A Medicina Biomolecular foi regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina na Resolução 1500/1998 e homologada na Resolução 1938/2010 com a assessoria da Associação Brasileira de Medicina Biomolecular.
 

Tributo  ao Dr. Gilberto Pradez

 

 

“Das vacinas rudimentares à imunoterapia ativada, cura definitiva das alergias"

O verdadeiro médico é aquele que utiliza todo o seu conhecimento na cura dos pacientes e de maneira alguma os mantém cativos e crônicos em um tratamento sintomático e paliativo. Graças a Deus possuímos médicos no Brasil como o Dr.Pradez

José de Felippe Junior


Nome: Gilberto Maurício Pradez de Faria

Casado, brasileiro, natural de Recife.

Data do nascimento 24 de agosto de 1941

 “A utilização exclusiva de remédios que controlam ou impedem as crises de alergia, são apenas tratamentos sintomáticos. Como não tratam as causas, não deve ser considerado tratamento. O verdadeiro tratamento deve utilizar: Imunoterapia Ativada contra os alergenos que as causam; controle dos ambientes onde vive o paciente e remédios que impeçam as crises. Por isso, a utilização exclusiva de remédios controladores de sintomas, significa negligência para com o paciente alérgico”. Gilberto Pradez


BRASIL:

- Formado em 1966 pela então Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil hoje Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, dedicou-se desde a metade do terceiro ano ao estudo da Alergia e da Imunologia.

- Interno da 1 a Cadeira de Clínica Médica da Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil - Serviço do Prof. Clementino Fraga Filho - 4 a e 20 a Enfermarias da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro (1963 - 1966).

- Interno do Serviço de Alergia e Imunologia da 1 a Cadeira de Clínica Médica da Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, chefiada pelo Dr. Antônio de Oliveira Lima - Sta. Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro (1963-1966).

- Interno do Ambulatório de Alergia da 1 a Cadeira de Clínica Médica a Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, chefiada pelo Dr. Oswaldo Antônio Braga Seabra - Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro (1963-1966).

- Alergista e Imunologista (1966).

Entre julho de 1963 e março de 1967 dedicou-se com afinco ao estudo da Alergia e Imunologia tendo trazido para o Serviço a Classificação de Gell e Coombs, que revolucionou os conceitos terapêuticos da época. Com isso ficava mais fácil compreender os mecanismos imunológicos que afetavam os pacientes e tratar qualquer manifestação alérgica.

Estes três professores tiveram grande influência na sua formação e o conduziram para a pesquisa clínica e laboratorial levando-o ao exterior para os melhores centros de pesquisa e clínicas de alergia da época.


ESPANHA:

Estudou na Espanha, como “Interno do Departamento de Alergia, Imunologia, Bacteriologia e Micologia da “Clínica N.S. de la Concepción”- Fundación Jiménez Díaz - Madrid (1967-1968) ", onde se dedicou ao preparo de alergenos e vacinas para alergia (diagnóstico e tratamento). Teve contato com muitas novidades, entre elas a extração de alergenos a quente em Rotavapor onde os antígenos são aquecidos em um banho Maria a vácuo e concentrados simultaneamente. Isto impede a desnaturação das proteínas antigênicas o que melhora em muito a eficácia das vacinas.

Colaborou nas primeiras pesquisas laboratoriais de isolamento da IgE com o Dr.Ortiz Mallorens e na clínica de alergia com o Dr. Carlos Lahos.


FRANÇA:

Na França foi Interno do Departamento de Alergia e Imunopatologia do “Hôpital Broussais” - Serviço do Prof. Bernard Halpern - Paris (1968- 1969).

Trabalhava no ambulatório do hospital e na enfermaria de transplantes de órgãos tendo ajudado o primeiro transplante de coração preparando e purificando soro antilinfocitário em cordeiros. Trabalhou no laboratório de alergenos do hospital, preparando e cultivando alergenos dos mais diferentes tipos (inalatórios, alimentares, bacterianos, micóticos, virais e de contato).

