses de 30mg / dia se mostraram muito eficazes, já no carcinoma epidermoide ou no adenocarcinoma são necessárias doses de 300 a 500mg/dia.
III- Mistura de solutos kosmotropos orgânicos
Os trabalhos mais importantes na área de estudo da estruturação da água intracelular foram realizados pelo pesquisador Prof. Dr. M. Waheed Roomi e seus colaboradores da Divisão de Câncer do Instituto Matthias Rath da Califórnia. Brilhantemente estes inteligentes e disciplinados cientistas mostraram que o emprego de uma mistura de substâncias nutricionais estruturadoras da água intracelular possui efeitos antitumorais em vários tipos de câncer tanto in-vitro como in-vivo: pulmão, próstata, mama, pâncreas, bexiga urinária, glioma, testículo, melanoma e fibrosarcoma .
Os efeitos antitumorais compreendem a diminuição da proliferação celular, a diminuição da invasividade tumoral, a diminuição da neoangiogênese e a abolição das metástases.
A mistura de substâncias nutricionais empregada por Roomi e colaboradores consistiu em: L-lisina:1000 mg , L-prolina:750 mg , L-arginina:500 mg , extrato de chá verde padronizado para 80% de polifenois:1000 mg , vitamina C como ácido ascórbico, ascorbato de magnésio e ascorbato de cálcio: 700 mg, N-acetilcisteína: 200 mg, selênio:30 mcg, cobre:2 mg e manganês:1 mg.
Para Roomi a mistura nutricional provoca inibição da atividade das matrix-metaloproteinases 2 e 9 ( MMPs 2 e 9 ou gelatinases A e B) o que fortalece a matrix extracelular do colágeno dificultando a invasão celular maligna e o desgarramento destas células, isto é dificulta as metástases.
Cremos que o mecanismo íntimo de ação desta mistura nutricional é a estruturação da água intracelular a qual abole a proliferação celular o que faz cessar os mecanismos de sobrevivência celular. Uma vez que os mecanismos de sobrevivência celular não são mais necessários, cessa a ativação das MMPs e predomina o estado fisiológico normal de inibição das MMPs. Na presença da água estruturada tipo B, de baixa densidade, inativa e viscosa, ocorre inibição das MMPs.
Senão vejamos:
A prolina é aminoácido polar, isto é, hidrófobo e portanto, estruturador da água intracelular. A vitamina C na sua forma ácida aumenta a quantidade de “clusters” da água citoplasmática. O magnésio, cálcio, selênio, manganês e o cobre como cátions bivalentes também possuem a habilidade de aumentarem as pontes de hidrogênio intracelular, sendo considerados fortes estruturadores da água citoplasmática. Os polifenois também são considerados fortes geradores de “clusters” de moléculas de água e portanto, fortes estruturadores. (Chaplin-1999 e site ; Wiggins 1971,1972,1990 a,b,c , 1996, 1999, 2001).
Os aminoácidos arginina e lisina são considerados desestruturadores fracos, entretanto, a arginina aumenta a geração de oxido nítrico (NO) provoca vasodilatação e aumenta o aporte da mistura nutricional para a massa tumoral. A lisina é um estabilizador clássico das fibras colágenas.
Roomi já havia mostrado que os efeitos da combinação de ácido ascórbico, lisina, prolina e epigalocatequina-galato aumentavam a atividade anti invasiva do câncer quando comparado com o uso único da epigalocatequina-galato (EGCG). O emprego de 20 mcg/ml de EGCG passa a ter um efeito de 50 mcg/ml de EGCG quando combinado com os 3 elementos citados (Roomi-2004). Desta forma a inclusão de vários tipos de nutrientes permite a diminuição da dose de EGCG e o aumento da eficácia.
Os estudos de Roomi foram elaborados:
a – In-vivo: geralmente em camundongos sem timo pesando 21g que consumiam em média durante o estudo 20 mg da mistura por dia. O grupo controle recebia apenas a dieta regular sem a suplementação da mistura nutricional, e
b- In-vitro onde foram empregadas linhagens de células tumorais humanas e quantidades crescentes da mistura estruturadora.
