outubro/2009
Análise da topologia óssea em 2140 pacientes no período do climatério. Predição do risco de fraturas osteoporóticas da senilidade
Renata Iannetta, Rodrigo Alves Ferreira e Odilon Iannetta
Objetivo: O trabalho teve como propósito analisar simultaneamente o estado da matriz mesenquimal protéica e a quantidade de massa óssea em 2.140 mulheres do climatério. Correlacionou o parâmetro protéico (UBPI) com a massa óssea (AD-SoS) normal, osteopenia e osteoporose, configurando uma avaliação completa do tecido ósseo.
Material e Método: Utilizando a tecnologia com Inteligência Artificial, DBM Sonic BP, as pacientes foram sub-divididas nos seguintes grupos: 476 pacientes normais, 729 com osteopenia e 935 com osteoporose.
Resultados: Entre as 476 pacientes com massa óssea normal, 98 (20,6%) revelaram matriz protéica inadequada. Entre as 729 pacientes com osteopenia, 310 (42,4%) apresentaram matriz protéica inadequada. Entre as 935 pacientes com o diagnóstico de osteoporose, 935 (100%) todas apresentaram matriz protéica inadequada. De acordo com a fisiopatologia atual da osteoporose, as pacientes portadoras de osteopenia e osteoporose registraram substancial elevação no grau de deterioração na matriz protéica óssea (UBPI). A ferramenta que analisa a matriz protéica (UBPI) revelou-se um marcador biológico precoce para avaliação da resistência tensil e do risco de fratura. A diferença estatística significante (p<0,001) a favor da deterioração da matriz mesenquimal protéica (UBPI) demonstrou sua precedência aos quadros de osteopenia e osteoporose.
Conclusões: A pesquisa realça a importância da avaliação da topologia óssea ao longo do climatério e enfatiza o valor do rastreamento seqüencial da deterioração da micro-arquitetura óssea dos ossos endostal, trabecular e cortical. As análises através da topologia óssea se revelaram mais abrangentes e adicionam minuciosas ferramentas que perfazem os atuais conceitos da osteoporose, segundo o projeto genoma.
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