Trabalhou ainda como Interno do “Laboratoire de Médècine Experimentale de L’ Institut D’Immuno - Biologie” - Collège de France - Fondacion Claude-Bernard - Paris (1968- 1969),com Ruben Binaghi, onde desenvolveu pesquisa laboratorial para diagnóstico “in vitro” de algumas manifestações clínicas alérgo-imunológicas.


INGLATERRA:

Trabalhou com Jack Pepis, mas não concluiu o estágio por problemas familiares que culminaram com a perda de uma irmã.

De volta ao Brasil começou a dar sentido a sua carreira profissional tendo se dedicado à pesquisa e a clínica particular, aplicando todos os recursos aprendidos durante seus estudos no exterior.

Foi sucessivamente Pesquisador do Conselho de Pesquisas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1969-1971), Pesquisador Assistente do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq -1972),

Em pouco tempo chegou a chefia da Divisão de Alergia do Serviço de Doenças do Tórax da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro - Serviço do Prof. Júlio Polisuk - (1972-1975).

Tornou-se Membro Efetivo das Sociedades: Brasileira de Pneumologia (1970), Latino-Americana de Alergia (1979), e membro ativo da “Membro da New York Academy of Sciences (1980)”.

Em 1972 montou sua primeira Clínica Pró Alérgico Ciência - RJ – Botafogo. Anos mais tarde devido a grande procura pela Imunoterapia Ativada montou mais duas Clínicas Pró Alérgico Ciência na Tijuca (1992) e depois na Barra d Tijuca (1999).

Como resultado de suas pesquisas foi Produtor de Antígenos para o Laboratório IMMUNO S/A - Produtos Químicos e Biológicos (1972 - 1989), e teve suas vacinas industrializadas: IMUNOVAC DEPOT (1972), RESVAC DEPOT, BIOVAC DEPOT, TOXOIVAC DEPOT, FITOVAC DEPOT (1980).

Com o prestigio obtido tornou-se Consultor em alergenos, vacinas e imunoterapia do Alergo Center (1972) e de diagnóstico alergológico “in vitro” do AlergoSystems. (1992), e de Alergia e Imunologia da Biociência do Brasil - Produtos Tecnológicos Ltda ( 1992).

Buscando sempre melhorar a qualidade de vida de seus pacientes introduziu no Brasil a titulação dos alergenos dosados em PNU (Unidades de Nitrogênio Protéico) - 1975 e em AUR - 1982.

Sempre buscando um melhor futuro para sua clientela alérgica desenvolveu vários tipos de vacinas de depósito através de pesquisa própria: AL-PRE (1972) – ALGINATO-VACINAS (1980) Trouxe da Inglaterra as VACINAS POLIMERIZADAS POR GLUTARALDEÍDO (1990) e as KELADAS POR AMINOÁCIDOS (1992).

Buscando sempre conforto e melhores resultados clínicos foi buscar na Ucrânia a Imunoterapia Ativada - ITA (intradérmica e dolorosa - 1993). Anos mais tarde desenvolveu uma modificação do método de aplicação da ITA para subcutânea e indolor – 1995 além de ter conseguido aumentar a temperatura de conservação desta imunoterapia de 86 0C (negativos) para a temperatura de freezer comum (18 0 a 24 0C negativos).

Fundou várias sociedades e foi Membro Fundador da Sociedade Brasileira de Meio Ambiente e Controle de Qualidade de Ar de Interiores - “BRASINDOOR” (1995), e seu primeiro Vice-Presidente (1995-1997).

Desde 1996 dirige a Sociedade Pró Alérgico em Estudos, Pesquisas e Desenvolvimento Tecnológico (1996) .