Estudo de toxicidade da mistura nutricional estruturadora da água intracelular
Roomi em 2003 estudou em ratos (250-300 g) a toxicidade da mistura de nutrientes (30, 90 ou 150 mg por dia por 7 dias) e não verificou efeitos adversos na histologia do coração, fígado e rins, assim como não notou a elevação de vários tipos de enzimas, indicando que a mistura é segura. Quanto aos níveis de lipídeos no sangue observou significante diminuição da concentração de triglicérides e do colesterol total quando comparado com o grupo controle (Roomi-2007). Este fato pode ser explicado pela melhor estruturação da água citoplasmática das células hepáticas do animal intacto.
Câncer de pulmão
Foram utilizadas células A549 do carcinoma pulmonar humano.
Os camundongos suplementados desenvolveram tumores significantemente menores que os não suplementados, isto é, houve uma diminuição de quase 50% do peso tumoral. A histologia de ambos os grupos foi semelhante exceto que no grupo suplementado havia 20% de necrose da massa tumoral e a reação inflamatória consistia principalmente de macrófagos.
In-vitro, a mistura nutricional na dose de 500 mcg/ml não mostrou efeito significante sobre o crescimento do carcinoma pulmonar. Entretanto, a dose de 1000 mcg/ml inibiu o crescimento tumoral em 80% em relação ao controle e também observou-se aumento da apoptose.
O efeito da mistura sobre as matrix-metaloproteinases (MMPs) foi dose dependente atingindo os 100% de inibição com a dose de 500 mcg/ml . A invasividade tumoral foi inibida em 64% com 100 mcg/ml e atingiu os 100% de inibição na concentração de 500 mcg/ml (Roomi- 2007).
Salientamos que as matrix metaloproteinases estão envolvidas no crescimento tumoral, neoangiogênese, invasão e metástases e que tumores altamente metastáticos como o carcinoma pulmonar secretam maiores quantidades de MMPs que tumores pobremente metastáticos. A prevenção da degradação da matrix extracelular inibindo a atividade das MMPs principalmente da MMP-2 (gelatinase A) e MMP-9 (gelatinase B) bloqueia a invasividade local e o desgarramento de células para locais distantes (metástase).
Já salientamos que o predomínio de água estruturada faz cessar a proliferação neoplásica e a célula volta ao estado fisiológico normal não mais sendo necessária a inibição das metaloproteinases.
Câncer de próstata
Utilizou-se linhagem humana do câncer de próstata de dois tipos: sensível ao androgênio (LNCaP) e não sensível ao androgênio (DU145, PC-3) .
A mistura nutricional, in-vitro, não possui efeito na dose de 50 mcg/ml, entretanto na dose de 500 mcg/ml apresenta significante efeito antiproliferativo. A proliferação da linhagem LNCaP é inibida em 80% com 100 mcg/ml. A proliferação da linhagem DU145 é inibida em 47% com 1000 mcg/ml. A inibição das MMP-2 e MMP-9 pela mistura é dose dependente nas linhagens PC-3 e DU145. Na linhagem LNCaP não se detectou a presença de MMPs.
A invasão das células DU145 e LNCaP através do Matrigel foi completamente inibida com 500 mcg/ml e a invasão das células PC-3 com 1000 mcg/ml (Roomi-Ivanov-2004).
Câncer de mama
Provocou-se tumor mamário em ratas com injeção intra-peritoneal de N-metil-N-nitroso-ureia.
A dieta com 0,5% da mistura nutricional reduziu a incidência e o número de tumores mamários em 68,4%. De 10 ratas do grupo controle, nove desenvolveram pelo menos um tumor sendo 19 o total de tumores neste grupo. Em contraste, encontramos 5 ratas do grupo tratado isentas de tumor, e o número total de tumores neste grupo foi de apenas 6.
O tamanho tumoral (comprimento x largura x 0,5) foi reduzido em 60,5%, regredindo de 18,3 cm2 no grupo controle para 7,2 cm2 no grupo tratado.
O peso do tumor reduziu de 4,34g no controle para 0,97 no grupo suplementado, isto é, uma diminuição de 78%.
Histologia:
Os tumores desenvolvidos no grupo controle foram todos adenocarcinomas predominatemente ductais, semelhante ao que ocorre nas mulheres, em contraste com o grupo suplementado que incrivelmente foram todos fibro-adenomas, isto é, tumores benignos.
As ratas controles desenvolveram 30% de ulceração tumoral enquanto nas ratas suplementadas a ulceração atingiu apenas 10% delas (Roomi-Roomi-2004).
Câncer de pâncreas
Utilizou-se células do câncer de pâncreas humano linhagem MIA PaCa-2.
Na dose de 10 mcg/ml a mistura nutricional não inibiu a proliferação celular, in vitro, entretanto, o aumento da concentração mostrou efeito antiproliferativo dose-dependente com o máximo de inibição de 38% na dose de 1000 mcg/ml. A atividade da MMP-9, única metaloproteinase alterada, não suportou a dose de apenas 100 mcg/ml sendo totalmente inativada nesta baixa concentração. A invasividade foi inibida em 66%, 69%, 87% e 100% respectivamente com as doses de 10, 50, 100 e 500 mcg/ml. Não se observaram efeitos tóxicos (Roomi-2005).
Câncer de bexiga urinária
Utilizou-se células T-24 do câncer de bexiga humano.
A mistura nutricional inibiu totalmente a secreção de MMP-2 na dose de 500 mcg/ml e de MMP-9 na dose de apenas 100 mcg/ml. A invasão foi inibida de um modo dose dependente atingindo 95% aos 500 mcg/ml e 100% aos 1000 mcg/ml (Roomi-2006).
Câncer de cérebro: glioma
Utilizou-se células gliais humanas da linhagem A-172.
A MMP-2 única metaloproteinase existente na cultura, foi inibida de um modo dose dependente atingindo inibição total com 500 mcg/ml da mistura nutriente. A invasão tumoral foi completamente inibida com 1000 mcg/ml da mistura (100% de inibição no Matrigel). Somente na dose de 1000 mcg/ml a mistura nutricional afetou a proliferação do glioma: 50% de redução (Roomi-2007) .
Câncer de testículo
Utilizou-se células NT 2/DT do câncer testicular humano.
A mistura nutricional não mostrou efeito significante na proliferação celular, entretanto, inibiu totalmente a MMP-2 e a MMP-9 na dose de 100 mcg/ml. A invasão tumoral em Matrigel foi reduzida em 84% na dose de 50 mcg/ml. Não houve efeitos tóxicos (Roomi-2007).
Mesotelioma
Utilizou-se a linhagem MM de células MSTO-211 H, humanas.
O mesotelioma é um tumor altamente agressivo de difícil tratamento geralmente associado ao asbestos. As matrix metaloproteinases produzidas pelas células tumorais desempenham papel chave na invasão tumoral e nas metástases, sendo importante a inibição destas enzimas para melhor tratar o paciente.
A MMP-2 e a MMP-9 foram inibidas de um modo dose dependente e a total inibição foi alcançada com a concentração de 500 mcg/ml. A invasão em Matrigel foi inibida em 27%, 36% e 100% respectivamente com concentrações de 50, 100 e 500 mcg/ml. Não houve toxicidade (Roomi- 2006).
Melanoma
Utilizou-se células A2058 do melanoma humano implantados no camundongo sem timo.
A suplementação com a mistura nutricional diminuiu fortemente a proliferação tumoral em 57%, sem provocar efeitos tóxicos. Os estudos histológicos mostraram inibição da MMP-9, do VEGF (fator de crescimento do endotélio vascular) e do índice mitótico.
In-vitro a inibição da proliferação celular foi de 64% com 500 mcg/ml e a inibição da invasão celular no Matrigel foi de 95% com apenas 100 mcg/ml da mistura (Roomi-Ivanov-2006).