A vida profissional de Gilberto Pradez foi sempre voltada para a especialidade, tendo sempre procurado passar informações corretas e precisas para colegas e pacientes. Sem estar ligado a nenhuma universidade se projetou nacional e internacionalmente tendo passado a tecnologia de sua Imunoterapia a um grupo americano-canadense chefiado pelo Dr Schaider (2002) e chamada de “Ultra Low Dose Imunotherapy” ou “Enzyme Activated Immunotherapy”. Isto só vem confirmar e coroar de êxito a vida deste profissional da medicina brasileira. A Imunoterapia é um divisor de águas da medicina.

Transcrevo a seguir página do trabalho publicado por ele em nossa revista (Sociedade Brasileira de Medicina Biomolecular e Radicais Livres no número de abril, maio e junho de 2000).

“No inicio de minha vida profissional, só existiam as vacinas aquosas. Elas precisavam ser aplicadas a cada três ou quatro dias durante pelo menos dois ou três anos, chegando em certos casos a cinco anos de tratamento. Isto era necessário para suprir o sistema imunológico permanentemente com material imunizante. Apesar do tempo de vacinação, esta metodologia tinha resultados clínicos medíocres em comparação com os da Imunoterapia Ativada. Poucos pacientes se curavam, visto que, devido ao elevado número de injeções, abandonavam o tratamento muito antes dos resultados

aparecerem ou mesmo se consolidarem. Criou-se deste modo alguns mitos: “ Alergia não tem cura”; “Alergia é doença de rico”; “Alergia é para toda vida”.

As vacinas aquosas eram utilizadas desde os primórdios da alergia. Sem dúvida alguma, já naquela época havia um certo interesse de se manter os tratamentos com baixos níveis de eficácia. A partir de 1955, a imunologia passou a empregar diversos artifícios galênicos para reduzir a velocidade, tanto da absorção, como da eliminação dos alergenos. Com isso ocorria um aumento do tempo da disponibilidade antigênica. Começaram com a utilização das substâncias adsorventes empregadas no preparo de vacinas imunizantes como tétano, difteria e coqueluche. Antigamente as vacinas eram adsorvidas em hidróxido de alumínio ou em alúmen, mas devido à fina camada adsorvente ela se separava do antígeno logo que era injetada. As respostas imunes, portanto, eram débeis.

Procurei um novo caminho, um modo de reter por mais tempo os alergenos no sítio da inoculação. A primeira tentativa foi incluí-los no adjuvante de Freund e, em seguida no estearato de alumínio. Não deram certo. Tentei então um novo artifício galênico; modificar as vacinas aquosas através da toxoidização dos antígenos. Isto deu rigidez às moléculas antigênicas e aumentou a potência relativa das vacinas. Além disso, modifiquei várias técnicas de extração. Passei a extrair os alergenos à quente e com ultra-som. A melhora foi sensível e pouco depois desenvolvi a metodologia AL-PRE que produzia microcristais birrefringentes de alumínio e cálcio que aprisionavam os antígenos. Estes microcristais, quando injetados, eram fagocitados rapidamente e, produziam identicamente, respostas imunes com maior eficácia. Com isto, deixou de haver o risco do choque anafilático, ficando muito mais fácil fazer a imunoterapia com doses elevadas ou mais potentes.

Esta nova metodologia permitiu que a primeira vacina por mim desenvolvida, fosse industrializada por uma multinacional que logo se interessou pela tecnologia. A I mmuno S/ A Produtos Biológicos e QuíMicos lançou em 1972 a Imunovac depot (microcristalizada - AL-PRE). Ela esteve no mercado brasileiro por mais de dezessete anos e era utilizada contra alergias respiratórias e ingestatórias conforme os conceitos atuais.

Ao longo de minha vida profissional, pesquisei novos métodos de Imunoterapia, sempre norteado pelo desejo de buscar melhores resultados clínicos com maiores intervalos entre as doses, devido ao grande conforto que isto representa.

Em 1980, desenvolvi as alginato-vacinas em concentração única e foram industrializadas pelo mesmo laboratório: Biovac (contra alergia à picada de insetos), Fitovac (vacina para alergia micótica), Toxoivac (vacina para alergia bacteriana) e Resvac (para alergias respiratórias). Estas vacinas estiveram no mercado farmacêutico por mais de oito anos.

Meu principal objetivo sempre foi melhorar a qualidade de vida dos alérgicos, resolvendo seus problemas com vacinas preparadas dentro da faixa imunogênica de Bier, recusando-me a fazer vacinas fora dela. As vacinas quando corretamente preparadas iniciam a fase da redução dos sintomas entre o segundo e terceiro frasco de vacina e isto em geral ocorre em dois ou três meses.

Do ponto de vista imunológico, estas vacinas funcionam criando anticorpos bloqueadores da classe IgG, que impedem o contato dos alergenos com as IgEs fixadas aos mastócitos, bloqueando as reações alérgicas.

Em 1993 eu trouxe para o Brasil uma enorme evolução no tratamento imunoterápico das alergias, visto que observei e continuei a observar assombrosos resultados clínicos, e o que é melhor, rapidamente. Fui por isso instigado a estudar e adaptar esta terapia efetivamente superior a todas as outras conhecidas até então. Esta tecnologia avançada foi por minha equipe e eu exaustivamente pesquisada e criteriosamente adaptada às condições brasileiras. Estamos agora no estágio de poder compartilhar com outros colegas estes novos conhecimentos que já são utilizados na nossa prática clínica há mais de sete anos. Os resultados são muito superiores às vacinas anteriormente desenvolvidas por mim, como as: AL-PRE, Alginato, Polimerizadas (tecnologia inglesa adaptada), Queladas por Aminoácidos (Keladas) e Adjuvatadas por Lipossomas (tecnologia americana). Finalmente em abril de 1998, abolimos totalmente as vacinas por nós preparadas, passando a utilizar na clínica, apenas a Imunoterapia Ativada.

Isto nos levou a uma modificação no relacionamento profissional com todos os clientes passando a valorizar ainda mais nosso trabalho, recuperando assim aos olhos do leigo, a credibilidade, a admiração e o respeito pela especialidade, tão desacreditada ultimamente.

Agora utilizando a imunativação, é possível resolver os problemas alérgicos mais depressa. Os sintomas precisam ser controlados, apenas no início do tratamento, com medicação sintomática pertinente. Para tanto é preciso obrigar o paciente a assumir o compromisso de realizar uma correta profilaxia ambiental, sobretudo, no que toca o revestimento de colchões e travesseiros com material impermeável em envoltório completo, sem respiradores ou zíper.

Com as antigas vacinas era muito difícil fazer o paciente aderir ao tratamento, porque os curtos intervalos entre as doses eram desconfortáveis. Por outro lado os resultados clínicos custavam muito a aparecer e além disso, era muito mais trabalhoso manter o paciente assintomático. Com a revolucionária metodologia da Imunoterapia Ativada, o alívio dos sintomas ocorre rapidamente. Deste modo, podemos afirmar; ALERGIA TEM CURA SIM!

Este novo paradigma da alergia está modificando toda a conceituação da Imunoterapia e da própria Alergia e, possibilitando ao médico não especialista tratar de uma série de outras patologias imunológicas. Agora qualquer um pode tratar as alergias devido ao fato de serem dispensáveis os testes alérgicos. A quantidade de imunógenos injetada é de cerca de 350 na imunativação para inalantes (alergias respiratórias) e de 550 na associação de inalantes com alimentos (alergia alimentar e ingestatória). A Imunoterapia Ativada (ITA) é um método simples, visto que a imunativação obedece a uma rotina quase que fixa com poucos parâmetros a serem analisados. Isto nos permite afirmar que só não cura alergia quem não a sabe tratar adequadamente, e que não dispõe ou conhece esta tecnologia avançada”.

 

   

 

 

 

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