Em outro estudo investigou-se o efeito da mistura nutricional sobre as metástases pulmonares provocadas pela injeção de células B16F0 no camundongo fêmea C57BL/6.
A mistura estruturadora da água citoplasmática foi administrada junto com a dieta correspondendo a 0,5% da ração ou por via intraperitoneal ou por via intravenosa. As metástases foram computadas 2 semanas após a injeção das células tumorais. A colonização pulmonar foi reduzida em 63% nos animais suplementados por via oral, em 86% nos animais que receberam a mistura via intraperitoneal e em 100% nos animais que receberam o tratamento via intravenosa (Roomi-Roomi-2006).
Fibrosarcoma
Utilizou-se células HT-1080 do fibrosarcoma humano.
In-vivo, a proliferação celular foi estudada no camundongo atímico e com o emprego da mistura nutricional observou-se significante diminuição da proliferação celular maligna, da secreção da MMP-9 e do VEGF.
A invasão celular no Matrigel foi inibida 100% na concentração de 1000 mcg/ml (Roomi-2006).
Conclusão
Utilizando sempre o mesmo tipo de estratégia, mistura de substâncias estruturadoras da água intracelular, Roomi conseguiu os mesmos efeitos terapêuticos em tumores de vários órgãos, de vários tipos histológicos e abrangendo os três folhetos fundamentais: endoderma, mesoderma e ectoderma, isto é, carcinomas e sarcomas. Estes fatos nos revelam mais uma vez que os tumores “malignos” têm uma base etiopatogênica comum.
Não podemos dizer que o câncer é uma gama enorme de doenças, câncer é uma entidade somente. São células normais que chegando a um “estresse de quase morte” começam a se dividir com o intuito de sobreviverem.
È o organismo do paciente que necessita de tratamento e não o tumor visível. Não é extirpando com a cirurgia, intoxicando com a quimioterapia ou queimando com a radioterapia que controlaremos células em sofrimento, células que tão somente querem sobreviver. Os ataques ferozes da terapêutica convencional, se não conseguirem matar todas as células assim chamadas de malignas, conseguirão tão somente selecionar um grupo de células com mecanismos de sobrevivência ainda mais aguçados. E as células vão continuar a proliferação e o “câncer” receberá um belo nome oncológico: câncer com resistência a múltiplas drogas ( em inglês “MDR cancer”)
A medicina é repleta de nomes e carente de conceitos fundamentais bioquímicos, fisiológicos, moleculares e atômicos.
A mistura nutricional composta de substâncias estruturadoras da água intracelular, interfere nos mecanismos íntimos de sobrevivência celular, transforma a caótica água tipo A (alta densidade, ativa e fluída) em água tipo B (baixa densidade, inativa e viscosa) o que retira as células da condição de “estresse de quase morte” e as impelem para um estado metabólico com alto grau de ordem-informação do seu estado termodinâmico e baixa entropia o que permite que a mitocôndria assuma o controle da função bioenergética celular. As células param de se reproduzir, param de fabricar ou ativar as MMPs, param de fabricar VEGF, param a geração de NF-kappaB, de STAT-3 e NFATs e voltam ao convívio social, morrendo naturalmente por apoptose, como acontece com as suas vizinhas não transformadas. Volta a reinar a baixa entropia e o alto grau de ordem-informação, volta a existir o equilíbrio: matéria- informação-energia. Volta a existir a vida tal qual nós a conhecemos.
“ MEDICINA BIOMOLECULAR é aquela que cuida do corpo humano com todo respeito bioquímico e fisiológico é aquela que cuida da : MATÉRIA - INFORMAÇÃO - ENERGIA”
JFJ
“Na arte de curar, deixar de aprender é omitir socorro. Retardar tratamentos esperando maiores evidências científicas é ser cientista e não médico”
JFJ
“O Direito dos médicos cuidar dos pacientes sob sua responsabilidade está na Declaração de Helsinke e principalmente está na LEI . Não está nas Resoluções ou nos Decretos”
Declaração de Helsinke e Pareceres de Juízes Federais e Desembargador Federal
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